Encostei num muro descascado ali perto, debaixo da sombra de uma marquise podre, e devorei aquela quentinha pique um leão que tava na seca há uma semana. O bagulho tava bom pra c*****o, o tempero da Serena era uma parada de outro mundo, de comer rezando. Fiquei ali, mastigando o frango assado e secando o movimento da rua, de olho em cada maluco que encostava na barraca dela. O meu radar de rua não desligava por um segundo sequer. Qualquer zé ruela que olhasse torto ou falasse uma gracinha desrespeitosa pra cima da mina, ia engolir o asfalto sem tempo de pedir desculpa, amnésia ou c*****o nenhum. O instinto de proteção já tava batendo no teto. Demorou papo de umas duas horas até a última marmita sair debaixo da lona. O sol já tava começando a dar uma trégua, o mormaço da tarde abaixando d

