— Ele só pode ser louco... esse desgraçado! — as palavras saíram em um grito sufocado, minha voz falhando. — Ele está redigindo um contrato de estupro institucionalizado! Ele acha que pode comprar o acesso ao meu corpo como se estivesse assinando um pacote de TV a cabo ou comprando um terreno na zona portuária?! Eu me levantei num solavanco, chutando a pasta para longe. O ódio borbulhava, transformando o pavor em uma energia vulcânica que fazia meus dentes rangerem. Eu sou uma mulher, p***a! Eu não sou uma mercadoria, não sou um terreno baldio que o meu pai viciado empenhou em uma mesa de jogo clandestina! — Eu não vou assinar essa merda! — Berrei para as paredes descascadas, sentindo o suor frio escorrer pelas costas e se misturar ao sal da praia. — Eu não vou! Eu prefiro que a gente mo

