Isabella.
Mikhail empurra a porta do quarto de hóspedes que e ela se fecha atrás de mim com um clique suave.
Ele me encara com — aquele olhar intenso, escuro, que sempre parece enxergar coisas em mim que eu mesma tento esconder.
Agora estamos sozinhos.
O quarto está mergulhado em uma luz suave que entra pela janela, iluminando a cama impecavelmente arrumada e as paredes em tons claros.
Mas eu m*l percebo o ambiente.
Porque Mikhail está parado na minha frente.
Perto demais.
— Você deveria parar de fazer isso — digo, tentando manter a voz firme.
Ele inclina ligeiramente a cabeça.
— Fazer o quê?
— Me olhar assim.
Um canto da boca dele se curva.
— Assim como?
Eu abro a boca para responder… mas não encontro palavras.
Porque ele dá um passo à frente.
Agora quase não existe espaço entre nós.
Meu coração dispara.
— Isabella — ele murmura, meu nome saindo baixo, rouco.
Antes que eu consiga reagir, a mão dele desliza para a minha cintura.
E então ele me beija.
O beijo começa devagar.
Quase cuidadoso.
Como se ele estivesse testando algo proibido.
Mas dura apenas alguns segundos antes de se tornar mais intenso.
Meu corpo reage antes da minha cabeça.
Minhas mãos seguram a camisa dele enquanto ele me puxa contra si.
O calor dele atravessa o tecido das nossas roupas, e um arrepio percorre minha espinha.
— Isso é uma péssima ideia — sussurro contra os lábios dele.
— Provavelmente — ele responde.
E me beija de novo.
Mais profundo.
Mais urgente.
Minhas costas acabam encostando na parede ao lado da cama, e Mikhail me prende ali com o corpo, uma mão firme na minha cintura.
O ar entre nós parece eletrizado.
Ele me joga na cama, rasgando sua camisa em meu corpo, expondo meu corpo nu.
— Titio eu tenho que te dizer uma coisa?
Ele me ignora e enfia dois dedos na minha b****a encharcada.
— Ah, você gosta disso, não é? — sua voz é zombeteira, seus lábios se contorcendo cruelmente enquanto ele circula meu c******s. A intensidade da sensação é avassaladora, e sou incapaz de suprimir o gemido que escapa da minha garganta.
Seus movimentos se tornam mais exigentes, seus dedos mergulhando mais fundo, atingindo pontos dentro de mim que me fazem ver estrelas. Não consigo evitar me contorcer sob seu toque, meu corpo se debatendo em uma mistura confusa de prazer e medo. Suas palavras, seu toque, sua presença – tudo é demais, ameaçando me consumir por completo.
A pressão implacável continua em um ritmo c***l, cada investida me levando mais perto da beira de um orgasmo que não tenho certeza se quero. E, no entanto, em meio ao medo há uma estranha corrente subterrânea de desejo que me faz agarrar-me a ele, implorando por libertação.
Seus dedos continuam seu ataque implacável contra mim, cada movimento me empurrando ainda mais para o abismo do prazer. Estou à sua mercê, presa em um ciclo vicioso de medo e necessidade, meu corpo traiçoeiro dançando conforme sua música.
Ele parece divertido, deslizando os dedos dentro da minha b****a e desce sua língua pelo meu abdômen até que alcança minha b****a molhada. Chupando e me fazendo gozar.
— p***a — eu solto um gemido. Ele penetra seus ainda mais fundo, cada movimento amplificando minha rendição, arrancando mais gemidos dos meus lábios trêmulos.
— Era isso que você queria? — Sua voz é um rosnado ameaçador, enfatizando a ameaça em seu toque. — Você achou que podia me provocar, me fazer perder o controle?
— Eu não… eu… — As palavras morrem na minha garganta, substituídas por um gemido abafado quando sua mão toca minha pele novamente. O calor do impacto se espalha pelas minhas bochechas, me fazendo estremecer, mas é rapidamente substituído por um prazer inegável que se instala profundamente dentro de mim. É uma sensação que não consigo compreender, uma mistura de medo, desejo, vergonha e uma ânsia desesperada que me deixa tremendo.
