Caso Serena

1395 Words
Seguimos para casa do Kevin e era um pequeno casebre numa parte da cidade m*l iluminada cheio de usuários de entorpecentes e mendigos se aquecendo em fogueiras dentro de latões. Nosso apoio já tinha chegado, e estavam nos acompanhando, pedi que Parker fosse com o Jesse, Jessica veio me acompnhando. - Kevin Fihl, aqui é a polícia. Abra a porta. - gritei na porta, Jessica estava atrás de mim, Jesse e Parker estavam defronte. Mattew e Kyera foram por trás da casa. - Ele ta com uma metralhadora apontada para porta - disse Parker assustado. Eu assenti. - Vou arrombar, se preparem, porque vou precisar me jogar no chão. - falei e os três me olharam assustados. - Ficou maluca? - perguntou Parker e eu o olhei f**o. - Vamos logos. Respirei profundamente por diversas vezes antes de fazer isso, Jesse tinha um olhar apreensivo em mim, de uma forma que não tinha visto antes e de alguma forma, me reconfortou. O que faria não era muito comparado e todas as outras coisas que já fiz, mas parecia que tinha sido a tanto tempo. Vamos lá Alice, você consegue. É só derrubar a porta e ir para o chão. Dizia isso a mim mesma, com a coragem de que precisava, derrubei a porta e cai no chão ouvindo tiros para todos os lados. - Alice - gritava Jesse mas não conseguia ver ele. Tinha muita fumaça e a porta estava sobre mim. - Aí - resmunguei com a dor que sentia com o impacto. - Alice - gritou ele novamente e puxou a porta de cima de mim, consegui ver ele e a Jessica. - Você é louca. - disse Jessica me puxando pelo colete. - Isso doeu - resmunguei e ela deu outros tiros para dentro da casa. - Cadê o Parker? - perguntei. - Entrou já - disse Jesse. - Como… - olhei apreensiva. Peguei minha a**a e olhei para dentro da casa. - Vamos - alguém gritou dentro da casa e os tiros cessaram. - Você tá preso Kevin Fihl. Levantei e entrei na casa, Parker estava o algemando e uns policiais o levaram. Sorri e assenti para Parker, que retribuiu e fez um toque de mãos com Jesse. - Bom trabalho pessoal! - falei sorrindo. - bom trabalho. ******* Era sexta, iria encontrar Genk e estava atrasada já. Tomei banho, vesti um vestido colado até o joelhos cor marsala, calcei saltos e fiz uma maquiagem, deixei os cabelos soltos. Desci e Genk já me esperava na entrada do meu prédio. - Está muito bonita - disse sorrindo e eu retribui. - Você também não está nada m*l. Ele abriu a porta do carro para que eu entrasse e sorri como agradecimento. Ele entrou em seguida e deu a partida no carro, seguimos até o centro da cidade. Entramos em um restaurante luxuoso, tinha reservado já e entramos, sentamos em uma mesa para dois, bem na frente do restaurante dava para ver a rua da cidade. - Já esteve aqui antes? - perguntou Genk. - Não - falei tranquila. - É bonito aqui. - Verdade, então, soube o que fez no caso da menina no motel. - o encarei e ele sorriu. - Deu tudo certo no final - falei sorrindo. - Sabe, na delegacia o pessoal dá-la bastante sobre você. - Ae? - perguntei apoiando meus cotovelos sobre a mesa e meu queixo sobre minhas mãos. - Sim - ele riu. - A maioria tem medo de você. - comecei a rir e ele continuou me olhando. - Pelo visto você não tem - falei suave e ele sorriu. - Não, mas até o caso que chamamos vocês, não tinha coragem de falar com você, admito. - ele parecia ter ficado um pouco envergonhado e eu sorri. - Mas estamos aqui, então me diga, a quanto tempo está na narcóticos? - Uns dois anos depois que me formei na academia de polícia. Você era agente especial não era? - assenti. - Quando era criança sempre quis ser. - Não é nada como nos filmes - rimos. Continuamos conversando e rindo, fazia tempo que não saia com alguém e era bom, Genk e eu não tínhamos muito em comum além do