O despertador tocou, avisando a chegada do amanhecer. Todas no apartamento continuavam deitadas. Os quartos escuros junto com a alta temperatura de suas cobertas, faziam as evitar sair da cama.
– Alguém pode desliga o despertador? – Adrielly gritou de seu quarto.
– Vai, por favor, Fabi! – Disse Ana, em vão. Com seus fones de ouvidos, a cacheada não havia percebido o barulho do despertador.
– Não é possível que ela esteja com fones. – A ruiva relutava em acreditar.
– Não duvido. Desisto, vou desligar! – Ana Luiza se levantou da cama, colocou suas pantufas, e seguiu para a sala.
No cômodo, o aparelho não se cansava de tocar. Ana, enrolada à coberta, se aproximou e o desativou. Abrindo a janela, a garota observou a cidade de Seul, com as luzes parcialmente ligadas. Ao dar brecha para a luz entrar, a maioria do lugar foi iluminado.
– Pensava que não existia alguém mais preguiçosa que minha irmã, enfim, errei. – Comentou, Ana.
– Não sou preguiça, apenas não estou afim de levantar da cama. – A ruiva retrucou, de seu quarto.
A comunicação das duas garotas, se resumia em berros.
– Ainda está frio, meu Deus. – A mais nova encolheu-se em seu cobertor, na esperança de se aquecer.
– Ainda não nos acostumamos com o frio daqui. E o que pode ser confortável para os coreanos, talvez não seja para nós. – Adrielly disse, atenciosamente.
– Precisávamos chegar na estação de inverno? Imagino como deve estar lá fora. Frio como você... – Ana reclamou em baixo tom.
– Ouvi isso!
– Boneco de neve ambulante! – Brincou, Luh.
A mais nova, aproveitando o horário, aproximou-se do sofá e se jogou. A paisagem, parte obstruída pelas janelas congeladas, continuava bela.
Após alguns instantes, Adrielly criou coragem, e se levantou da cama. O pijama, estampado com desenhos de um panda simples e carinhoso, a acompanhara a noite toda. Com suas pantufas, semelhantes a das amigas, a garota caminhou até o banheiro e se olhou no espelho. O rosto inchado realçava mais seu lado fofo. Em frente a pia, a ruiva começou a escovar seus dentes, enquanto olhava as notificações em seu telefone; Várias mensagens de falta, e muitas desejando boa sorte. O começo de um sonho, talvez?
Assim que terminou, a garota, com o cabelo ainda amarrado a um coque, seguiu para a sala. A mais nova, agora sentada no sofá, navegava em seu notebook, atenta.
– O que está fazendo, Ana? – Perguntou se aproximando da amiga.
– Dando uma olhada na agenda de hoje. – Respondeu sem perder a atenção.
– Vou preparar algo para comer. Você deveria arrumar seu cabelo, ele está engraçado. – Adrielly sorriu e se retirou.
– Odeio amarrar o cabelo para dormir, é desconfortável. Daqui a pouco arrumo. – A mais nova não tirou os olhos da tela.
– Quer algo para comer? – A aquela altura, a ruiva já estava com a geladeira aberta.
– Não acha melhor comprar algo na lanchonete da universidade? Dei uma olhada, tem uma do lado. – Ana respondeu.
– O que você está tramando, Ana? Encontrar o motorista novamente? – Brincou.
– Quero socializar, ué. Não usamos nosso coreano até agora. – Se defendeu.
– Sei. – Adrielly continuava desconfiava.
– Vou tomar banho. – A morena seguiu para o banheiro, evitando responder.
Enquanto isso, Adrielly, degustando uma maça, foi até o quarto de Fabíola. Dando leves batidas na porte entre aberta, a ruiva começou chamá-la. Em vão.
– Ela está com os fones. – Adrielly se aproximou da cama da amiga, e tirou os fones da outra.
– Fabíola, acorda. Temos que nos aprontar. – Disse calmamente.
– Bom dia. – A garota acordou, sua voz rouca era atrapalhada pela respiração profunda. A moreno esticou os braços, se espreguiçando.
– Que horas são? – Continuou.
– Acho que são seis horas.
– Por que eu não ouvi o despertador? – Interrogou, Fabíola.
– Talvez porque você estava de fone? – Adrielly revelou o obvio.
– Me esqueci de novo. Qual é o horário da aula? – Disse esfregando a cabeça.
– Sete horas.
– Pelo menos não acordei atrasada. Onde está a Ana? – A morena se sentou.
– No banho.
– Vou escolher minha roupa. – Fabíola decidiu.
