Capítulo 3

2050 Words
PH narrando Depois que eu descansei, minha primeira parada foi no Fabinho. O pai lançou logo o corte americano. O menor deu aulas no corte, cinco anos sem saber o que era isso. Aproveitei pra dar aquela moral na barba, apesar de ter muito pelo no rosto, queria ficar bonito. Depois peguei o carro da minha irmã e desci pra pista, fui no shopping comprar umas roupas pra mais tarde e aproveitei comprei um iPhone da última geração. Já mandei chamar o Ret, cabelinho e o L7. Hoje a noite é minha, queria comemorar minha liberdade, saí do shopping e parti pra casa. Quando passei pela entrada, falei com os meninos da contenção. — Fala aí PH, os caras vão vir pela Madruga, o Ret até cancelou um show só pra vir cantar para tu, tá com moral mesmo neguinho.– o Gtinho falou mostrando os dentes. — Não é só moral não, eu morri num dinheiro pra isso acontecer. – me despedi dele e continuei seguindo o meu caminho. Eu sou cria da Penha, conheço a maioria dos moradores daqui. Minha mãe quando meu pai era vivo, ele montou um boteco, que era de lá que ele tirava o sustento da nossa família. Aí depois que ele morreu, minha mãe com a minha ajuda, transformou aquilo lá numa pensão tinha uma pessoa na rua principal. Hoje em dia virou um restaurante, mas agora minha mãe quase não para lá, só aparece lá pra fechar o caixa e pagar os funcionários. Antes mesmo de virar a sua da minha casa, a Fabíola entrou na frente do carro, se eu não fosse sagaz na hora de freiar, eu tinha passado em cima dessa doida. — Tá maluca p***a, tá afim de morrer mesmo.– ela cruzou os braços boladona. A Fabíola era a minha que ia na cadeia em dia de visitas íntimas, foi essa doida que me deixou na mão na última visita, depois que ela foi embora, tive que me virar no cinco contra um. — Então é verdade que você saiu da cadeia.– dei aquela checada, a safada estava gostosinha com aquele vestidinho da Maria gueixa colado no corpo. — Saí hoje minha loira.– ela entortou a boca.— Tu tá me devendo sabia, me deixou na mão naquele dia.– ela abriu um sorriso safado. — Eu posso te pagar hoje se tu quiser.– ela mordeu os lábios. — Entra aí, bora pegar um tetel.– ela veio toda saltitante. De meia volta com o carro, e em menos de cinco minutos eu já estava estacionando no motel mais próximo da penha. Vou te contar, valeu muito a pena trazer a Fabíola pra cá, tudo que eu precisava era f***r sem ficar me limitando. Foi só socão na costela e botadão no útero, se não fosse pelo baile mais tarde, eu ficaria aqui até o dia amanhecer. — Vai me buscar pra ir pro baile contigo?– soltei a fumaça pelo nariz, como eu não respondi, ela saiu do banheiro e ficou parada na frente da cama.— Você não vai me responder?– ela cruzou os braços. — Não confunde as coisas Fabíola, tu ia lá em Bangu pra eu te comer.– terminei de fumar.— Mas tu era muito bem paga pra isso, então não vem querendo pesar minha mente não.– ela mudou a feição na hora. Eu me levantei, entrei no banheiro. — Eu tô grávida PH.– voltei na hora. — Vai gostar esse bagulho nos p****s agora?– me aproximei dela em passos lento.— Eu sei que esse filho não é Fabíola, dá o papo certo.– ela se sentou na cama. — O filho é seu PH, eu sei que você não acredita, mas pode perguntar pra quem tu quiser lá na Penha, depois que eu passei a ir te visitar no Bangu, eu não fiquei com mais ninguém.– ela falou de cabeça baixa. — Mas nos nunca transou sem capa p***a, não tem como esse filho ser meu.– ela me olhou com os olhos cheios de lágrimas. — Mas no mês retrasado a camisinha estourou, lembra?– puxei na memória, pior que era verdade.— Eu tomei o remédio, mas não funcionou.– passei a mão no rosto, c*****o eu ia ser pai. — Tu já fez os exames pra ter certeza?– ela confirmou com a cabeça.— Eu vou deixar claro uma coisa, nós vamos ter esse filho.– ela me olhou surpresa.— Mas nós não vamos ser uma família, vou assumir o meu filho, tu vai ter uma casa pra morar com ele, pode até ser que nós se pegue uma vez ou outra, mas essa parada de fiel não vai rolar.– eu sei que não era isso que ela queria ouvir, mas era isso que eu tinha pra oferecer a ela. A Fabíola é uma mina maneira, mas é pegajosa demais e não estava afim de colar com mulher assim. Na verdade não queria mulher nenhuma e nem filho, mas já Deus mandou, vamos assumir. Eu sabia que ela estava falando a verdade, minha mãe já tinha me dado o papo que ela não ficava com ninguém, só ia nos bailes uma vez ou outra. Mas mesmo assim eu não queria fiel nenhuma, tava bom assim do jeito que ia ser. Voltamos pra favela por volta das oito da noite, deixei ela na porta da casa dela. — Amanhã tu já pode procurar a casa e se liga que eu não quero ver você bebendo não.– dei um selinho nela. — Posso ficar no camarote?– ela perguntou com um pouco de receio. — Vou liberar pra tu e pra suas amigas, mas sem ficar se achando a minha fiel.– ela revirou os olhos, mas concordou. Saí de lá cantando pneu, cheguei em casa rapidinho. Assim que eu passei pela porta, minha mãe veio correndo na minha direção. — Onde você estava Pablo Henrique, saiu de carro e não falou nada.– ela estava nervosa. — Eu fui no shopping e depois levei a Fabíola no motel.