trabalho, mas ele era legal. Jantamos e ficamos tomando vinho e continuamos conversando. Jesse estava do outro lado da rua e achei que estava nos observando, admito ter ficado constrangida. Vi que tinha uma expressão indiferente, usava boné quase escondendo o rosto por completo, Genk falava sem parar e eu nem ouvia mais o que dizia. - Genk, mil desculpas mas eu preciso ir - falei assim que vi Robert saindo do restaurante. - O que houve? - perguntou preocupado. - Uma coisa importante que tinha me esquecido. Mas prometo te compensar, eu adorei o jantar. - Noite, Alice. Peguei meu sobretudo na chapelaria do restaurante e sai, passei pela mesa que estávamos sentados e Genk me olhou meio triste. Admito que fiquei m*l por deixar ele daquela forma, ele estava sendo legal e me diverti bastante. Jesse continuava seguindo Robert, entrei num beco vazio para cortar caminho, era uma noite pouco fria e ainda assim tinha bastante pessoas na rua. Sai dois quarteirões a frente de Jesse, quando ele estava passando o puxei pelo braço e quase levei uma cotovelada se não tivesse sido rápida para desviar. - o que… - falou ele confuso me olhando. Sua respiração estava tão ofegante quanto à minha. - Eu quem pergunto Stockler - falei série e o soltei. - O que pensa que está fazendo? - Não estamos no horário de expediente - disse firme e me analisou por uns segundos. - Não estava em um encontro com Genk? - Como sabe? - perguntei e ele riu. - Vi vocês no restaurante - disse com a voz mais fria. - Achei que era casada até. - Porque? - perguntei confusa e começamos a caminhar por entre a multidão da rua. - Nada, mas você sempre é tão fria e não demonstra interesse. - eu ri e ele me olhou de esguelha meio confuso. - Sabe, para alguém que viu a guerra e viveu ela, você é meio sentimental. - falei tranquila e bateu uma brisa gelada. - Alguns não se deixam levar pelo que vêem lá fora. Ou você toca a vida ou você se afunda na escuridão até enlouquecer. - falou ele olhando para os lados ao atravessarmos uma rua. - Acontece que eu não fui só militar, não vi só as guerras ou as vidas tiradas. - falei com a voz fria e paramos numa ponte. - Isso a tornou melhor no seu trabalho? - perguntou me olhando e eu suspirei. - É muito mais complicado que isso. - falei com um nó na garganta. - qual a história com Robert? - Como sabe sobre Robert? - o olhei com sarcasmo e ele tornou a falar. - logo que entrei na inteligência investigamos um caso, uma adolescente Serena, foi abusada e depois a encontramos morta na trilha de State Park Hills. - Porque vocês pegaram o caso? - perguntei. - Conhecia os pais da Serena, eles eram de Oregon também e estava morando aqui a uns dez anos. Imploraram para Russel investigar o caso e com minha ajuda, só que nunca foi encerrado, não tínhamos provas o suficiente para indiciar Robert. - Ele nunca confessou? - perguntei e ele assentiu. - Era a prova de que precisavam. - Era - ele suspirou. - mas acho que nunca vamos conseguir. - bati meu ombro no seu braço dele e ele riu em silêncio. - Seguir ele nas suas horas vagas só vai dar chance de ele processar você. Se ele fez uma vez, vai fazer de novo. - Não sei se consigo esperar mais. - Você precisa Stockler, ou vai acabar perdendo seu emprego e parando numa cela. - Não me importo se ele for preso. - disse frio e eu o encarei. - Vai se importar, lembre-se que é detetive e lá dentro, você seria um pedaço de carne em meio a cães famintos. - ele riu e assentiu. - Vamos, preciso de carona para casa. - Você é sempre tão mandona assim? - perguntou rindo e eu sorri. - Você me deve! Atrapalhou meu encontro. - A desculpa, mas você quem saiu do meio do encontro. - Vamos logo Stockler.
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