O cara da narcóticos

1281 Words
- Alice - gritou Parker. Eu e Jesse saímos quase correndo da cozinha e Parker pôs o telefone no gancho. - O que houve? - perguntei e todos o olhavam curiosos. - Era da narcóticos, estavam num caso de uma d***a que anda circulando… - o interrompi. - Resume logo Parker. - falei séria. - Encontraram uma vítima. - Vamos. Peguei minhas coisas e todos descemos até a garagem. Fomos até um motel no limite da cidade, era um lugar f**o e meio abandonado, o perímetro estava delimitado já e tinha inúmeras pessoas curiosas tentando passar pelos policiais que tentavam conter todos. Jessica e Jesse pareciam não estar se falando muito ainda, quando desceram do carro impuseram uma distância de quase dez metros entre eles. Me sentia m*l por parte de mim estar feliz em ver os dois separados. - Deixem eles passar - disse o detetive Genk para os policiais. Passamos pela fita e tinham muitos peritos correndo de um lado para o outro. - comandante Alice. - Sério? - falei e ele riu. - O que aconteceu aqui Genk? - A vítima que encontramos - ele fez uma careta. - em decomposição. - A quanto tempo foi morta? - perguntou Jesse. - A menos de oito horas. - respondeu e todos o encaramos duvidosos. - Como seria possível? - perguntou Kyera. - Venham. - o acompanhamos. - a colocaram num tanque, com agentes químicos para decompor o corpo mais rápido. - E a causa da morte? - perguntei e entramos no quarto. O cheiro era muito forte. - Perito não sabe ainda, mas acredita que seja o tiro que levou no peito. - apenas assenti e me aproximei de onde a vítima estava. Matthew, Jessica e Parker m*l olharam a vítima antes de darem uns cinco passos para trás com as mãos na boca. - Como vieram parar aqui? - perguntei a Genk que me observava com um olhar confiante. - Seguimos um pista até esse motel, estávamos no quarto ao lado e sentimos o cheiro forte. - Certo, assumimos daqui Genk, obrigado. - falei sorrindo e ele retribuiu. - Disponha - ele deu uma piscadela e saiu. - Acho que ele gostou de você - disse Kyera rindo. - Com certeza gostou - concluiu Parker e eu ri. - Vamos trabalhar por favor. - eles riram. - Jessica vá falar com o dono desse lugar, quero saber quem pegou este quarto. - Certo - respondeu já saindo. - Parker e Kyera, vejam se tem alguma câmera ou perto deste local. Matthew, eu e Jesse vamos vasculhar este quarto. - Tudo bem. - responderam juntos. Matthew, Jesse e eu colocamos as luvas descartáveis e começamos a procurar por todas as pistas possíveis naquele quarto, peritos ainda fotografavam o local, embalavam provas e catalogavam. Achei um bloco de notas na cabeceira da cama, estava sem nada escritor ainda assim, parecia ter sido utilizado recentemente. - O que você acha? - perguntou Jesse e eu o encarei confusa. Procurava por um lápis. - Acho sobre o que? - perguntei tranquila. - Sobre o caso - me encarou enquanto encontrava um lápis e comecei a riscar sobre o bloco de notas. - Sabe a nossa vítima, num tanque baleada e sendo dissolvida. - Acho que estava no lugar errado e na hora errada. - respondi e ele olhou para o bolo de notas. Todo aquele cheiro forte parecia ter sumido quando ele se aproximou, conseguia sentir só seu cheiro. - É um endereço? - perguntou me tirando dos meus pensamentos. - Parece que sim - respondi. Ouvi um pigarro atrás de nós e era Jessica acompanhada de Parker que segurava para não rir. - O dono disse que ela mesma pegou o quarto e estava sozinha. Não parecia muito bem, a pele estava pálida, visualmente desnutrida e não falava nossa língua. - disse Jessica. - Ela disse o nome para ele? - perguntei. - Mentiu sobre, mas os peritos encontraram os documentos com ela. Alyssa é da Venezuela, veio em uma embarcação clandestina para cá. - disse Parker me dando o documento dela. - O que faria aqui se estava ilegal? - se questionou Jesse e eu me fazia a mesma pergunta. Voltamos para delegacia e juntos o que havíamos conseguido, Jessica procurava ter maiores informações quando a vida de Alyssa. Matthew e Jeff estavam olhando horas de gravações de câmeras, Kyera procurava descobrir o que significava o que fora anotado no bloco de notas. Jesse e eu analisávamos olhado do legista, dos peritos e balística. Era chocante acreditar que ela tinha morrido a menos de doze horas e seu corpo já estivesse em tamanha decomposição. - Onde vai? - perguntou Jesse quando larguei todos papéis e ia saindo. - Já volto - sorri e desci até o segundo andar que pertencia a narcóticos. - Oi comandante Hank - a maioria do pessoal disse junto e eu retribui com um aceno apenas. - Alice Hank, duas vezes em um dia. - disse Genk quando parei na sua porta. - Não se acostuma - falei com a voz suave e ele levantou se apoiando a mesa. - No que posso lhe ajudar agora? - Um jantar talvez. - falei tranquila e ele sorriu. - Sexta, as oito? - perguntou e eu assenti. - Certo, até sexta Genk. - Tchau Alice. Sai e todos me olhavam com curiosidade, subi de volta ao quinto andar e Kyera tinha ido acompanhada de Matthew até o endereço do bloco. Assim que me sentei na minha mesa, Parker se empurrou na cadeira com rodas até a minha mesa e ficou próximo a mim. - onde você foi? Voltou toda se rindo. - perguntou curioso e eu ri em silêncio. - Parker é inacreditável como você gosta de saber sobre mim - falei e ele riu. - Sou seu amigo e gosto de saber de você. - disse com carinha de pidão e continuei rindo. - Chamei Genk para sair. - falei e ele me olhou incrédulo. - Você não fez isso? - falou e eu o encarei confusa. - Genk nunca saiu com outra policial, muito menos com alguém do mesmo distrito que ele. - Bom, ele aceitou sair comigo - falei convencida e ele arregalou os olhos. - É, você deve causar um efeito diferente nas pessoas. - eu quem o encarou e ele riu. - Quem disse isso? - perguntou. - May, de primeira não concordei muito, mas agora tá mais que provado que ela estava certa. - Vocês dois gostam de falar sobre mim assim? - perguntei sarcástica. - Ela quer que você vá jantar lá em casa uma hora dessas. Disse que quer agradecer pelo que fez pela Gen. - Sabe que não precisa, fiz apenas meu trabalho - falei tranquila sorrindo e ele assentiu. - May é convincente e não vai desistir enquanto você não ir. - Tudo bem. - Consegui uma coisa - disse Jesse. - Fale. - Alyssa veio junto a uma carga clandestina, melhor dizendo, drogas. - disse Jesse me mostrando alguns documentos. - Acha que a executaram para que não falasse nada as autoridades? - perguntei e Jesse concordou. - Seria a única justificativa, acredito que tenham cometido um erro ao colocarem ela junto com a carga de drogas e resolveram calar ela aqui. - Sabemos de quem era o contêiner? - perguntou e Jessica acenou. - Pertencer a Kevin Fihl, que uma ficha longa e inúmeras prisões já realizadas, a maioria cometidas durante a condicional. - disse Jessica me mostrando a ficha dele. - Peçam apoio e se preparem, ele já deve estar esperando uma batida e com certeza não deve estar sozinho. - falei e todos assentiram.
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