Declarações

1120 Words
Gastón começou a cantar e eu comecei a ficar muito nervosa, eu não queria que eles soubessem que… - Mar, é sua vez. - Disse Tato. - O que houve? - Hã… Eu… Eu achei essa letra uma porcaria. Joguei a letra da música no chão e sai correndo em direção ao meu quarto, enquanto eu escutava os demais chamando o meu nome. Entrei em meu quarto, deitei em minha cama e comecei a chorar, eu não queria ter falado daquele jeito, com certeza o Juan havia ficado muito chateado comigo, e com razão, mas talvez fosse melhor assim. Nisso, Euge, Gastón e Tato apareceram em meu quarto. - Mar, o que aconteceu? - Euge perguntou, parecendo preocupada. - A música que o Juan escreveu é linda, por que você não gostou? A loura se sentou ao meu lado e os garotos se sentaram em minha frente. - Não é isso. - Falei. - Então o que é? - Gastón perguntou confuso. Eu… Eu confiava neles, eram meus amigos, mas eu tinha tanta vergonha de contar a verdade, o que eles achariam de mim? - Fala Mar, qual o problema? - Tato perguntou. - Pode confiar na gente. - Prometem que não vão rir de mim? - Hey, é claro que não. - Gas pegou em minhas mãos. - Somos teus amigos. - É que eu… Eu não podia cantar, porque… Porque eu não sei ler. Os três me olharam surpresos, sem crer, confesso que fiquei meio m*l por isso, me senti um ET. - Oh Mar… - Euge me abraçou carinhosamente. - Por que não nos contou antes? - Gas perguntou. - Por vergonha. - Falei cabisbaixa. - Vergonha do quê? - Euge perguntou. - Não precisa ficar com vergonha. - É, está tudo bem. - Gas deu um beijo em minha mão, que ele estava segurando. Os três me deram total apoio, me senti muito acolhida por eles, são incríveis. Ah, pedi para eles não comentarem com ninguém e todos me garantiram que não falariam para ninguém. (...) No dia seguinte, assim que eu sai do banheiro, eu fui surpreendida por Juan, passei reto pelo garoto, porém ele me pegou pelo braço. - Mar, espera… Qual o problema? Odiou tanto assim a minha música? - Hã… Mais ou menos. Acho que podemos escolher uma música melhor. Bom, eu preciso resolver umas coisas. Deixei o garoto sozinho e sai do local. Confesso que ficava triste por tudo isso, eu não gostava de tratar o Juan assim, mas acho que era necessário, talvez assim ele pudesse me esquecer, não que eu quisesse isso, mas eu sabia que isso seria o melhor para nós dois. E era assim que as coisas precisavam ser, por mais que doesse. (...) Emilia Eu estava em meu quarto quando bateram à porta, e prontamente eu abri. Era Flor. - Emilia, arruma o meu cabelo para eu ir ao colégio? - Claro, pequena. Vem cá. Coloquei a menina sentada em minha cama e fiz duas tranças finas nas laterais e depois as coloquei para trás da cabeça, unindo as duas. - Pronto! - Falei ao terminar o penteado. - Vê se gostou. A garota foi até o espelho e sorriu docemente. - Ficou lindo. Obrigada, Emilia. - Me deu um beijo no rosto. - De nada, meu amor. Flor saiu correndo do meu quarto e eu dei um sorriso bobo, a menina parecia tanto comigo quando eu era criança… Em seguida, Nico veio falar comigo, parecia meio aflito. - Emilia, eu vou ter que dar uma saída rápida, o Tomás não vai ao colégio hoje, pois está com febre, será que você pode dar uma olhada nele por mim, até eu voltar? Preciso ir à farmácia para comprar um remédio pra baixar a febre. - Claro! Claro! Pode ir tranquilo. - Obrigado! Sorriu e logo se retirou. E eu fui imediatamente até o quarto das crianças. Bati à porta, e logo Tomás me deu permissão para entrar. O menino estava deitado em sua cama e parecia fraco, m*l conseguia falar e estava suando muito. - Como você está, meu amor? - Acariciei o garoto. - Com dor de cabeça. Você vai ficar comigo até meu pai voltar? - Vou. Se você quiser, é claro. - Eu quero! Eu gosto de você como se fosse minha mãe. - Não fala isso, você tem mãe… - Mas ela não é boa para mim como você é… - Oh pequeno… - Dei um beijo na testa quente do garoto. - Emilia, você bem que podia se casar com meu pai e ser minha mãe, né? - Menino, que conversa é essa? Isso não é uma brincadeira de vocês, né? - Não! Eu juro! Emilia… Tô com sono. - Disse Tomás. - Dorme, querido. - Deita aqui comigo? Fica aqui até eu dormir? - Claro! Deitei do lado do garoto e fiquei lhe fazendo um cafuné. -"Que bom! Te olho e volto a te escolher e sei que em você posso confiar. Que bom! O mundo ficou feliz, e ninguém poderá nos separar. A tempestade passou e coisas boas virão, o céu parece nos dizer que tudo vai mudar…" - Cantei para o menino, que pouco depois acabou adormecendo. Fiquei olhando-o e lembrei das palavras que o garoto havia dito minutos atrás, e sem querer, acabei sorrindo. Eu adorava esse garotinho, ele era encantador e eu amaria algum dia poder ser como uma mãe para ele. - Ele dormiu? - Perguntou Nico ao entrar no quarto. - Aham. Agorinha mesmo. - Ah, eu amo a forma que você trata o meu filho. E claro, todos os outros garotos. - Sentou ao meu lado. - Eu amo esses garotos, são a minha vida. - Falei. - Você é como uma mãe pra eles. - Colocou a mão em cima da minha. - E você como um pai para eles. O homem sorriu, fazendo o meu coração acelerar. - Emilia… Eu… - Se aproximou de mim. - Eu quero estar com você. Eu amo você. - Colocou a mão em meu rosto. - Nico… - Peguei em sua mão. - E a Gimena? - Eu não tenho mais nada com ela. Eu juro. - Eu sei, mas ela te ama e eu não quero fazê-la sofrer. - Emilia, como você pode pensar na Gimena depois do que ela fez? Pensa na gente e no que eu sinto por você. Você também gosta de mim, não é? Eu sei que sim, eu vejo em seus olhos. - Colocou as mãos em meu rosto e olhou no fundo dos meus olhos, parecia enxergar a minha alma. - Eu… Sim, Nico. Eu também gosto de você. O homem abriu um enorme sorriso e me beijou.
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