Festival

2368 Words
Naquela mesma tarde, Nozomu foi convidado para passar a tarde no apartamento das garotas. A tarde trazia consigo a falta de luz, o sol se despendia aos poucos. As ruas de Seul, agora menos movimentadas, se mostravam belas, a beleza do vazio. – Ana, como faço agora? O que digo para o Hiroki? – Nozomu atuava bem. – Eu apenas quero que ele saia do meu pé. Prometo que assim que passar, deixo isso de lado. E conto a verdade. – Ela se explicou. – Por quê n******e ser sincera com o garoto, Ana? – Indagou Adrielly. – Talvez ela goste dele, e não quer admitir tão cedo. – Fabíola levantou uma hipótese. – E como eu fico nessa história? O que digo se perguntarem? – Mais uma vez, o asiático queria explicações. – Diga que namorados. Fim do assunto, por favor Nozo. Prometo fazer o que quiser. – Ana ajoelhou-se na frente do garoto, pedindo piedade. Nozomu ficou constrangido. – Esta bem, esta bem. Apenas levante, está chamando a atenção das pessoas. – Quais pessoas? Estamos quase sozinhos aqui, Nozo. Bicho fresco. – A mais nova respondeu. – Fresco? Pelo que me lembro, você está querendo um namorado falso apenas porque não quer dar o fora em alguém. – Eu já tentei dar, mas ele continua insistindo. – Os foras da Nalu são assim: Não te quero, mas estou disponível. – Disse Fabíola. – Ei! Olha que vou marcar um encontro para você! – Ana ameaçou, todos riram. – Nozomu, você já se alistou no exército? – Adrielly indagou. Todos caminhavam um ao lado do outro. – Não, fui dispensado. Me disseram que não sou um homem bom para essas coisas. – Respondeu sem graça. – Ah, não se preocupa. Não ligamos para essas coisas. – Fabíola respondeu, confiante. – E não se preocupa, Nozo. Prometo que não vou na sua formatura. Não quero que você tenha problemas por lá. – Ana tranquilizou. – Obrigado. – Mas você tem que me ajudar. Preciso ficar longe do Hiroki. – E como vai conseguir sendo que ele estuda aqui? – A ruiva perguntou. – Se ele nos ver. Vai ser tranquilo. – A mais nova continuava confiante. – Então... tenho que ficar grudado em você? – Exatamente. – Ana finalizou. O apartamento, agora cativado pela presença das garotas, estava decorado. A sala, pronta para uma cessão de cinema. Agora, todos se dispunham no carpete em frente a TV. Não faltava comida na mesa de centro. – O que vamos assistir? – Ana estava com o controle na mão. – Terror? – Nozomu deu a sugestão. – Não. Sem terror, por favor. Não quero ficar assombrada a noite. – Fabíola rejeitou. – Acho que comédia é bom para todos. – Todos aceitaram a ideia da ruiva. O filme de comédia começou, e todos estavam atentos. Adrielly, ao lado de Nozomu, sentia-se confortável. Estava feliz de ter encontrado amigos coreanos. – Essa garota é a cara da Bae. – Fabíola começou a ter uma crise de risos. – Wo, concordo. – O asiático riu junto. – Quem é Bae? – Perguntou Ana. – Esquecemos de dizer. Já que você quis se trancar na biblioteca, o Nozo apresentou os amigos dele. A Jung Bae e o Oliver. – Adrielly explicou. – E o Nozomu tem amigos? O bicho não era solitário? – De forma alguma, ele tem bons amigos. – A cacheada enfatizou. – O que mais preciso descobrir que eu não saiba? – Ana indagou novamente. O filme acabou depois de algumas horas. E no final, todos estavam cansados pelo longo dia. Olhando no relógio, as garotas perceberam que já era tarde da noite. – Está muito tarde para você ir embora, Nozo. Por quê não passa a noite aqui? – A cacheada sugeriu. – Não posso. Preciso de roupas para ir ao colégio amanhã, mas obrigado pelo convite. – Nozomu se desculpou simpático. Enfim, o garoto recolheu seus pertences, se despediu e foi embora contente. Adrielly chamou um taxi para que o mesmo não andasse sozinho. – Enfim, quero minha cama. – Disse Ana, as três arrumaram a casa, apagaram as luzes e foram dormir. No dia seguinte, todas se aprontaram a seguiram para o colégio. No caminho, as ruas estavam movimentadas novamente. – Queria poder ter vindo quando os Bagtan Boys ainda cantavam. – Disse Ana. – Também queria muito. – Fabíola estava com um de seus fones novamente. – Podíamos ir nas lojinhas deles. Será que ainda existem? – Adrielly perguntou. – Vamos marcar de ir depois da aula. – Disse Ana, feliz. Na faculdade, as garotas não estavam com v*****e de passar na lanchonete, então resolverão deixar para mais tarde. O dia seria longo. – Vocês vão querer ir na formatura do Nozo? – Adrielly perguntou. – Eu quero, vai ser