CASO DO SERIAL KILLER

1208 Words
Uma semana tinha se passado desde que deixei Genk plantado no restaurante, porém, o vi uma ou duas vezes no departamento e não trocamos nem ao menos um olhar. Jessica tinha melhorado muito e estava se tornando uma das minhas melhores detetives. Ainda era estranho lembrar quem Jesse foi para mim e ver ele todos os dias no trabalho, sei que parece óbvio. “Vai lá Alice, conta para ele”. Mas o que vivemos foi no passado, e pelo visto ele se recusa a se lembrar, ou, ele se lembra e não contou nada, como também ama outra pessoa. Estávamos lidando com um caso r**m, mas que estava ocorrendo com muita mais frequência na cidade. Todos pareciam empenhados e queria ver o nosso criminoso preso pagando pelas coisas horrendas que fez. Jared Flytch era o homem que assassinava mulheres e depois abusava delas. Alguns agentes do FBI, que foram meus colegas, estavam trabalhando em conjunto conosco, depois de eu ter feito o impossível para não tirarem o caso de nós. - O que vamos fazer, temos provas o suficiente para prendê-lo - disse Matthew. Estávamos em um círculo verificando nossas provas no quadro, mas faltava o mais importante, a confissão dele. - Não temos como prendê-lo. São apenas supostas provas o que temos, nada que confirme que ele realmente atacou as vítimas - resmunguei dando um soco na mesa. Queria prendê-lo tanto quanto todos naquela sala. - Além do mais, precisamos conseguir pegar ele. Ele foge a ano de todos. - Comandante Hank, eu sei que quer uma confirmação. Temos que trazer e interrogar ele, faremos ele confessar - disse o agente Harry. - Harry acha que ele vai confessar? Ele faz isso a anos, porque é bom no que faz, não deixa rastros - disse me sentando na mesa. - Podemos armar uma emboscada ou… - interrompi Jesse. - Fazer com que ele pegue uma vítima, no padrão dele, o fazendo achar que está no controle - falei e todos me encararam. - Onde arrumamos uma pessoa que seja o padrão das vítimas dele, disposta a se arriscar dessa forma? - perguntou Harry e meus detetives me encararam. Sabiam a resposta, mas Jesse foi o único corajoso a se manifestar. - Não vai fazer isso, é arriscado - disse me encarando. - Eu sou o padrão dele. Quando o trouxemos como apenas suspeito, ele vai vir atrás de mim - disse e continuavam me olhando. - Tem certeza? - perguntou o outro agente do FBI, Alisson. - Sim, Jeff quero uma escuta indetectável - ele apenas assentiu e saiu. - Vamos continuar buscando pistas e sairei para almoçar fora, dar oportunidade dele me pegar. Todos saíram e eu fui para minha mesa, tanto os detetives como os agentes me olhavam rapidamente. Pareciam questionar minha decisão, mas até eu questionava e tinha que confiar neles, que chegariam a tempo. Sai para o almoço assim que Jeff colocou a escuta no botão da minha blusa. Fui até a lanchonete que sempre comprava algo, pedi o almoço e saí, não saberia explicar a sensação, mas lá estava Flytch, estava sem distintivo, sem a**a ou colete. Quando resolvi correr, um medo percorreu todo meu corpo, me sentia tão vulnerável. Flytch me apagou com um cheiro forte em um pano que colocou no meu rosto. - Alice acorda - sussurrou Jesse que segurava minha cabeça em suas mãos. Involuntariamente eu sorri. - Alice? - Hum - resmunguei. Meus olhos ardiam. - o que aconteceu? - Deu certo, conseguimos pegar a confissão do Flytch. Pegamos ele. - disse animado e eu me levantei com a ajuda dele. - Eu fiquei apagada todo esse tempo? - perguntei enquanto via a perícia pegando provas no local. Era um sótão de uma casa, fora da cidade. - Sim, mas também não demoramos muito. Ele veio o caminho inteiro falando sobre as vítimas, detalhes que ninguém poderia saber. - disse sorrindo e eu retribui. - Alice você tá bem? - perguntou Parker se aproximando e Jesse se afastou. - Estou - sorri e ele me deu um abraço breve. Estava de pijama bebendo vinho e assistindo filme quando a campainha tocou. O dia tinha sido cansativo com o caso do e********r e serial killer, ainda sentia minha pele fria e estava com algumas marcas. - Jesse, o que faz aqui? - perguntei assim que abri a porta. - Queria saber como estava. - ele ficou tímido e coçou a nuca. - Pode entrar. - dei espaço para ele passar. - Quer uma cerveja ou um vinho? - Cerveja. - rimos. - Aqui. - o entreguei a cerveja. - Tivemos um dia longo, pensei que estaria bebendo ou em casa assistindo futebol. - Como sabe tudo isso? - o encarei. - Sempre sabe o que costumamos fazer, quem somos. Não te aceitamos muito bem e julgamos muito a forma que trabalha, mas mesmo assim acreditou em nós. - Eu sou muito observadora. - me sentei no sofá novamente e ele sentou ao meu lado. - Parece bobagem, mas observo todos e até os olhares. As pessoas são mais transparentes do que percebem. - O que fazia antes? Não parece que foi militar, é tão eficiente e perturbadoramente tranquila, com qualquer coisa que faça ou assiste - eu ri. - Erro seu - sorri e ele me encarou - Cinco anos sendo SEO e como sabe, minha patente é comandante, as pessoas me julgavam por ser a mais nova. Depois, passei três anos como agente da Cia e dois no FBI. - ele me encarou. - Ninguém sabe então por favor não conte. - Tudo bem. Foi para você como é o Afeganistão para nós? - Sinceramente, eu já estive no Afeganistão, e não se compara. - sorriu. - Agora entendi porque fez o que fez hoje. Foi loucura, mas resolveu o caso. - Eu fui porque não me perdoaria se mandasse Jessica e algo acontecesse com ela. - forcei um sorriso. - Faz quanto tempo que terminaram? - Um dia antes de pegar o caso do Olsen, acho que você já sabia. Descobrimos que somos apenas parceiros e só. Porque não interferiu se sabia? - Porque não estava interferindo no trabalho. Sei que é p******o, mas enquanto não interferia, não tinha porque falar alguma coisa. - sorri. - Bom vou indo. Te vejo amanhã? - Claro. Pronta para outra. - rimos e eu o acompanhei até a porta. - E chefe, desculpa ter passado dos limites hoje - apenas assenti com a cabeça e sorri. - Tudo bem Stockler, sei que só temia que algo r**m acontecesse. - É. - Só nunca mais questione novamente, todos vocês tem uma carreira incrível pela frente e se ficarem me questionando, na frente das pessoas, terei que por uma advertência na ficha de vocês e eu não quero isso. - Porque nos ajuda tanto? - Você já sabe muito sobre mim, boa noite Jesse - ele riu e assentiu. - Até amanhã - ele sorriu e saiu. Fechei a porta e apaguei as luzes, me deitei e não conseguia pregar os olhos. Apenas conseguia pensar no Jesse, como era bom ter uma conversa tranquila e suave, acolhedora, me sentia, de uma forma estranha, feliz por ele se importar comigo.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD