Capítulo 05

1297 Words
Guerreiro narrando Entendi nada daquele papo do Dino, a mina apagada lá no chão, as sacola tudo arrebentada, a Andressa vindo pra cima de mim comemorando, e nem aí pra filha no chão, desde quando ela tem uma filha , ainda mais desse tamanho ? Que p***a aconteceu nessa favela — pega a boneca bota ela na minha sala, o bira traz uma enfermeira lá do postinho — ele fala mas ele mesmo pega a minha apagada no chão, os cria tudo desesperado em cima dela, ninguém nem aí pra mim Nem parecia que eu era o patrão naquela p***a, não que eu quisesse que viesse geral pra cima de mim, afinal, eu caí igual um mamute em cima da mina, e eu sou pesado pra c*****o, ela toda baixinha, cavaluda, mas baixinha, toda bonitinha — qual foi Andressa ? Que p***a e essa ? Mina é tua filha ? — eu pergunto e vejo ela tentando arrumar uma desculpa rápida mas perdida no que dizer — pera aí patrão, licença aí — o bira sai trombando em mim arrastando a enfermeira pelo braço desesperado Os cria tava maluco por causa da mina e eu via a Andressa tentando saber o que dizer, me medindo pra saber qual ia ser a minha e eu já não gostei disso, se eu já estava bolado antes, agora eu estava o dobro — tu vai me explicar direitinho essa história e por que nunca falou dessa mina aí, nunca soube que tu tem filha ainda mais morando no meu morro — eu falo bolado e ela da uma de mãe preocupada — eu explico tudo amor, mas agora preciso ver minha menina — ela sai correndo pra fugir do meu enquadro Não fiquei bolado so com ela não, mas com geral da favela, ninguém nunca mencionou essa mina, ninguém nunca falou nada sobre ela — a boneca já acordou ? — vejo mais cria chegando geral em desespero mesmo, e eu tava ficando mais puto com essa p***a — sai todo mundo daqui c*****o, vão lá fora e levantem a minha moto, bora — eu tento dispersar geral dali mas vi que ninguém gostou dessa p***a, eles queriam ver a mina, saber dela, essa p***a tava me deixando na neurose já — aí calma aí Dino…— ouço a voz suave da mina e deu maior parada no meu peito — filha, fala com a mamãe você se machucou, ai minha bebê — a Andressa entra em desespero e eu já fico puto vendo a troca de olhares da mina com o Dino — sai Andressa, sai de cima, me deixa respirar — ela fala irritada e olha pro Dino agarra no braço do bira — eu quero sentar, eu tô ficando tonta — ela fala e a Andressa me olha de canto e eu tava só de cara fechada encarando a cena — sai Andressa, pelo amor de Deus, me deixa respirar — ela fala e eu puxo a Andressa num solavanco só pelo braço e sinto ela gelada parando do meu lado olhando pra todo canto menos pra mim — aí melhor levar ela pro hospital — eu falo grosso me aproximando da mina lá — eu também acho, melhor te levar lá pro posto — o Dino vai pegando ela que não aceita e se solta dele — eu to bem Dino, eu to bem c****e, só me dá uma água, minha perna tá doendo pra p***a — ela fala fechando os olhos — fala aí doutora, a boneca tá bem, fala aí p***a — até o bira fala bolado — olha, ela precisa ir pro posto sim, ela tá tonta, pode ter batido a cabeça, a perna dela queimou feio, queimadura de segundo grau, e como ela tá com dor precisamos ver se não quebrou— a médica lá fala meio assustada — não vou não, eu tenho que ajudar a tia a fazer as marmitas de vocês, já que não teve jumbo hoje, eu tô lotada de coisas pra fazer — quando ela fala “jumbo”, eu só encaro a Andressa que volta no desespero na direção da mina — filha, vamos pro hospital, você se machucou amor, vamos lá depois vamos pra casa, você não tem que se preocupar com nada — ela fala e a mina encara o Dino de novo e antes que ele fosse na direção dela eu mesmo fui e peguei ela no colo — hey, me solta, quem é você ? Tira a mão de mim, eu sei andar — ela fala toda bravinha até nervosa Pele macia, cheiro doce, cabelão, medo toda bagunçada ela era linda, realmente fazia jus ao apelido, mas eu não gostei de geral chamando ela dessa forma não, parecia uma boneca mas não ia ser de qualquer um… Sei nem o que me deu, mas eu nem respondi a mina, sai com ela da sala ainda com ela nos meus braços sentindo sua pele macia e ela falando um monte na minha cabeça — vamos eu vou com vocês, amor…— a Andressa pula dentro do carro que eu coloco a mina e eu tava cheio de perguntas pra essa filha da p**a, ela tá fudida na minha mão, odeio ser pego desprevenido e não gostei nada dessa história Esse não foi o retorno que eu planejei, eu queria pintar o c*****o, comer várias b****a, curtir um bailão, fazer a minha p*****a, mas parece que já cheguei no meio de uma bomba que já estava por explodir, geral aqui tinha muito o que me explicar, e olha que eu só tinha ficado três anos fora dessa p***a, mesmo assim em contato com o Dino todos os dias — amor ? Pera aí, você é o dono do morro, ahhh agora me liguei, esse era o motivo dos fogos, p**a merda, que bobeira que eu dei…— ela fala e pega o celular que estava no seu bolso — merda…— ela fala e eu olho pelo retrovisor dirigindo em silêncio e vejo a Andressa muito nervosa no carro, como se tivesse com medo da mina fazer ou falar alguma coisa… — vem, deixa eu te levar lá pra dentro — eu falo descendo do carro parando na frente do posto e ela encara a Andressa — não precisa, obrigada pela carona — ela fala se soltando de mim quando eu tento pegar nela — Dino, me ajuda aqui — ela vai tentando chegar no Dino mas eu pego ela deixando ela sem escolha — pode me colocar no chão por favor, você já me atropelou, e tá tudo bem, agora me coloca no chão — ela tenta tirar a perna dela do meu braço mas eu aperto ela ainda mais contra o meu corpo e sinto ela toda quente, não sabia se pela adrenalina, mas aquilo me acendeu de uma forma que nunca mulher nenhuma me acendeu — atendimento pra boneca aqui, urgente — o Dino entra gritando e eu ouço a voz da Andressa e já tinha até esquecido que ela estava aqui — eu vou entrar com você filha — ela fala e a mina agarra o Dino ainda no meu colo pela gola da camisa — tira ela daqui, pelo amor de Deus, manda ela parar de cena — ela fala como se ela não estivesse nos braços do dono do morro — vaza Andressa, me espera em casa e faz minha comida — eu falo grosso e a mina e o Dino explodem numa gargalhada — essa eu quero ver — o Dino fala e eu já estava começando a fica ainda mais puto com essa p***a Alguém podia me explicar o que estava acontecendo dentro da minha favela ? Por que nada fazia sentido nessa p***a ?
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