legal. – Fabíola respondeu. – E você, Ana? – Sim, o problema é se ele vai me querer lá. – A mais novava estava cabisbaixa. – Claro que ele vai querer, ele é nosso amigo. Caminhando para a sala de aulas, as garotas perceberam que algo estava diferente. Não havia circulação de nenhum aluno pelas redondezas. Até a aparição de Bae. – Garotas! – Bae cessou a corrida. – Bae? O que aconteceu? – Fabíola perguntou, preocupada. – Ela é a Bae? Oh. – Enfim, Ana entendeu. – Falamos com o seu professor. E ele liberou vocês para participar do festival da universidade. – Disse animada. – Jura? – Fabíola estava eufórica. – Sim. Agora vamos, vocês precisam se inscrever nas atividades. – A asiática segurou o braço de Adrielly e Ana, e saiu correndo. No pátio principal, todos os alunos estavam reunidos. A universidade, colorida com as decorações, apresentava sua melhor reunião uma vez ao ano. Todos os alunos deveriam se inscrever, montar uma equipe e criar um projeto, que talvez seria ganhador de um prêmio em dinheiro. Hiroki e Nozomu estavam no banheiro, conversando em frente ao mictório. – Como vou fazer? Ela disse que seria minha namorada. E se ela quiser me beijar? – Disse Nozomu, preocupado. – Nem pense nisso. – Hiroki advertiu. – E você vai contar para o resto da faculdade? – Claro que não. Quer que eu conte sobre a garota que eu gosto? Nozomu, de que planeta você veio? – Pergunto o mesmo de você. Apareceu no colégio do nada, começou a gostar de uma estrangeira e se preocupa com ela a todo momento. Tomou algum entorpecente? – Eu só gostei dela. É diferente das outras garotas, o jeito que ela foge, é divertido. – Hiroki fez uma cara de bobo. – A Bae conseguiu falar com o professor? – Sim, disse que ele liberou. Ela já foi buscá-las. – Guardou o passarinho para dentro. – Todos juntos, fazemos uma equipe. Você me ajuda, e eu te ajudo. O plano é o seguinte... As inscrições começaram com fervor. Bae havia encontrado os outros garotos, e agora, todos estavam juntos. – Ainda falta uma pessoa para completar a equipe. – Bae disse. – O único que ainda está sozinho, é o Hiroki. Podemos chamá-lo. – Oliver respondeu. – O que? – Ana estava assustada. Bae correu e chamou o garoto. – Ele aceitou. Enfim, todos estão juntos, vamos começar a separar os trabalhos. – Como isso funciona? – Fabíola continuava perdida. – Precisamos criar um projeto para divulgação e incentivo de ingresso na universidade. É algo divertido. – Bae explicou, simpática. – Oh, vamos virar o Steve Jobs? – A cacheada brincou. Após a divisão de tarefas, todos se reunirão na biblioteca, com o intuito de pesquisar mais sobre Marketing. Ana evitava Hiroki, puxando Nozomu para perto de si. – Ana e o Hiroki podem ficar com a imagem da p********a. – Sugeriu Fabíola. – Por que eu? – A mais nova se rebelou. – Porque você sempre gostou de criar coisas assim, mais visuais. – Certo, eu posso ficar com a Adrielly, podemos pesquisar mais sobre a divulgação. – Nozomu disse, quase que em silêncio. Tremendo. – Vou ficar com a Fabíola. Oliver, você vem junto. – Bae aproximou os três. Os três grupos seguiram para direções diferentes. Hiroki e Ana Luiza ficaram na mesa, utilizando o computador do garoto. – Quer montar a paleta de cores? – Disse Hiroki, na esperança de começar uma conversa. Ana balançou a cabeça. – Vou montar o estilo. – Continuou, silêncio novamente. A garota estava pesquisando no celular. – Azul e prata combinam com a universidade. Não acha? – Finalmente Ana disse algo. Ainda era fato que estava tremendo. – Sim, podemos usar alguns detalhes. Vai ficar legal. – Respondeu focado. – Azul é sua cor favorita? – O garoto continuou. Balançou a cabeça. – Percebi pela mochila e os materiais. – Hiro riu com a ideia. – E a sua?... – Ana rejeitava a ideia de olhar no rosto do garoto. – Laranja. – É sério? – Não acreditou. – Sim, qual é o problema? – Você não tem nada laranja. Enquanto isso, entre as prateleiras, Bae e Fabíola procuravam livros históricos da cidade. Oliver estava sentado no chão, anotando partições. – O que está fazendo, Oliver? – Fabíola perguntou. – Anotando algumas ideias. A música tem de ser chamativa. – Respondeu com a caneta na boca. – Que não seja algo clássico. Bethoven não combina. – Brincou. – De jeito nenhum. – Oliver simpatizou. – Quanto tempo dura o festival? – Até o dia da formatura. – Bae estava lendo os livros que achava. – Fabíola, você namora? – A asiática perguntou. – Oh, não. – A