Segredos ocultos

1017 Words
O rei sabia que havia sido um pouco c***l para uma virgem a noite deles. Se sentiu culpado pela estima que nutria pela princesa que se tornou serva. Para Lisa, foi um dos melhores e mais relaxantes momentos da vida dela, verdade que corpo dela ardia, mas de uma forma suave. Estava febril, mas nada preocupante porque nunca foi frágil. Sua pele ardia por dentro e esquentava, mas a sensação dolorosa só a lembrava de estar viva. — Está dolorida? Fui muito… Lisandra negou mordendo o lábio inferior, o olhando de cima abaixo e se excitando de novo. — Eu gosto de tudo o que fizemos, meu rei… não se preocupe. — hm…— Respondeu ele perdido na luxúria do olhar dela. Quando você me olha assim, Dinah. Meu coração vira uma bagunça. Eu quero te torturar e ao mesmo tempo te abraçar para sempre. Lisa avistou sobre a mesa de refeições branca uma bonita caixa elegante vermelha destampada. Viu uma espada dentro por sobre um tecido de cetim azul. Ela estranhou. Era uma espada pequena do tamanho dela. Por que o rei usaria uma espada pequena daquelas que parecia uma adaga só que com a lâmina um pouco maior? Ele notou onde o olhar dela foi. — É para você, coisinha selvagem. Jóias não te agradariam, então… Lisa arregalou os olhos, então o estudou, rendida. Para ela? O coração dela bateu rápido. Por alguma maldita razão, lembrou-se quando Desmond lhe deu um medalhão de ouro caríssimo de presente de quinze anos se gabando do quanto economizou. Agatha a presenteou com uma simples adaga. Amou a adaga de Agatha, que podia não ter algum metal precioso, mas a ajudaria na caça. Contudo, usou o medalhão de Desmond por amor ao menino e não ao presente. Agatha sempre acertava no presente. Mas agora, o rei que nem a conhecia direito como Agatha que a viu nascer, a cedeu também o presente mais perfeito. — Não é difícil fazer o que você quer. — Admitiu ela um tanto corada. — Eu realmente não me importo… O rei sabia que apesar de um espírito livre, ela também queria um pouco de afeição. Não o suficiente para prendê-la, mas só para ela se sentir vista. — Não quer o presente…— Perguntou ele. — Não é isso. — Soltou ela, amuada e um tanto ofendida. — É linda e eu preciso de uma espada. É que não tem que me presentear toda vez que me tocar. Eu realmente… — Não é nada disso. — Acalmou o rei a moça, tocou o rosto avermelhado dela e enxugou as lágrimas que ela deixou derramar sem perceber. — Não é uma reles prostituta ou serva para mim. Oh, meu doce amor, não ache que isso é para comprar você. — Consolou-a. — Eu jamais tentaria te comprar com isso. Eu sei que você tem um coração nobre e selvagem… — então é para o que? — Soltou Lisa defensiva como um animal ferido pego numa armadilha. — Só a vi treinando com a espada de madeira e quis te dar uma de verdade para praticarmos juntos. Eu gostaria de te ensinar a lutar. A força bruta não dará certo com você, desculpa dizer. Você é pequena, linda. Mas se usar isso a seu favor e for ágil, pode conseguir matar alguém mesmo sem força bruta… Sou um feérico. Eu danço com o vento. Queria te ensinar esse estilo e vou te ensinar magia também. Lisa sentiu o coração bater rápido. Magia, luta e “ meu amor” na mesma sentença. Treinar com ele… Um grandioso rei como ele? Ele… não a queria como um prêmio bonito para expor como homens faziam com suas servas de prazer? Não era só alguém que abriria as pernas para ele e obedeceria seus comandos insanos porque gostava também? — E se eu tentar matar vossa majestade com a espada que me presenteou. Você invadiu o meu reino, matou ao rei que eu servia antes de você…— O testou Lisa. Dantalian fechou os dedos nos fios de cabelo dela. Puxou os fios dela perto da nuca. Lisa lambeu os lábios, colando a testa na dele. — Eu gostaria de te ver tentar, meu espinho malvado. Eu deixo você tentar… — Confessou ele, saboreando a rebeldia dela. — Mas esteja ciente de que quando fracassasse, eu te puniria até quase o limiar da morte, do prazer e da dor… te faria gritar que eu sou o seu rei. Lisa tocou o rosto dele e o beijou desesperada. O corpo dela, o espírito livre dela, quis o dele que a aceitou como era sem tentar mudá-la em nada. Ahn… lembrou-se dele dentro dela, estremecendo. — Meu rei, eu preciso te dizer algo sobre mim… — Só aceite o meu presente e aceite meu ensino, minha doce Dinah. Esqueça seu passado e eu te ajudo no presente e no futuro. — Aconselhou ele sábio, sem escutar o que ela queria dizer porque sabia o que ela diria. Dantalian não era t**o, sabia que ela era a filha mais parecida com o antigo rei, mesmo sendo bastarda. Era nítido que ela era uma princesa. Mas ele a perdoou por isso no instante em que a viu quebrar o orgulho e aceitar ser uma serva para sobreviver. — Sou seu mestre, te ensinarei combate, magia, estratégia e tudo o que eu puder para honrar sua entrega a mim. — Garantiu amoroso. Lisa não sabia, mas ele a preparava para reinar ao lado dele. Agora para Lisa, Desmond se tornou uma mera memória de infância quando aquele ser mágico, destrutivo, poderoso e intimidante surgiu em sua vida. ... Katharina estava sentada no chão azul escuro abraçando os próprios joelhos e com o queixo elegante apoiado neles em meio aos cacos dos vasos que quebrou num ataque de fúria por tudo o que escutou da noite do rei com a maldita serva. Ela se estudou no espelho, contemplando seu longo cabelo escuro e olhos marrons, sua pele pálida e sua feminilidade evidente pelos cuidados estéticos que tinha. Era tão mais bonita que a maldita serva.
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