– Não se esqueça, é o primeiro dia. Precisamos dar uma boa impressão. – Sorriu consigo mesma. – Vou arrumar meu cabelo.
– Certinho. Ainda não comecei a aprontar minha mochila.
– Espera... precisávamos de uma mochila? – Adrielly indagou.
– Não, imagina. Onde vai guardar suas coisas? – A cacheada exalava sarcasmo.
– Estou com um grande problema. Não lembrei de trazer mochila.
– Meu Deus, Adrielly Joana! Para sua sorte, trouxe duas por precaução.
– Prometo que é só até que eu compre uma. – A ruiva se retirou do quarto.
Assim que ficou sozinha, Fabíola se levantou da cama e abriu as cortinas de seu quarto. O cômodo, antes escuro, criara vida.
– Hora de escolher o Look! – Abriu o guarda-roupa e começou a vasculhá-lo.
Dentro do móvel, uma exacerbada quantidade de cores se dispunham nas roupas, presas aos cabides. Dentre seus gostos, a morena se encantava por cores e flores, não se deixando esquecer pelas cores básicas.
Enfim, escolheu uma calça jeans, seu tradicional coturno e uma regata branca. Para o frio, seu casaco preto seria essencial.
Após o banho, Fabíola se aprontou em pouco tempo. Seus cabelos, agora úmidos, caiam até os ombros. As californianas, iniciadas em tempo de escola, permaneceram no estilo da garota. Azuis como o céu diurno, realçavam seu olhar. Ao terminar, a morena seguiu para a sala.
Ninguém estava no cômodo, enfim poderia descansar no sofá.
– Fabi, terminei. O que acha? – Com a chapinha em uma das mãos, a ruiva exibia seu cabelo, agora arrumado. Além de sua vestimenta: Calça jeans, camiseta simples estampada com escritas em coreanos, e um All Star nos pés.
– Adorei! Estilo Adrielly na universidade!
– Obrigada – Sorriu em resposta.
– Pegou a mochila? Deixei no seu quarto. – Fabíola perguntou.
– Sim. Tudo arrumando.
– Ótimo. Agora falta a Luh, ela não saiu do banho?
– Estou prontissima! – A mais nova apareceu, fazendo uma pose engraçada. Seus trajes se resumiam em: Calça semelhante a das colegas, moletom azul, tênis adias e o cabelo preso.
– Arrasou, Ana! – Fabíola comentou.
– Vocês que são joias raras. – Respondeu.
O táxi parou em frente a universidade. A edificação possuía detalhes modernos. Sua estrutura espelhada, com três torres, vislumbrava elegância e ao mesmo tempo, senso tecnológico.
– Vamos tomar um café! – Logo que avistou a lanchonete. Ana Luiza puxou as outras garotas.
Adentrando o estabelecimento, quase lotado, se sentaram em uma mesa distante do atendimento, e perto da porta. Havia muitos tipos de universitários no local, desde descolados aos, que ao ver da autora, pareciam mais maduros e responsáveis.
– Vamos fazer o pedido. Você guarda nossas coisas. – Disse Fabíola, segurando a mais nova pelo braço.
– Está bem. – Naquela altura, Adrielly já havia pegado seu celular.
As outras duas se dirigiram a recepção para fazer o pedido. O balcão, com cores chamativas, exibia uma gama de doces no expositor. Acima da cabeça do atendente, promoções e pedidos eram mostrados ao som de musicas nacionais.
– Bom dia, garotas! – O atendente possuía um sorriso encantador. Seus cabelos negros, penteados para o lado, realçavam os pequenos olhos do asiático. – Qual será o pedido de hoje?
Ana Luiza ficou o observando. Para ela, era deveras atraente. Graças a sua forte atração por orientais, acabou se perdeu na beleza do atendente. Por outro lado, aquele era diferente, algo a instigava.
Fabíola esperava que sua amiga respondesse, por isso continuava calada. O recepcionista acabou percebendo os olhares da garota, e insistiu na pergunta pacientemente.
– Posso anotar o pedido de vocês? – Sorriu divertido.
– Ana? Quer que eu faça o pedido? – Perguntou Fabíola.
– Hã? – A garota saiu do desvaneio.
– Meu deus, está acontecendo de novo. – A cacheada entendeu rápido o que havia acontecido. – Dois cafés, por favor. – Virou se para o atendente.
– Prontinho. Desejam mais alguma coisa? – O homem parecia muito atencioso.
– O que preciso comprar para você vir de brinde? – Ana brincou. Nem ela mesma sabia de onde tais palavras haviam vindo.
