— Os canalhas te bateram com ódio real... bando de covardes do caralho... — ela murmurou entredentes, pegando a toalha limpa, molhando na água morna e começando a lavar com extrema delicadeza o sangue seco e empedrado que desfigurava o meu rosto, o supercílio aberto e o meu nariz totalmente torto. O ardor desgraçado da água morna na carne viva e exposta fez o meu corpo inteiro dar um solavanco involuntário e violento. Eu fechei os olhos com tanta força que senti as pálpebras rasgarem, trancando os dentes até estalarem para não gritar de dor. — Eu sei, meu amor, eu sei que arde... aguenta firme, tá acabando a limpeza da cara — ela sussurrava, soprando de leve e com carinho na ferida aberta do meu supercílio enquanto passava o algodão com antisséptico para desinfetar o corte profundo. Dep