– ela começou a me bater. — Eu preocupada contigo e você foi pra motel foder.– segurei os braços dela. — Para de me bater p***a, eu tenho um bagulho sério pra te contar.– ela parou de me bater e cruzou os braços. — Vai me contar que Fabíola tá grávida, isso eu já sei.– olhei sério pra ela.— Não me olha assim não, você acha que foi quem que levou ela pra fazer os exames?! — E a senhora nem pra me contar nada, bela mãe que a senhora é pô.– bati palma pra ela. — Eu não mesmo não, isso não era assunto meu Pablo.– fiz legal pra ela com a mão.— Mas e agora, tu vai assumir a menina?– neguei com a cabeça. — Não, mas vou dar todo suporte que ela precisar pela criança e até mesmo pra ela.– outra que também não ficou muito satisfeita.— Cadê a Rayane? — Tá no quarto dela, eu vou dormir fora hoje.– ela não falou mais nada e pegou a chave do carro.— Ah, tem um presente pra você no seu quarto.– quando eu ia perguntar o que era, ela saiu batendo a porta. Corri pro meu quarto,eu sou curioso pra c*****o. Quando eu abri de cara eu vi o que era, p***a a minha Coroa é f**a. Ela deixou em cima da minha cama uma glock dourada, um cordão de ouro com um pingente com o meu vulgo cheio de diamantes. E um invictos dourado. Além disso tudo ainda tinha a chave de uma moto, entrei no banheiro pra tomar outro banho. Hoje o pai vai ficar naquele naipe, todo no estilo. Coloquei a minha beca, meu cordão no pescoço, minha peça na cintura. Me olhos no espelho aprovando o que estava vendo. Saí do meu quarto e bati na porta do quarto da Rayane. — Já estou indo Rayane, se tu quiser ir comigo, tem cinco minutos pra descer. Desci sem esperar pela resposta dela, a Rayane demora pra c*****o pra se arrumar. Quase meia hora depois ela desceu com um short que mais parecia uma calcinha. — Isso é roupa Rayane Maria?– ele me olhou feio por causa do nome. — Esquece esse Maria e respondendo a sua pergunta é roupa sim.– ela deu uma voltinha.— Pode falar, sua irmã pra gatona.– neguei com a cabeça, saí sem falar nada pra eu não me estressar. Não era minha filha, mas me dava dor de cabeça como se fosse. Eu estava ansioso para ver a máquina que minha mãe comprou pra mim. E como sempre a coroa não me decepciona. — c*****o não acredito que minha mãe te deu uma Hornet 600.– minha irmã parou do meu lado admirando aquela máquina na minha frente.— Eu vou me empinar todinha nessa moto, vamos logo PH e passa pela favela bem devagar. Subi naquela máquina, ajudei a nanica da minha irmã subir. E depois de dar um rolê pela favela com ela, enfim chegamos na quadra onde seria o baile. O baile já estava rolando, o DJ estava tocando as melhores. Eu estava perdido, não sabia nem quais eram os sucessos do momento. Mas pelo visto isso que ele estava tocando, não deixava ninguém parado. Fomos direto pro camarote, hoje entrava os vips. Não quero ninguém aqui que eu não conheça. Deu meia noite, eu a Fabíola, já tinha cortado a minha onda. Ela me viu beijando uma ruiva, veio querer dar uma de fiel, mandei logo ela ralar. Fumei umas três cigarro de maconhas pra ver se a minha onda voltava, estava sentado num canto, quando o Luke veio na minha direção. — Fala PH, liberei a entrada da Suzana e da cunhada dela.– eu só fiz que sim com a cabeça, eu já tinha escutado esse nome antes, mas não me lembrava de onde. Continuei na minha, de longe vi uma morena de cabelo cacheado dançando pra c*****o. Aquilo me chamou atenção, ela não estava dançando como as outras. Ela estava toda posturada ao lado da outra mulher. DJ Rennan: Aí rapaziada, hoje o bagulho tá gostosinho.– geral gritou.— Hoje é tudo no amor, vamos dar um salve pra mano que ganhou liberada.– ele apontou para o camarote e só dei um aceno com a cabeça. Depois de falar pra c*****o, ele voltou a tocar e geral começou a dançar. Eu voltei pra onde eu estava, mas não tirava os olhos da morena rebolando na minha frente. Não tirei os olhos dela a noite inteira,e ela sabia que estava sendo observada por mim. Por volta das três da manhã, o Ret, o cabelinho e o L7 já tinham cantado, só então que eu vi a minha irmã, e pra minha surpresa ela foi até a morena e pelo jeito que elas se cumprimentaram, pareciam ser amigas. Quando a minha irmã olhou pra mim, chamei ele com a mão. — Fala.– ela sentou no meu colo. — Fala pra sua amiga que estou esperando atrás na rua de cima.– ela me olhou sem entender. — Tá falando de quem?– apontei pra morena com a cabeça.— A Alícia?– já gostei do nome, combina bem com ela. Alícia, delícia... Uma combinação perfeita. — Ela mesmo, eu quero ela na minha cama.– minha irmã começou a rir. — Não vai rolar maninho, a Alícia... — Nem deixa ela falar, claro que vai rolar pelo jeito que ela tá olhando pra cá, eu sei que ela me quer tanto quanto eu.– ela olhou pra direção da amiga. — Aí aí, depois não diga que eu tentei avisar.– ela levantou e foi até amiga, a Alícia me olhou e depois fez que sim com a cabeça. Nem esperei pelo retorno da minha irmã, já fui saindo. Combinado fiquei esperando ela na rua de cima, não demorou e a vi chegando. — Sobe.– estendi a mão pra ajudar ela a subir. — Pra onde você vai me levar?– ela perguntou assim que subiu. — Só confia em mim...
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