CAPÍTULO 21 Narrativa de Esmeralda Olho pela janela do avião e vejo a minha Itália, onde passei a maior parte da minha vida. Meu coração se abre em alegria. Já sei quem vou procurar assim que chegar: um dos meus advogados, aquele que me aconselhou a não sair da Itália até completar dezoito anos. Fiz exatamente isso, e deu certo. Meu pai não teve acesso à minha fortuna. Quando desembarquei no aeroporto, a primeira coisa que fiz foi ligar para o meu advogado, Dr. Luiz Augusto. Ele atendeu e, quando me identifiquei, ficou muito alegre. — Você está aonde? — perguntou. — No aeroporto — respondi. — Não saia daí. Já estou chegando. Realmente, não demorou nem quarenta minutos. Ele encostou na saída do aeroporto e, arrastando nossas malas, fomos ao encontro dele. Assim que nos vi

