Passei o polegar sobre o ferimento, sentindo o latejar agudo da dor. Uma dor que eu não queria que parasse, porque ela era o registro físico da resistência dela, e a resistência dela era o que tornava a posse tão necessária. — Ela tentou resistir, como um bicho acuado que morde a mão que lhe estende o teto — respondi, minha voz soando como o estalo seco de um chicote de couro no escuro. — Ela achou que morder a face do dono lhe daria alguma dignidade ou algum poder de barganha. Mariana Lacerda é uma variável caótica que eu ainda estou domesticando, Diego. Ela é afiada, técnica, grossa e carrega um ódio que eu pretendo converter em submissão absoluta até que ela não saiba mais quem é sem a minha permissão. — Domesticando? — Diego soltou uma risada ruidosa, mas havia uma nota de aviso, qua

