Fomos em carros separados, cercamos a Casa Branca camuflados, deixamos Jesse mais longe como atirador principal. Nos comunicávamos apenas por meio do rádio operador apenas, mas decidimos nos manter o máximo em silêncio até vermos algo suspeito.
Eu até tentava me concentrar no trabalho, na missão, mas tudo que vinha em meus pensamentos era, JESSE. Queria não amá-lo, ou sim, no entanto, queria apenas poder ficar com ele, saber que teríamos um futuro juntos.
- Alice vejo movimento em direção a você - disse Shaw no rádio e eu voltei do meu devaneio. Peguei os binóculos noturno e procurei.
- Estou vendo - respondi. - Tem mais gente vindos
- Hora da diversão - disse Parker e eu ouvi Shaw rir.
- Tomem cuidado. - falei.
Levantei e caminhei com cuidado entre as árvores, cuidando para não pisar em nenhum galho ou folha seca que poderia ter caído, pois faria barulho e veriam que eu estava ali. Assim que alcancei o primeiro, foi traiçoeiro e peguei por trás, com uma chave de braço, usei toda força que tinha até ele ficar sem ar e caísse.
O empurrei para tirar o homem caído sobre mim. Ao levantar vi laser verde em mim, era mira do Jesse, apenas fiz sinal com a mão para que ficasse atento.
Quando encontrei Parker, já havia acabado com dois homens de Aleksandr que os reconhecia quando fui sequestrada.
- Então, vai me contar o que aconteceu? - perguntou num sussurro enquanto íamos ao encontro de Shaw.
- Sobre o que? - perguntei e ele riu. Bati em seu ombro para que fizesse silêncio.
- Você e Jesse - o encarei assustada e ele me olhou. - eu vi no carro você dormindo no ombro dele, a forma como se olhavam. Vocês exalam paixão.
- Não aconteceu nada! - afirmei, decepcionada e Parker não percebeu.
- Sinceramente, desisto. - disse ele balançando os ombros.
Parker tomará a decisão que eu tanto queria conseguir tomar. Desistir. Só não tinha certeza se era do que sentia pelo Jesse, de esconder a verdade, ou de absolutamente tudo.
- Alice cuidado - gritou Shaw e quando me virei apenas senti um corpo alto, forte e pesado pulando em cima de mim.
- Achou que não te encontraria. - questionou Aleksandr enquanto estava sobre mim.
- Péssima escolha - falei.
Com um giro muito calculado o tirei de cima de mim, no mesmo instante o alarme da Casa Branca disparou e vários agentes saíram armados e começou a ter barulho de tiros e lutas por todos os lados.
Senti um impacto forte e muito doloroso no rosto, era Aleksandr me dando um soco. Cai estatelada no chão e ele subiu sobre mim, dando outros socos em meu rosto, podia sentir o sangue escorrendo. Ele ria como um psicopata, usei meus polegares para afundar seus olhos e ele urrou de dor.
Enquanto de alguma forma ele tentava com as mãos curar a dor dos olhos, dei um soco em seu estômago seguido de uma chute lateral, pude ouvir suas costelas quebrarem. Ele recuperou a visão e segurou meu punho que ia em direção a seu rosto, torceu e me acertou uma cotovelada na boca do estômago.
Com a dor, aproveitei que estava próxima ao chão e dei uma rasteira nele, que caiu petrificado no chão haja vista que com o impacto acabou batendo a cabeça. Subi sobre Aleksandr e desferi vários socos em seu rosto.
- Alice chega - gritou Parker segurando meu braço. Foi então que percebi que todos os aliados de Aleksandr haviam sido capturado e os agentes me olharam assustados. Pois Aleksandr, engasgava com o próprio sangue.
- Pequena assassina - disse Aleksandr num sussurro e Parker me agarrou quando viu que iria bater outra vez, me tirou de cima de Aleksandr.
- Leva ela daqui - disse Shaw que nem olhava para mim.
- Tudo bem - respondeu Parker.
Parker e eu fomos em completo silêncio até o carro, em seguida Jesse entrou também. Parker deu partida e fomos para o hotel onde estávamos hospedados, saltei do carro e fui para meu quarto, me trancando lá.
Tirei a roupa que estava banhada de sangue, entrei no chuveiro e minhas mãos tremiam, tinha alguns cortes causados pelos socos que dei, mas continha muito mais sangue de Aleksandr do que eu imaginava. Meu rosto ardeu com o toque da água fria, o box de branco tinha tom rosado na água, o sangue escorria pelo meu corpo.
Mesmo que agora estivesse livre de Aleksandr. Quem eu era? O que teria feito se Parker não me segurasse? Pequena assassina?
As perguntas estavam se tornando cada vez mais frequentes e isso me assustava de certa forma. Queria deixar meu passado em seu devido lugar, porém, eu ainda era capaz de coisas que não imaginava mais.
Sai do banho e sob a mesa, tinha uma mochila e um envelope. O abri, tinha bilhete do Shaw dizendo que tudo ficaria bem, na mochila havia roupas para mim e, dentro do envelope tinha três passagens aéreas para que eu, Parker e Jesse regressasse a Jersey no dia seguinte.
Abri a mochila pegando a primeira roupa que tinha, tranquei o quarto e me deitei. Me afundei nos meus pensamentos, tentando fazer, de alguma maneira, meu cérebro desligar por algumas horas. Ouvi batidas na porta, inda que pudesse ser Parker ou Jesse, não tinha a menor intenção de abrir ou sequer v*****e de falar com qualquer um dos dois.
No dia seguinte, acordei cedo e o dia m*l havia clareado. Troquei, ajeitei as coisas e sai com a mochila nas costas, acordei Parker que estava pronto e ele foi chamar Jesse enquanto fazia nosso checkout. Acredite que os dois haviam percebido que não estava disposta a conversar muito, assim, se limitaram a apenas me desejar um bom dia, que foi retribuído.
Chegamos no aeroporto a tempo de pegar o vôo, embarcamos e a decolagem não demorou muito, Parker ficou bem do meu lado e via o quanto ele estava inquieto.
- O que foi Parker? - perguntei e ele me olhou.
- Ontem, você. - ele gaguejou e eu assenti.
- Eu sei, agradeço por ter me ajudado a forcei um sorriso.
- Só queria dizer que não julgo você, entendo seus motivos e seus impulsos. Hoje é um novo dia, quero que saiba que sempre vou estar aqui. - disse ele tranquilo e eu sorri.
- Obrigado. Tem notícias da May? - perguntei e ele me olhou feliz.
- Sim, chegou ontem a noite em casa. Disse que está bem e as crianças também - falou animado e eu sorri.
- Contou a ela sobre o que fizemos? - perguntei e ele negou.
- Só que estávamos em um caso complicado, não queria deixá-la preocupada demais. - apenas assenti e ele prosseguiu. - ah, ela disse que está esperando sua visita. - rimos.
- Essa semana passo lá - sorri.
Olhei para fileira oposta e vi Jesse, ele estava concentrado olhando o telefone e por alguns segundos nosso olhar se cruzou. Ele voltou sua atenção para o celular e eu apenas suspirei profundamente, me ajeitando na poltrona.