Mar, Cadê Você?

860 Words
Eugênia Ah, eu estava tão preocupada com a Mar, pra onde será que Bernardo a levou? Será que a minha amiga estava bem? Eu só queria ter notícias dela. Eu estava em meu quarto quando Tato apareceu e sentou em minha cama, ao meu lado. - Como você está? - Perguntou ao pegar em minhas mãos. - m*l, não aguento mais ficar aqui parada sem notícias da Mar. - Eu sei, também me sinto assim. Estou preocupado com a Mar também, mas ela é forte, sei que ela está bem. - Tomara! - Encostei a minha cabeça na cabeça do garoto. - Vai ficar tudo bem, viu? - Me deu um selinho. Em seguida, Gastón apareceu e se juntou a nós, ele estava indignado com tudo isso, e com razão. O garoto estava pensando em contar para Nico e Emilia toda a verdade, mas Tato e eu não achávamos que seria uma boa ideia, na verdade, eu até queria contar tudo, mas eu tinha tanto medo, Júlia e Bernardo não deixariam barato e eu tinha medo do que eles pudessem fazer com a gente. (...) Fui até a sala, onde avistei Gimena em sua cadeira de rodas e Nico, que estava arrumando uma almofada nas costas da morena. - Logo, logo, você vai voltar a andar. - Disse o homem. - Tomara! - A mulher respondeu cabisbaixa. Assim que o homem me viu, ele veio rapidamente até mim. - Euge, você sabe da Mar? - Hã… - Avistei Bernardo escondido e me olhando seriamente, como se estivesse me ameaçando, caso eu dissesse algo. - Ela está bem. Hoje eu liguei para a amiga dela, e falei com a Mar, ela disse que está bem, e que vai ficar uns dias por lá, mas mandou beijo pra todos. - Ai, que bom! Fico feliz de saber, tomara que ela volte logo. - Tomara mesmo! - Falei. O homem me deu um beijo no rosto e saiu, e eu fui até Bernardo, lhe perguntei o que ele faria sobre essa transferência da Mar, pois com a desculpa que ele deu, um dia ela precisaria voltar, mas o homem falou que daria um jeito e inventaria uma desculpa, mas que isso não era problema meu. Ah, eu só queria saber como a Mar estava e se estavam a machucando, tomara que a minha amiga esteja bem, ai, é tão r**m ficar sem notícias. Fui até o pátio e fiquei vendo as crianças brincarem, acabei sorrindo vendo-os. Em seguida, Gastón e Tato apareceram e sentaram ao meu lado. - Precisamos fazer algo pra achar a Mar. - Disse Gastón. - Não podemos deixá-la sei lá onde. - Eu concordo, mas como vamos encontrá-la se não temos nem pista de onde ela pode estar? - Perguntei. - Pois é, não temos nem ideia de onde ela está. - Disse Tato. Ah, será que valia a pena arriscar e pagar pra ver o castigo que eu receberia e contar toda a verdade para Nico e Emilia? Se eu soubesse qual seria o castigo, acho que eu arriscaria. Gastón, Tato e eu estávamos decididos que daríamos um jeito de encontrar a Mar. (...) No dia seguinte… Era por volta de 2h, eu não havia conseguido dormir, então resolvi ir até o pátio para tomar um pouco de ar, enquanto pensava no que fazer para ajudar a Mar, ah, ela era a minha melhor amiga e eu detestava ter que ficar de mãos atadas sem saber se ela estava bem ou não, espero que esteja. E então, Tato veio até mim e sentou ao meu lado, sem dizer nada. - Insônia? - Perguntou. - Sim, estou preocupada. - Me pus a olhar para o louro. - Acha que a Mar vai voltar? - Hey, é claro que vai. Você vai ver. - Tomara que você esteja certo. - Coloquei a minha cabeça no ombro do garoto. - Euge… - Levantei a minha cabeça e me pus a olhá-lo. - Eu… Eu sei que não é a melhor hora, e que estamos aflitos com a Mar, mas faz tempo que eu estou querendo te perguntar isso, e eu não consigo mais me segurar… - Tato, você está me assustando. - Falei. - Euge… - Pegou em minhas mãos. - Você… Hã… Você quer namorar comigo? Como é? Tato estava me pedindo em namoro? Eu não conseguia crer nisso, eu havia esperado tanto por esse momento, e acho que se fosse em qualquer outra ocasião, eu teria ficado muito mais feliz, porém, com tudo isso que estava acontecendo, eu nem tive muita reação, no entanto, se eu não aceitasse, Tato poderia achar que eu não gosto dele e talvez não me pedisse em namoro de novo, e eu não queria perder essa oportunidade, até porque eu era muito a fim dele. - Quero. Quero, sim. - Falei. O garoto sorriu, e sem dizer mais nada, me beijou. Ah, eu não conseguia nem crer que finalmente Tato e eu estávamos namorando, e d***a, eu queria tanto que Mar estivesse aqui pra eu poder contar isso pra ela, aposto que ela ficaria feliz por mim, do jeito que eu também estava feliz.
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