— Não? — ele repete, com um tom zombeteiro na voz. Sua mão desce novamente, o som dela tocando minha pele ecoando nos meus ouvidos. Um suspiro escapa da minha garganta, a ardência rapidamente se transformando em uma faísca de prazer que envia uma onda de choque por todo o meu corpo.
Que merda está acontecendo comigo?
Me vejo me contorcendo contra ele, presa nesse ciclo intoxicante de dor e prazer. Estou confusa, minha mente se rebelando contra as sensações que seu toque está despertando em mim. A parte traiçoeira de mim que está cedendo a ele, que anseia por seu toque, está se tornando mais forte a cada instante.
— Sim! — Eu arfo, a palavra escapando antes que eu possa impedi-la. Não é uma admissão consciente, mas paira no ar entre nós, potente e inegável. Meu corpo quer isso, anseia por isso. E estou dividida entre querer afastá-lo e puxá-lo para mais perto.
Sua mão encontra minha pele novamente, com mais força desta vez. O som de pele contra pele ecoa no quarto, seguido por outra picada aguda que percorre meu corpo. Apesar da dor, minha pele reage instintivamente, um prazer estranho se misturando ao desconforto.
Seu aperto em minha garganta se intensifica, Sua mão é forte e inflexível. A poderosa mistura de medo e desejo me invade, deixando-me submissa ao seu toque. Sua dominância, seu controle sobre mim é inegável e, apesar de tudo, uma parte de mim anseia por mais. Me vejo presa entre o terror e o desejo, cada tapa trazendo uma nova onda de emoções conflitantes, me empurrando ainda mais para a submissão.
— Olha só você, toda molhada e disposta — ele zomba, com um tom sombrio e satisfeito. — Você não faz ideia do que está fazendo comigo — ele murmura contra meu pescoço.
Meu coração parece que vai explodir.
— Você também não está exatamente resistindo — respondo, quase sem fôlego.
Ele solta um riso baixo.
Mas então…
O som de uma porta batendo ecoa no andar de baixo.
Mikhail congela.
Eu também.
Passos.
Uma voz masculina ecoa pela casa.
— Pai? Você está em casa?
Meu estômago despenca.
Mikhail fecha os olhos por um segundo, claramente amaldiçoando a situação.
— Matthew — ele murmura.
Eu me afasto um pouco, completamente em pânico.
— Seu filho?!
Ele passa a mão pelos cabelos, já recuperando o controle.
— Ele ia voltar amanhã.
O chamado dele ecoa pelo corredor de novo.
— Pai?!
Mikhail olha para mim rapidamente.
O olhar dele percorre meu rosto, meus cabelos bagunçados, a respiração ainda descompassada.
— Fique aqui — ele diz em voz baixa.
— O quê?
— Não saia do quarto.
Meu coração está batendo tão forte que tenho certeza de que dá para ouvir.
— E se ele entrar?
— Ele não vai.
Antes que eu possa protestar, Mikhail já está indo para a porta.
Mas ele para por um segundo.
Volta até mim.
Segura meu rosto entre as mãos e me dá um beijo rápido — intenso o suficiente para fazer meu coração disparar de novo.
— Não faça barulho — ele murmura.
Então sai do quarto às pressas, fechando a porta quase sem som.
Fico parada ali por alguns segundos.
Tentando recuperar o ar.
Tentando entender o que acabou de acontecer.
Lá fora, ouço passos no corredor e a voz de Matthew mais próxima.
— Pai, você não vai acreditar no que aconteceu na viagem…
Mordo o lábio, olhando para a porta fechada.
Meu coração ainda está acelerado.
E uma parte perigosa de mim só consegue pensar em uma coisa.
Se Matthew tivesse chegado alguns minutos depois…
Mikhail teria tirado minha virgindade.