O garoto ficou envergonhado por alguns segundos. Normalmente, garota coreanas não demonstravam interesse dessa forma.
– Ana Luiza! – Fabíola ficou constrangida.
– O que houve? Ué. – A mais nova fingiu não ter entendido. Por dentro, segurava para não rir.
– Me desculpe... ela acabou de acordar....– Pegando os café as pressas, a cacheada puxou Ana para de volta a mesa.
– Devíamos ter dado ouvidos aos nossos amigos quando disseram que ela não poderia vir para Coreia. – Fabíola se sentou de costas para o atendente.
– O que aconteceu? – Perguntou, a ruiva.
– Adivinhe.
Enquanto isso, Ana observava o atendente trabalhar. Seus gestos eram realmente atraentes. A garota sorria constantemente ao observá-lo.
– Como é bom vê-los pessoalmente, e não por um aplicativo i****a. – Enfim desabafou.
– Vai falar com ele? – Adrielly perguntou, interessada.
– Claro que não. Foi apenas uma brincadeira, coreanos quase não ligam para estrangeiras. – Respondeu confiante, ainda observando o garoto.
Em meio aos olhares, o atendente a perceber. E, ao invés de continuar seu trabalhou, a respondeu com um sorriso tímido. Agora, Ana que estava sem reação. Seu rosto corou de modo abrupto.
– Ana, o que aconteceu? Hmm, você está igual um tomate. – Brincou, Fabíola.
– O café está ótimo, não acha? – A mais nova tentou mudar de assunto.
– Claro! Também deve estar apimentado, para você estar tão vermelha. – A cacheada riu.
– Aposto que o motivo é o recepcionista. – Adrielly já havia percebido o motivo logo antes de Fabíola contar sobre a vergonha passada.
– Aish, ele sorriu de volta. Não era para ser assim, garotos coreanos não me correspondem, e não devem. – Ana afundou sua cabeça em sua mochila.
– Quem mandou catar o cara? – A ruiva avisou. Era divertido ver o modo de como Ana se arrependera.
– Galera, precisamos ir. Faltam dez minutos. – Fabíola disse se levantando.
– Vamos – As outras duas concordaram, pegaram suas mochilas e a seguiram.
No pátio, as três tentavam se localizar.
– Onde é a sala? – Ana olhava por todos os lados.
– No bloco de pesquisa. – Fabíola respondeu.
As três caminhavam, animadas.
– Sobre o que será que é a pesquisa? Microbiologia? – Adrielly estava esperançosa.
– Anatomia de coreanos também seria bem interessante. Já pensou? – Ana olhava com um jeito s****o que suas colegas já estavam acostumadas.
– Agora que me dei conta, vamos ficar em uma sala com coreanos. Meu Deus, como vou segurar a Ana? – A cacheada se preocupou.
– Minhas preces foram ouvidas, obrigada senhor! – A morena tirou proveito.
Depois de algum tempo caminhando, chegaram no bloco de pesquisa. Subiram as escadas até o sétimo andar e avistaram a sala designada. Dois adultos junto a um garoto, semelhante a um universitário, sinalizaram para que se aproximassem.
Entre os mais velhos, uma mulher trajava roupas extremamente elegantes, enquanto o homem parecia um professor comum.
– Bom dia, meninas. Sejam bem vindas a primeira etapa da pesquisa. Minhas sinceras admirações por terem se destacado no processo seletivo. – Disse a mulher.
– Obrigada! – As três agradeceram.
– Sou a Haram, uma das representantes do exército coreano que irá auxiliar vocês no andamento da pesquisa. – Suas expressões declaravam orgulho. – O propósito de vocês aqui é de desenvolver uma técnica defensiva que auxilie os anticorpos humanos, o objetivo dessa pesquisa, as senhoritas saberão mais adiante. – Haram Gesticulava de modo muito formal, devido ao seu alto escalão.
As três acenaram a cabeça positivamente.
– Vocês tem tempo limitado, então reafirmo que tem de apresentarem resultados positivos o quanto antes. Na segunda etapa, irão ser transferidas para uma faculdade de medicina, e em seguida: A pesquisa prática. – Continuou ela.
– Para se adaptarem e orientalas, o professor Moongag e o aluno Nozomu, os auxiliarão. – Haram se referiu aos outros dois que a acompanhavam.
As palavras da militar se finalizaram, e o homem mais velho tomou a frente. Com seus trajes sociais, carregava uma maleta presa a mãos. Com seu rosto envelhecido e cansado, Moogang aparentava ter mais de trinta anos. Sua camiseta branca de manga loga, e calças finas, diziam mais sobre do que se imaginava. Com os óculos redondos, seus olhos pareciam mais minúsculos. A barba rasa mostrava preocupação em status sociais, e as garotas perceberam isso.
