Uma Tarde Divertida

938 Words
Eu estava tomando banho de sol no pátio do abrigo, junto de Euge, quando avistei Juan voltando de sei lá onde, e estava acompanhado do i****a do Márcio, e para piorar, os dois vieram em nossa direção. - Ah, então as fugitivas voltaram. - Disse Márcio para nos provocar. - Qual é a tua, meu? - Me levantei ficando de frente para ele. - O que foi? Tá nervosinha? Sabia que o Juan ficou chorando no meu ombro por sua causa? "A Mar fugiu e nem me disse nada. Ai, se eu soubesse tinha ido com ela. Ai, por que será que ela fugiu?" - Olhei para Juan que parecia envergonhado. - Até que enfim voltaram para ele parar de resmungar. - Tá, já deu, né? - Juan o interrompeu. - Vamos, temos um trabalho de Biologia nos esperando. O garoto puxou o amigo pela mão e os dois saíram do nosso campo de visão, entrando no abrigo. - Nossa, ele está mesmo na tua. - Euge disse ao se levantar e se pondo a cruzar os braços. - Está arrasando corações, hein amiga. Revirei os olhos com a fala da loura, mas não conseguia parar de pensar no que o insuportável do Márcio havia dito. E nisso, avistei Tato olhando para Euge, estava com um olhar de bobo apaixonado. - Pelo jeito não sou a única que está arrasando corações. - Falei ao fazer sinal para Euge na direção que Tato estava. A garota olhou para trás, avistando Tato, que estava a lhe olhar, porém, o garoto acabou disfarçando, provavelmente havia ficado envergonhado. Euge e eu rimos e voltamos a nos sentar em nossas cadeiras, para aproveitarmos o pouco de paz que nos restava antes de Bernardo e Júlia voltarem sei lá de onde. - Ah, está tão quente! - Disse a loura. - Que vontade de tomar banho nessa piscina! - Nem me fala! Pena que aqueles infelizes não deixam. Infelizmente éramos proibidos de tomar banho de piscina, Bernardo sempre disse que se entrássemos naquela piscina seríamos castigados, pois poderíamos contaminá-la, como se tivéssemos alguma doença contagiosa. Era o cúmulo! E no verão fazia um calor insuportável, tudo o que mais queríamos era um banho de piscina, pena que não podíamos. De repente as crianças vieram correndo até onde estávamos, pareciam estar brincando de pega pega ou corrida, algo assim… E então, Lupita veio até mim e se sentou em meu colo. - Eu queria tomar banho de piscina. - Disse Lupita tristemente. - E por que não toma? - Tomás perguntou. - Não podemos! - Falou Matteo. - Por que não? A piscina está aí, é só pular nela. Vocês não têm roupa de banho? - Flor perguntou em sua santa inocência. - Eu posso te emprestar um biquíni, Lupi. E o Tomás pode te emprestar uma sunga, Matteo. Eu sorri com o gesto da menina, assim como Euge. Ah, se a pobre criança soubesse que a mãe dela e o pai do Juan que não permitiam que a gente entrasse na piscina… Ficamos um pouco em silêncio, até que Lupita deu um pulo em meu colo, e disse: - Já sei! Tive uma ideia melhor! E se a gente tomasse banho de mangueira? - Sim, é bem mais divertido! - Vibrou Flor. Sabem, não era uma má ideia, e bom… Nos proibiram de tomar banho de piscina, mas não falaram nada sobre banho de mangueira, e acho que poderia ser divertido e refrescante. Todos concordamos e Euge ficou encarregada de convidar os garotos, que toparam, quer dizer, ela só não convidou Juan, pois ele estava fazendo um trabalho de escola com o chato do Márcio. - Mar, me ajuda a colocar o meu biquíni? - Flor perguntou. - Eu não sei amarrar. - Eu também preciso de ajuda. - Disse Lupita. - Claro, vamos lá. Fui com as meninas até o quarto delas e as ajudei a colocarem os seus biquínis. Também coloquei o meu, quer dizer, só a parte de cima, preferi ficar com um shorts, pois fiquei com vergonha por conta dos garotos. Assim que estávamos prontos, partimos para o pátio para tomarmos o nosso banho de mangueira. Tato que estava controlando-a, e a gente estava só se divertindo, as crianças eram as mais animadas, estavam amando a bagunça. De repente, Nico nos viu, pensei que fosse chamar a nossa atenção, mas não, ficou apenas nos vendo. - Oi, pai! - Disse Tomás. - Oi, campeão! E como está esse banho aí? - Legal! - O menino disse. - Muito divertido. - Falou Flor. - Quer participar? - Quem sabe outra hora. Se divirtam aí! - Fez menção em sair, mas logo recuou. - Ah, e só pra avisar… podem tomar banho de mangueira o quanto quiserem, mas depois vocês vão secar tudo o que molharem. O homem sorriu pra gente e saiu, em seguida. Ficamos tomando banho de mangueira por um certo tempo, e estava muito legal, até consegui ser feliz por algumas horas. Algum tempo depois, Juan e Márcio passaram pela gente, e foi aí que eu tive uma ideia. Peguei a mangueira da mão do Gastón, que estava com ela nesse momento, e mirei na direção do i****a do Márcio, e acertei em cheio no garoto, isso era pra ele parar de ser trouxa. Eu pensei que Juan fosse ficar chateado ou defender o amigo, mas não, quando eu o vi, ele estava rindo. E ele olhou para mim e sorriu, e eu também olhei para ele e sorri. Ah m***a, por que eu sentia um friozinho no estômago cada vez que eu via ou ficava perto do Juan?
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD