Capítulo 01
Nando
Limpei o sangue que escorria do meu rosto, m@tei um monstro que abusou da própria enteada! Eu tenho filha e mesmo se não tivesse no meu morro j**k é só bal@ e tortura. E eu não sentia culpa nenhuma, só tava livrando o mundo de mais um ministro.
Desço o morro e jogo o cigarro no chão piso com força, pego minha moto e saio em direção a escola da minha pequena o motor da moto cortar o silêncio da favela.
Parei em frente ao portão da escola, e sentei no banco dando sinal para o porteiro. Passou alguns minutos veio uma professora com aquela.
Morena do cabelo cheio, corpo gostoso para caralh0.
Kiara: Pai – tentou correr até a mim.
Xxx: O senhor é o responsável né?
Nando: Sou pô, tá tranquilo.
Xxx: É porque eu sou professora nova, desculpa – deu um sorriso meio sem graça.
Nando: Tlgd que é protocolo da escola, mas eu sou o pai – dei um sorriso.
A Kiara subiu na moto e a professora voltou para dentro da escola.
Nando: Segura o pai firme em – falei ligando a moto.
Kiara: Eu sempre seguro pai.
Dei partida saindo dali, o vendo batendo no rosto subi o morro até a minha casa, quando chegamos a comida já tava pronta e a mesa já tava com tudo no seu lugar.
Kiara: Oi vovó Duda – cumprimentou a babá dela.
Duda: Oi Kiki, vai lá tomar um banho e vem almoçar.
Nando: Pô Dona Duda, queria amassar essa comida agora em.
Duda: Garoto vai tomar banho, da um bom exemplo.
Nando: Tá bom, tá bom vou lá – passei rindo.
Dona Duda me olhou de canto e eu subi as escadas, fui direto para meu quarto. Peguei a toalha e fui para o banheiro tirei a roupa e de imediato já foi para debaixo do chuveiro. Molhei a cabeça deixando o pensamento acalmar.
Kiara: Pai, vamos comer – me gritou.
Nando: Já já o pai chega aí – gritei de volta.
Soltei o ar com forçar passando a mão no rosto, tava lembrando da professora. Me sequei rápido coloquei uma bermuda e desci.
Nando: Ia comer sem mim? Ia me trair mesmo?
Kiara: O senhor demorou – fez uma voz que eu perdia toda minha postura.
Nando: Como foi na escola? Gostou – perguntei colocando a farofa no prato dela.
Kiara: A professora nova é muito legal, e muito linda.
Engasguei de leve com a comida.
Duda: Ih acho que o papai também gostou dela.
Nanda: Problema na minha mente, tô fora – neguei virando o suco.
Kiara: O cabelo dela é lindo, amei ela.
Nando: Reparou tudo em, Kiki fifi – apelido que dei para ela.
Kiara: Pai o senhor também reparou, até quase babou ela.
Nando: Você viu coisas, tenho certeza.
Duda: Entregou o senhor.
⏰
Dei o máximo de atenção para minha pequena, mas tava na hora de ir para boca. Parei a moto em frente e os caras tudo jogando dominó.
Nando: p***a, acho que parei no lugar errado – falei no deboche – Acho que tô atrapalhando vagundo?
Tizil: Senta aí pô, para jogar uma mão.
Nando: Eu não ouvir isso não pô – dei um tiro para cima – continua – saíram tudo correndo.
Zói: Precisa disso não chefe.
WD: Os caras tão muito aconchegante – deu risada.
Nando: Se fosse os alemãozinho iam tudo se fuder, e eu ia no inferno pegar vocês tudo – passei para a salinha.
Já veio b.o de primeira para eu resolver, um moleque com idade de ser meu filho e agora eu decidia se morria ou ficar vivo e da minha cabeça para os alemão.
Nando: Abre a boca, não quero perder tempo – falei já sem paciência.
O pivete tava de cabeça baixa, esperando a minha ordem a qualquer momento.
Xxx: Chefe eu não fiz nada.
Erro clássico de sempre, mentira. Abrir o celular dele e várias mensagens de número desconhecido e dando informações sobre o meu morro e várias fotos também.
Nando: E isso aqui? – já passei a mão no rosto já, o ódio já subiu – porr@ moleque tem merd@ na cabeça?
Xxx: Eu precisava de dinheiro chefe, não faz nada comigo.
Nando: Resolve isso – apontei para o menino e os vapor me olhou.
O marreta já me olhou, e saiu arrastando o moleque, e infelizmente eu tinha que cortar o m*l pela raiz. Não podia criar cobra para me morder e no final chorar arrependido de ter deixado ele sair daqui.
Continuei na boca, e ser dono do morro tinha essas coisas você tinha que ser duro muitos das vezes, acha mesmo que eu queria mat@r um garoto. Lógico que não, mas eu tinha que cortar o m*l pela raiz. Se errar tem que ser cobrado e é aqui e em qualquer morto e a realidade é essa.
O primeiro tiro estourou, e o morro ia virar um caos.
Me abaixei rápido atrás da mureta que tinha ali, peguei a arm@ e fui para cima.
DG: Cobre a direita – gritou.
Zói tava em cima da laje, passando a visão do morro todo através do rádio.
Zói: Tem dois na sua direção patrão, consegue derrubar?
Mirei na cabeça de um e apertei, o corpo caiu o outro tentou correr e eu dei nas costas.
Nando: O covarde queria correr, que otario.
Levantei rápido e respirei fundo.
Nando; Foi abatido p***a, não deixa ninguém subir – falei no rádio – fecha o morro, ninguém sobe e nem desce.
Meus vapor me cercou, fazendo a minha rota até em casa eu sei que isso tudo foi um teste. E que pode a qualquer momento piorar, e eu só pensava na minha filha, em como nada pode abalar ou mexer com a segurança dela. Cheguei em casa e desci da moto os vapor tudo entrou na casa primeiro, porque poderia ser o emboscada mas tava tudo certo.
Kiara: Eu fiquei com medo pai – me abraçou.
Nando: O pai tá aqui Kiki, tá tudo de boa – respirei fundo cheirando o cabelo dela.