– Enfim, meninas. Sei que um mês parece muito, mas no âmbito da pesquisa, passa muito rápido. Meu nome é Moogang e serei o orientar de pesquisa, Nozomu ficará com vocês a maioria do tempo.
Aquela altura, Haram já havia se retirado.
Entrando na sala, as três se acomodaram ao redor de uma grande mesa. Todas tiraram das mochilas, cadernos para fazerem as devidas anotações.
Nozomu, o garoto, observava as garota com atenção. Assim como Hiroki, exalava educação.
– Começaremos com um estudo teórico sobre as bactérias. Diferentemente do ensino médio, a coleta de dados será mais profunda. Nada de respostas na internet. – O professor brincou. – Quero que coletem dados dos livros da universidade. Pensei que deveria já deixar o material separado, mas vamos tentar fazer uma caça ao tesouro.
– Depois do almoço, vocês estão liberadas para pesquisar, mas antes, vamos entender de um jeito simples como as bactérias podem dar uma de inquilinas e não pagar o aluguel.
Fabíola ficou extremamente confortável com método de ensino do professor. Enfim teve sua primeira aula universitária.
– Nunca se esqueçam que também existem bactérias que pagam o aluguel também.
Após a manhã cansativa, a aula sobre organismos bacterianos chega ao fim. Nozomu limpou o quadro, arrumou seus pertences e dispensou as alunas.
– Amanhã falaremos sobre o andamento da pesquisa. Boa tarde e bom almoço! – Disse e se retirou as pressas.
– Finalmente, estou morrendo de fome! – Ana reclamou.
– A aula dele é bem divertida. E estou vendo que essa pesquisa vai ser complicada. – Comentou, Adrielly.
– Não se preocupem. O professor moogang costuma ser bem flexível. – Nozomu se manifestou.
– A estátua se manifestou. – Ana disse em português rindo. – Quer almoçar com a gente? – Perguntou agora em coreano.
– Não é possível que ela já vai dar em cima dele. – Adrielly susurrou no ouvido de Fabíola.
– Ei! Ouvi isso em. E não liga para o que as meninas disserem, Nozomu. Apenas preciso de uma ajudinha sua. – Ana se aproximou do garoto. As outras observavam, receosas.
– Agora ela não vai para tão cedo. – Adrielly fechou a porta da sala.
No pátio, todos caminhavam sem rumo. Sem perceber, Nozomu já havia sido fisgado,
– Podemos almoçar na lanchonete. Costumo comer lá. – Disse o garoto.
Nozomu era o típico garoto nerd do colégio. Corpo esbelto e cabelos castanhos, o menino simpático sempre chamava a atenção dos professores. Bem reservado, era bem difícil ser visto com amigos.
– Ótima ideia, Nozomu. Já sou sua fã. – Ana continuava com sua fala interessada.
– Ela está bem? – Ele perguntou para as outras garotas.
– Bem ela está, só estamos querendo saber o que ela está tramando. – Fabíola respondeu.
Na lanchonete, os quatro sentam no mesmo lugar de mais cedo. Olhando envolta, Ana percebeu que o garoto de antes não estava mais ali, e ficou aliviada.
Após escolherem os pratos, todos, envolta da mesa, aproveitaram para relaxar. Menos Ana Luiza.
– Você veio no café hoje cedo, Nozomu? – Perguntou.
– Não costumo vir de manhã. Fica lotado. – Ele respondeu.
– d***a.
– Ela quer saber mais sobre o recepcionista que fica aqui no período da manhã. – Adrielly deduziu.
– Exato! – Ana confirmou.
– O Hiroki? Ele é estudante de engenharia. – O garoto estava atento.
– Um estudante de engenharia trabalhando trabalhando como garçom? – A cacheada refletiu.
– Ele entrou a pouco tempo, mas tem notas excelentes. A maioria das garotas vivem falando dele.
– Acho que a Luh tem concorrência. – Fabíola brincou.
– Concorrência nada. Não quero nada com ele.
– Então o por quê de tantas perguntas? – Perguntou Adrielly.
– Quero saber como evitar, isso sim. Preciso focar no trabalho.
O horário de almoço acabou e, após se recomporem, todos seguiram para a biblioteca da universidade. Ao entrar, se maravilharam com o designer do local e quantidade de livros presentes ali. As três poderiam passar a vida ali, se deixassem.
– Posso olhar os livros de literatura um pouquinho? – Ana perguntou, fazendo cara de manhã.
