Juan começou a caminhar em minha direção, enquanto eu caminhava na direção dele, até ficarmos bem próximos, era como se não tivesse ninguém ao nosso redor.
- Hã… Eu não sabia o que te dar, então… hã… Bom… São pra você. - Fez menção em me entregar o buquê, que ele estava segurando.
- Muito obrigada. - Falei ao pegar as flores. - São lindas.
- Gostou? - Perguntou meio tímido.
- Muito. - Sorri meio sem graça.
- Amiga, eu separei uma roupa pra você colocar, está em cima da sua cama. - Disse Euge. - Vá se trocar.
- Hã… Claro.
Emilia pegou as flores para colocar em um vaso e depois pôr na minha escrivaninha. E então eu me dirigi para a escada, porém, os meus olhos seguiam fixos em Juan, até que ele saiu do meu campo de visão. Fui até o meu quarto e avistei a roupa que a Euge havia escolhido para mim, era um vestido branco com algumas pedrinhas brilhantes, acho que era da Euge, porque eu nunca tinha visto aquele vestido antes, mas era lindo. O coloquei e depois fiz uma leve maquiagem. Nisso, Emilia apareceu e abriu um sorriso imenso ao me ver.
- Uau! Você está linda! - Falou boquiaberta.
- Acha mesmo? - Perguntei meio insegura.
- Tenho certeza!
- Emilia, de quem é esse vestido?
- Era meu, eu usei nos meus 15 anos, mas agora é seu.
- Sério mesmo? - Perguntei surpresa.
- Claro. Agora vai lá e curte a sua festa.
- Obrigada. Por tudo.
Abracei a loura e sai do quarto, indo até a sala principal, onde todos estavam, e pude notar o olhar de todos em mim, ao me verem descendo as escadas.
- Você está… divina. - Disse Juan.
- Obrigada. - Falei meio tímida.
Sai, deixando Juan ali parado e fui até onde Euge, Gastón e Tato estavam.
- Ok, de quem foi a ideia? - Perguntei.
- Da minha loira gata. - Disse Tato ao abraçar a namorada.
- E todos me ajudaram, foi um ótimo trabalho em equipe. - Disse Euge.
- Obrigada, vocês são incríveis, são os melhores amigos do mundo. - Falei.
Nisso, notei Gastón me olhando, era um olhar diferente, que me deixava sem graça, com vergonha…
- Amor, vamos pegar alguns salgadinhos? - Euge perguntou para o namorado.
- Claro!
Os dois se retiraram, deixando Gastón e eu sozinhos. E então, o louro se aproximou de mim, me deixando mais sem graça ainda.
- Mar… Você está deslumbrante. Você… é a garota mais linda dessa festa. Melhor, dessa cidade. Do estado. Do…
- Gastón… - O interrompi. - Muito obrigada.
- Hã… Eu quero te dar algo.
O garoto pegou uma sacolinha, que estava em cima de uma mesinha, e me entregou.
- Obrigada. - Falei ao pegar a sacola. - Não precisava se incomodar.
- Não foi incomodo nenhum. - Sorriu timidamente.
Eu abri a sacola e logo avistei um ursinho de pelúcia, peguei-o e era tão fofo e tão lindo, ai, eu adorava bichinhos de pelúcia!
- Eu amei. Obrigada, Gas.
E em um impulso, acabei dando um beijo no rosto do garoto, que ficou parecendo um tomate de tão vermelho. E nesse exato momento, Juan apareceu.
- Atrapalho algo? - Perguntou.
- Hã… Só estávamos conversando. - Falei.
- E se não fosse só isso, o que você iria fazer? - Gastón perguntou com agressividade.
- Ah, seu… - Juan se aproximou do louro, na intenção de bater nele.
- Juan… Gastón… Hoje não, por favor. - Pedi. - Deixa pra brigarem amanhã.
- Tem razão. - Disse Juan ao se afastar do garoto. Logo se pôs a olhar para mim. - Quer dançar?
- Aham, vamos.
Nós dois fomos para o meio da sala e começamos dançar. Estava tocando uma música lenta. Euge e Tato, Emilia e Nico também estavam dançando, e quando eu vi, até Flor e Tomás estavam dançando, e era tão fofo ver os pequenos dançando juntinhos.
Juan ficou me encarando, me deixando totalmente sem graça, eu detestava quando ele me olhava assim, e por diversas vezes, eu desviei o olhar para não encará-lo.
- Mar… Você… Está… Tão linda. - Falou com o olhar fixo em mim.
- Valeu.
Ele ficou me olhando, e então eu me pus a olhar pra ele também. O meu olhar encontrando o dele… E então, notei os seus olhos se dirigirem para a minha boca. E sem querer, acabei fazendo o mesmo. E ele foi se aproximando de mim, e quase involuntariamente, também fui me aproximando dele. E quando menos vi, os lábios dele estavam tocando os meus. Foi um beijo suave e cheio de doçura, um beijo tão puro… Eu… Eu nunca tinha beijado ninguém, mas com certeza, foi o melhor beijo da minha vida, e foi com ele, com o garoto que eu devia odiar, mas que era impossível, porque… eu gosto dele, e gosto muito, gosto mais do que eu devia, e muito mais do que eu queria.
E de repente, eu escutei uma voz que infelizmente eu conhecia muito bem.
- Posso saber o que está havendo aqui?
Juan e eu rompemos com o nosso beijo, e então eu vi Bernardo e Júlia parados em nossa frente, eles haviam voltado sei lá de onde. p***a! Logo quem tinha que ver… Acho que eu estava bem encrencada.