Capítulo 02

1013 Words
Ana Clara Ser a Ana, aliás ser eu mesma não era tão difícil mas eu amava minha vida, amava ser professora e ensinar. Porque de alguma forma eu sentia que estava fazendo a diferença. Levantei da cama me espreguicei, e fui direto para o banheiro sem tempo para esperar a alma voltar para o corpo. Sair do banheiro depois do banho e escovei os dentes. Coloquei a água do café no fogo, só acordava com bastante café. Fui arrumar meu cabelo prendendo em um coque e colocando um turbante. Eu amava, coloquei uma calça jeans com a blusa da escola que eu ensinava, voltei para cozinha para terminar o meu café e esperar ele ferver. Peguei a xícara coloquei o café recém feito, encostei na pia tomando o primeiro gole devagar. Ana: Agora sim eu existo. Peguei minha bolsa e a pasta que tem as atividades que ia ser passada hoje, peguei a chave da minha moto e tirei da garagem. Eu morava no morro a um mês, sempre fui muito tranquila e não gostava de chamar atenção. Guardei as coisas no baú da moto e em seguida subir ligando. Ana: Bom dia – falei entrando escola. Porteiro Jaú: Bom dia professora Ana. Eu amava esse título, sem condições fui para cantina cumprimentei as meninas. ⏰ Kiara: Tia – me olhou – será que o meu pai esqueceu de mim? Ana: Claro que não Kiki, acho que ele se passou no horário – olhei para ela – passo te levar em casa, você sabe onde é? Kiara: Sei sim. Eu não ia deixar uma aluna na escola sozinha, minha mãe já me deixou porque saia do trabalho e não era compatível com o meu horário. E isso me deixava muito triste, liguei para o pai dela e nada, já que a direção tem o número. Coloquei o celular na bolsa, guardei no baú da moto e subi ligando. Ana: Você vai segurar firme, pode me apertar. Kiara: Olha tia eu ando de moto sempre com meu pai, sei que tenho que segurar. Ana: Então pode apertar a tia, igual faz com seu pai – dei partida indo para o morro, a Kiki foi me ensinando direitinho o lugar que ela morava. Kiara: Já está chegando professora – apontou para uma casa, muito bem arrumada por sinal. Parei em frente a uma casa cheia de homens na frente, dava para ver que esconderam as armas por conta da Kiara, assim que parei a moto o Nando já saiu. Kiara: Pai, você esqueceu de mim? Nando: Kiki foi m*l, o pai realmente esqueceu – me olhou – perdi o horário, tava resolvendo várias fitas. Kiara: Não pode me esquecer não pai! Eu odeio ficar sozinha na escola. Nando: O pai não vai fazer isso mais nunca, prometo – colocou o dedinho para ela, que logo em seguida fez o mesmo – poxa professora, valeu mermo – apertou minha mão – máximo a você por vim até aqui. Kiara: Na verdade eu moro aqui também – fui até a moto – não esquece ela não, é muito r**m. Nando: Esse erro não vai mais repetir não, vou arrumar alguém para quando isso acontecer e eu esquecer ela. Ana: Eu posso fazer isso, já que moro aqui agora. Nando: Te pago tlgd, acerto com você. Ana: Não precisa é caminho da minha casa, pode ficar tranquilo. Nando: Nessa vida ninguém faz nada de graça, posso te pagar. Ana: Adoro a Kiki, vou ser exceção para ela – ele deu um sorriso e eu acelerei a moto. ⏰ Cheguei em casa e já fui tirando a roupa, odiava ficar com roupa de rua dentro de casa. Manhã cansativo e tinha o turno da tarde ainda. Amava minha profissão, amo crianças quando decidir vim para o rio foi por causa da oportunidade de ensinar, já que na minha cidade eu não queria ficar então já vim para aqui com emprego garantido. Fui para o banheiro, coloquei a roupa no sexto e fui direto para o chuveiro, passei a mão no meu cabelo cacheado que batia na cintura recém finalizado. Fiz um coque e fui terminar meu banho. Desliguei o chuveiro, passei a toalha no meu corpo e fui para o quarto, coloquei um vestido solto e fui fazer um almoço digno. O frango já tava limpo e tratado, já que eu congelava tudo porção tudo direitinho pra não ficar naquela corrida louca num dia da semana. Já que eu era professora pela manhã do terceiro ano e pela tarde do quinto ano. Temperei meu frango do mesmo jeito de sempre, sal alho, páprica defumada e pimenta do reino. Coloquei o feijão para esquentar, e o arroz temperado já estava pronto. Purê esquentando e coloquei o frango na frigideira para fritar. Comecei a pensar no quão gostoso era o Nando, mas o homem era o pai da minha aluna e provavelmente casado. Afastei meus pensamentos e virei o frango. Peguei um prato, coloquei cada comida em seu canto e peguei o frango, coloquei o prato na mesa e peguei o suco. Amava morar sozinha, amo minha própria companhia. No início que vim para cá sentir muita falta da casa cheia, já que na casa da minha mãe sempre viveu muito cheia, mas agora já me acostumei a morar sozinha, mudei para o morro porque é bem mas perto da escola que eu dou aula, quando morava no asfalto era muita contramão para chegar na escola então eu me mudei para o morro. No início fiquei com bastante medo do tudo que a gente ver no jornal mais estou gostando de morar aqui. Terminei de almoçar, um leão vencido no dia, lavei os pratos de tudo que sujei coloquei o o despertador quando acabei de lavar os pratos sequei eles guardei tudo no armário, e fui tirar um cochilo porque ainda dava tempo até a próxima aula, que começava às 1h30. Fui até o meu quarto liguei o ventilador e me joguei na cama. Peguei o lençol só passando na cintura. Porque tava muito calor mas não consigo ficar sem coberta.
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