brasileira respondeu sem graça. – Nunca namorei. – Jura? Acertei! Oliver, você paga a bebida. – Agora você tem que cumprir o resto da aposta. – Oliver mantinha os olhos nos cadernos. – Como assim? – Fabíola estava perdida. – É surpresa, Fabí. Aliás, você gosta de beber? – Bae estava com cara de quem iria aprontar algo. Andando pelo pátio, os responsáveis pela etapa de distribuição: Adrielly e Nozomu andavam observando os tipos de panfletos que viam pelas paredes. – Gostei desse. Banners são bem viáveis. – A ruiva sorria. – Mas não é algo que possa dizer "Nossa, iremos divulgar para toda a galera" No âmbito virtual seria melhor. – O asiático respondeu. – Entendi, mas algo que saísse da tecnologia também legal. – Vamos pensar no caso. E... você tem algo para. – Nozomu estava quase travando. – fazer depois da formatura? – Depois da sua formatura? Hm, acho que não. Dependendo do projeto, é claro. – Adriellly sabia em quem ponto o garoto queria chegar. – Poderíamos... tomar um café? – Escondeu as mãos trêmulas. – Ou talvez conhecer algum lugar da Coréia, se você quiser. – Continuou, quase gaguejando. – Seria legal, eu topo. – Adrielly, sorriu. O garoto também. – Então... sobre os meios de divulgação. Podemos colocar alguns cartazes perto de colégios. – Nozomu mudou de assunto. – Vamos sim. Na biblioteca, Ana, agora mais a v*****e com seu parceiro, estava adorando o trabalho. E diferentemente de antes, não levava nada para o lado pessoal, muito menos o interesse por parte de ambos. – Sim, a divisão tem de ser em três partes? – Hiroki perguntou, cuidadoso. – Se fossem duas, ficaria desproporcional. Ainda acho que falta alguma coisa. – Ana Luiza respondeu. – Consigo fazer um preenchimento nos lados. Talvez ajude. – Foi atencioso. – Ajuda sim. Enfim, quer comer algo? Vou na lanchonete. – Nem a mais nova entendia o motivo de estar sendo gentil. De longe, o g***o da parte histórica os observava de longe. Todos estavam escondidos, e ao mesmo tempo na obviedade. – Será que eles estão dando certo? – Fabíola perguntou, esperançosa. – Pela cara do Hiroki, acho que sim. – Oliver respondeu. Ana esperava pela resposta do garoto, ansiosa. – Posso ir com você? – Hiroki perguntou. A garota deu de ombros. Os dois, caminhando um ao lado do outro, desceram as escadas, caminharam pelo pátio e chegaram até o trabalho de Hiroki. O estabelecimento não possuía muito movimento. – O que vai querer? – Hiroki perguntou, já com a carteira na mão. – Desculpa, mas eu não gosto que paguem nada para min. – Fez o pedido e pagou sozinha. O garoto riu com a situação. Enfim pediu o mesmo. – Como vai o namoro com Nozomu? – Perguntou mordiscando o sanduíche. – Namoro? ... Ah! Vai bem, ele é um fofo. Como pode ser tão tímido? – Ana disfarçou. – É por que você é a primeira namorada dele. Acho que é normal. – Primeira namorada? – A mais nova se assustou com a afirmação. No final da tarde, Bae e as garotas decidiram ir juntas para explorar as lojas coreanas em busca dos tão sonhados objetos de fãs. – Ali! Ainda sobraram algumas lojas deles. Não se preocupem. – A asiática assegurou. As três entraram um estabelecimento repleto de itens para fãs. Desde bonecos a camisetas, a loja maravilhava quem passasse por perto. Principalmente uma antiga fã dos Bangtan Boys. – Queria tanto poder ter ido a um show deles. Agora que estou na Coreia, não posso. Que problema, Deus tem comigo? – Ana desabafou. – Talvez um dia possamos ver eles. Ou comprar uma almofada com a cara deles, e dormir abraçada. – As ideias de Fabíola eram fantásticas. – Vou levar uma camiseta, e um bonequinho. Um dia ainda quero um robô com o nome do JungKookie. – A mais nova estava decidida. – Nalu e suas mágicas. Aliás, não me apresentei, sou Bae. – A asiática queria se enturmar. – Prazer. Desculpe não conversar muito, é por causa do trabalho. – Ana se desculpou. – Não se preocupe. Temos muito tempo para conversar. Agora peguem todas essas bugingangas e vamos pagar, estou com dor nas pernas. Assim que pagaram, se despediram da amiga asiática, e voltaram para casa. Preparam uma refeição simples, e foram para seus quartos. No quarto, Ana olhava as mensagens no celular. O que antes eram apenas uma mensagem, se tornaram três. Hiroki havia mandando as modificações e como estava o trabalho. A garota sorriu com a insistência. Ana: Gostei de trabalhar com você. Vamos dar nosso melhor!
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