O corpo também é uma arma

1145 Words
No corredor vazio, Agatha tomou um suspiro e acariciou o rosto de Lisa. — Nada. Esqueça isto. – Disse Agatha a moça. — vá para o meu quarto. Vou apenas avisar a Lady Katharina que o rei quer vê-la e vou te encontrar lá. Lisa assentiu com a cabeça e saiu da ala principal para a dos empregados que tão bem conhecia. … Quando Katharina entrou no aposento o qual boa parte era de vidro permitindo uma vista do céu noturno e da praia costeira do reino, o rei Dantalian a estudou, ainda frustrado com a resposta da jovenzinha atraente e petulante sobre gostar de seu copeiro. Era um rei. Será que Dinah não via que se o servisse bem seria grandemente recompensada? Será que não percebia a urgência dele em tê-la? Era pura ingenuidade a dela ou era tortura? Bela como um garotinho, indomável e com a chama da rebeldia brilhando nos olhos escuros. Quando ele a quebrasse na dor, como ela agiria? Ele foi até a bela mulher de longo cabelo escuro, parada com camisola vermelha de seda e vestida num robe por cima da camisola. O rei a beijou ardente, a puxando pelo cabelo, a jogando contra a parede e ela o correspondeu surpresa, o tocando no rosto e no belo cabelo prateado. Ele segurou as mãos dela, mas se esfregou nela com sua ereção formada pela imagem mental de chicotear Dinah. — não me toque a não ser que eu deixe. — Proibiu Dantalian. Katharina assentiu, assustada, contra a parede de vidro que era assustadora por ficar muitos metros acima do chão. Havia esquecido que ele odiava ser tocado sem permissão e para tocar nele tinha que implorar. Há dois meses ele não tocava nela e o jeito dele fazer amor era muito peculiar e ele gostava de amarrar, surrar e algemar. Era horroroso. Katharina pensou que ele nunca mais iria tentar ficar com ela, quando fez um escandalo no quarto de torturas, então, quando ele mandou a criada a chamar aquela noite foi um alívio. Ele a beijava, rasgava sua camisola, sugava seus m*****s e devorava seu corpo como uma b***a se alimentando de uma caça. Era bom, mas a ferocidade dele a assustava e a fazia tremer de medo que acontecesse como antes na noite do quarto de tortura que não suportou a humilhação. Nunca havia se acostumado a insanidade dele. Kat não podia deixar de pensar no que estava acontecendo para o rei que a desdenhava e a tocava só para produzir herdeiros agora pedir que a chamassem para servi-lo. Ele parecia fora de si. Só sabia que o faria fosse o que fosse os desejos nojentos dele, para ele não se deitar com a escravazinha que comprou de Castor. O correspondeu, passivamente, tocando só quando ele guiava a mão dela onde queria, tentando não soar horrorizada com a violência dele e se controlando para não reclamar das mordidas brutais e dolorosas que a deixariam com febre depois. — Meu rei… só um pouco mais devagar. Ele atendeu o desejo dela, trocando as mordidas por chupadas. Já era um começo. Não gritou de novo, apesar das mordidas serem dolorosas, roubando seu sangue, pela magia feérica do rei não confraternizar com a essência vital humana. Kat viu naquele momento sua chance de tentar conceber de novo e mudar seu status de concubina para esposa. … Agatha admirou Lisa junto a si na cama simplória de solteiro e armação de madeira da ala das empregadas. Lisa era sempre tão carinhosa. Agatha a amava profundamente. — Foi assustador… — sondou Agatha a moça que a abraçava encolhida com a cabeça sobre os s***s dela. — O rei que matou sua família ter quase te matado não fosse pelo traidor do Castor? — O rei é um homem…ser, muito estranho, Agatha. — argumentou Lisa amuada e de olhos fechados, gostando do cheiro de flores do campo da antiga dama de companhia. Lisa sabia que agora tinha um status abaixo do de Agatha como serva de prazer do rei. — ele tem as orelhas pontudas e é metade feérico. Agatha abriu um sorriso sincero que lhe era raro. Tocou a cintura de Lisa. Lisa estremeceu. — Será que só não diz isso dele ser esquisito porque ele comprou uma escrava rebelde como você? — Sondou Agatha acariciando os fios curtos de Lisa e deixando o nariz passar pelo pescoço da menina. Lisa soltou um suspiro. — Sim. — Respondeu, pensativa e engoliu em seco, abrindo os olhos e confrontando a outra moça mais alta. Lisa mexeu no cabelo cacheado da amiga cuidadosa para não desfazer os cachinhos que amava. Lisa por impulso selou os lábios nos de Agatha. Agatha permitiu o carinho cheio de confusão de Lisa porque sabia que quem ela amava seu irmão, apesar de ser evidente que se atraia por mulheres quando se banhavam juntas e Lisa a tocava sem perceber a própria curiosidade. Lisa continuou: — achei que ele me daria de comida para o Dragão e que era mais feio… mas ele é bonito para um monstro que dizima reinos e os torna cinza, ou no caso do nosso, cacos… ele me comprou de Castor quando pensou que eu era um serva de prazer… eu nem sou bonita como você. Eu sou um moleque, Agatha. — Lisa… você se subestima. É bem linda sim. — é Dinah agora, Agatha. — Corrigiu Lisa, temerosa e olhando paranóica de um lado a outro. — A princesa de vidro Lisandra morreu junto aqueles tolos da minha família que não se renderam ao rei das cinzas e ao dragão dele. — Dinah — Disse Agatha aceitando o novo nome e acariciando o rosto de sua amada. — Talvez, ganhar o favor do rei seja algo sábio. Sei que é o que Lady Katharina está fazendo nesse instante. Ele queria você… se tivesse suportado só mais um pouco teria seus privilégios de antes como princesa e talvez até mais elevados. Ele iria te ceder um quarto na ala principal, pediu que preparassem um dos quartos da falecida princesa Liah para você. Lisandra engoliu em seco a menção do quarto que sempre invejou. — Desmond ficou furioso que eu me rendi ao rei sem lutar. — Comentou Lisa com Agatha. — Você diz que eu devo me entregar. Acho que por Desmond, eu apontaria uma espada para o pescoço do rei, não importa eu ser queimada viva pelo dragão dele… — Desmond é uma criança teimosa e egoísta que só pensa em si mesmo e no próprio orgulho como homem. — Respondeu Agatha inconformada com o egoísmo do irmão por mero orgulho masculino. Agatha tocou o rosto de sua amada princesa séria. — Escute e aprenda essa lição valiosa, Lis…Dinah. Não há nada de errado em sobreviver usando tudo o que tem ao seu favor, nem que sua arma de luta seja seu corpo.
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