– Tudo bem, eu e a Adri procuramos os livros. Nozomu, pode ajudar a gente? – Adri cedeu.
– Claro. É por aqui. – O garoto pediu para que o seguisse.
Então, Ana correu para a área literária. Precisava ser rápida. Os livros dispostos nas prateleiras eram chamativos, a ponto de Ana querer guardar cada detalhe em sua mente. Seu sorriso ficava evidente ao se maravilhar com os títulos das obras. E, enquanto isso, um conhecido garoto a observa de longe, segurando alguns livros.
– Gosta muito de livros? – Perguntou o conhecido.
– Adoro, por min, morava em uma biblioteca. – Ana respondeu sem olhar para o lado.
– Creio que livros são ótimos brindes. – Continuou ele.
– Com certe... – Então a garota percebeu que algo estava errado. E se virando, olhou finalmente para o dono da voz. – za...
– Acho que preciso ir. Até mais! – Sem continuar a conversa, Ana se retirou dali o mais rápido que pode.
Os outros três a esperavam em uma das mesas da ala de estudos. Ana chegou e se sentou, mais uma vez estava corada.
– Tudo bem, Luh? – Adrielly perguntou, preocupada.
– Claro. Enfim, vamos estudar.
Depois de horas estudando. Os quatro saíram da biblioteca e seguiram para suas casa. Na rua, próxima do apartamento, as três conversavam exaustas. As luzes dos potes já estavam ligadas, e o sol se pondo.
– Nosso primeiro dia foi divertido e cansativo ao mesmo tempo. – Adrielly desabafou.
– O Nozomu é um cara muito legal para ser tão solitário. – Fabíola comentou.
– Vocês nem imaginam o que passei hoje. – Ana olhava para frente, apenas desejando sua cama.
– Viu o Hiroki na biblioteca? – A ruiva indagou.
– Como sabe?
– Depois de um tempo, ele saiu da mesma parte da literatura que você. Estava super focado. Ai imaginei.
– Acho que é a vez da Ana ter seu Michael Lee. – Brincou, a cacheada.
– Quem me dera, Fabi. Ele é muito cobiçado, até namorada deve ter. Prefiro ser a Jane que só come Haribu.
– Que nada. Um dia você vai achar seu garoto perfeito, igual a Jane achou em Os adoráveis.
– E o garoto falou com você na biblioteca, Luh ? – Fabíola perguntou curiosa.
– Ele perguntou se eu gostava de livros. E depois disse que livros seriam brindes melhores. Então eu sai correndo. – Ana falou de cabeça baixa.
– Gente, ele está tão na sua. – A mais nova riu com a resposta de Fabíola.
– Vamos estudar um pouco antes de dormir. O Nozomu disse que é bom surpreender o Moongang. – Adirelly comentou.
A porta do apartamento foi aberta sem fazer barulho. A cacheada se jogou no sofá, enquanto as outras duas se sentaram no carpete.
– Enfim em casa. E sim, ainda acho estranho chamar aqui de ''casa'', mas logo me acostumo. – Fabíola olhava para o teto.
– Alguém olha o aquecedor, pelo amor de Deus! – Analu reclamou, o local parecia mais gelado que antes.
– Vou dar uma olhada. – Adrielly levantou e saiu dali.
As outras duas começaram a mexer em seus telefones.
– Ué. Recebi um novo pedido de amizade no Kakao, parece ser um número coreano. – Disse Ana.
– Deve ser o Nozomu, recebi também. – Fabíola respondeu.
– Não... O Nozomu já aceitei. Deixa eu olhar a foto... – Ana verificou a foto. – Hiro...
– Fabi, acho que vou tomar um banho. – A garota jogou o celular no sofá e saiu dali antes que ficasse mais vermelha.
Adrielly volta logo em seguida.
– Onde está a Luh? – Perguntou.
– Ela olhou o celular e foi tomar banho. Vou dar uma olhada nos livros que peguei na biblioteca, preciso entender um pouco do assunto de amanhã. – Fabíola saiu dali e seguiu para seu quarto.
Aquela altura, todas estavam em seu quartos. As luzes já estavam apagadas. Ana navegava em seu computador no quarto, tentando evitar olhar a mensagem do desconhecido.
– Não posso aceitar. Ainda é muito cedo. – Pensou consigo mesma.
Então, se concentrou em estudar o tema da aula seguinte. Assim, desligou o celular e não deu mais atenção ao aparelho naquela noite.
Kim Hiroki: Seu sorriso foi o mais bonito de todos que já passaram na lanchonete. Principalmente na biblioteca.