capitulo 27 Mariana

1996 Words

NARRAÇÃO: MARIANA LACERDA O caminho da praia até em casa foi um borrão de areia, sal e o gosto amargo do meu próprio ódio. Eu não sentia minhas pernas; eu era apenas uma massa de nervos expostos, movida pela força bruta da indignação que queimava as minhas entranhas. Cada passo que eu dava sobre o asfalto irregular da periferia era uma tortura física e mental. O rosto do Daniel Bittencourt, com aquele sorriso de quem é dono do sol, da lua e da alma das pessoas, estava gravado na minha retina como uma cicatriz feita a ferro e fogo. Cada passo que eu dava, o estalo do tapa que dei nele ecoava nos meus ouvidos como um grito de guerra mas uma guerra que, lá no fundo, eu sabia que estava perdendo por WO. Entrei em casa pelos fundos, como um bicho acuado tentando lamber as feridas em silêncio

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