Capitulo V- Anita Divit

2039 Words
— Matteo! — A voz veio firme, e comigo em seus braços como se eu fosse uma boneca, nem mesmo olhou para a porta. — Os escoceses chegaram. — Olhei para Gabrielle assustada. — Troque de roupa suba e nós sirva. — Me soltou para meu alívio, deu dois passos, — Sem esta maquiagem, sem perfume e nada de batom. — Gesticulou com os dedos, mostrando meu corpo, ao saírem, com as lágrimas a maquiagem cedeu, tirei tudo, prendi meus cabelos no habitual r**o de cavalo. Vesti-me como uma garçonete, quando estava saindo Gabrielle apareceu. — O que houve? — Perguntou, as lágrimas ainda caiam. — Você disse que eu estaria livre se eu me entregasse pra o búlgaro, e olha onde eu estou ainda, virgem e presa a vocês — Engoliu em seco. — Ele mandou te liberar pra o Búlgaro ou pra quem quisesse, até se eu quisesse você. — Fiquei em silêncio, foi o mesmo que ele me disse mais cedo. — O que mudou? — Não tive respostas. Fomos pra cima sem entender, ao chegar ele subiu, eu fui para o bar como sempre. Olhei em volta atrás de meu cliente, pouco me importava o que aconteceria entre nós, ele era meu portal da liberdade agora. Olhei para cima Alice estava dançando na frente do demônio, lá estava o chefe recebendo atenção de umas das mulheres. Seus olhos desceram para mim, embaixo fazia senti-me como uma coelha que ele poderia controlar onde fosse. Servi seis mesas quando Silas veio assumindo minhas comandas. — É melhor você subir, eles querem mulheres lá em cima. Peguei todos os pedidos, eram todos para o quarto deles. Subi as escadas com as garrafas e copos na bandeja, caminhei pelo corredor cheio de pessoas, mulheres bebendo, dançando ao lado dos homens, o lugar estava cheio. Até chegar ao número dois, estava aberto, haviam homens sentados sérios com charutos na mão, aproximei-me do primeiro de olhos azuis, cabelos loiros sentado na primeira poltrona. — Deseja algo senhor? — Perguntei que me olhou, eu estava agachada para falar com ele. Senti seus olhos vagarem dentro do meus s***s, pior que o vestido de garçonete m*l tinha um decote, que diabos aquele homem varia com os olhos. — whisky duplo seco. — A voz veio rouca, seca, o servi, enquanto seus olhos percorreram meu corpo. Segui oferecendo a esquerda de cada um, servindo, estava indo bem. Até que Alice veio pegando a bandeja das minhas mãos, lhe olhei ela apenas olhou disfarçadamente para ele, o encarei diretamente, o que havia com ele? Apenas acariciou o copo de whisky em silêncio, o anel dourado reluzia no seu dedo, o relógio também, a mão firme grossa, ele não me olhou de volta, mas senti que ele me olhava, enquanto os outros falavam, senti a mão de Gabrielle em meu braço fui arrastada para fora do quarto. Suspirou agoniado, e ao chegarmos ao corredor olhou em volta. — Tudo indica que ele te quer Anita, eu não sei que p***a aconteceu com vocês lá naquele quarto mais cedo, de manhã ele não te queria mais agora ele quer, se prepare, meu chefe não é cavalheiro com nenhuma mulher, e com você então, depois dos atritos que tiveram. — Eu não quero ele! — resmunguei de volta, o fazendo suspirar. — Não arrume confusão para mim, se ele te quiser abre logo as essas pernas, é só saber o que fazer e logo vai estar livre dele. — Engoli em seco, ele voltou ao quarto, desci as escadas para servi no bar, me surpreendi quando adentrou o bar, sua mão veio a minha cintura de um jeito diferente, tocou por cima do vestido, do cordão do avental, olhei para seus lábios, estava de olhos semi cerrados perto de mim. — Ainda esta esperando pelo búlgaro? — Imaginei que sairia outra pergunta da sua boca, mas veio essa. — O que esta acontecendo? O que você quer comigo? — Me encarou após abrir os olhos. — Esta esperando ele? — Assenti, me olhou com raiva nos olhos. — Estou esperando qualquer um que pague e me livre de você!— Saiu do bar passando por mim, como se fosse um objeto, uma vassoura talvez, levando consigo o copo de whisky que eu enchi para o cliente. Foi mais uma manhã daquelas, cheguei ao quarto acabada, e sem nem mesmo tirar a roupa me atirei no colchão, adormeci. Acordei pegando a minha escova e creme dental. Após tomar um banho e fazer minhas higienes, fui para a bar, lavei as louças, limpei o chão. Coloquei o lixo para o fora escutei vozes ao retornar, vindo do corredor, andei alguns passos para reconhecer a voz dele ao celular. Me olhou de cima a baixo, o que o incomodava tanto em saber que eu venderia minha virgindade? Coloquei as sacolas nas caixas, estava voltando quando me segurou pelo braço. — Me solta! — Disse ao sentir-me presa, o seu corpo prendeu o meu na parede do lugar escuro, seu rosto ficou no meu cara a cara, a sua respiração terminava onde começava a minha, senti meu coração acelerar por medo. Ergueu a mão, seu dedo desenhou acima do meu lábio superior. — Para. — pedi, quase rindo, ele me observou atento, até que enfiou um dedo em minha boca. O olhei a minha frente. — Porque faz isso? Não faço seu tipo. — Seus olhos vagaram pelos meus lábios, até que abaixou na minha frente mordeu meu lábio inferior, apertou entre dentes, mas não para doer, excitava devagar, aquecia o corpo, senti meu sexo aquecer com seu gesto. O empurrei, a sua mão segurou com força a minha cintura os seus dedos cravaram fortemente, quando a sua língua áspera penetrou na minha boca quente, grande, a sua boca estando sobre a minha tomando toda, engolindo, o seu cheiro era bom, mesmo misturado a tabaco, deixei entrar, abrindo passagem para ele, que passeou com a língua na minha boca, erguendo a minha cabeça devorou a minha boca me fazendo sentir estranha por dentro, chupou a minha língua sem pudor algum. Desejei ar, procurei algo que me trouxesse de volta a vida, me trouxesse de volta a realidade, ofeguei em sua boca. Enquanto a sua língua roçou na minha, senti-me mole nos seus braços, a sua mão apertou a minha cintura com mais força, querendo que eu lhe desse algum sinal em resposta, ainda me sentia em transe com tudo aquilo que ele fazia, movi a minha llínguaentamente sobre a sua, a minha inteiramente dominada, ele me agarrava com mais força para si, sua maneira intensa e forte de me segurar tornava se um gesto de carinho na minha pele, estava arrepiada as pernas bambas naquele momento me senti fraca, fechei os olhos sentindo os seus movimentos se intensificarem a explorar mais e mais, até que escutamos a porta bater, estava inebriada por seus movimentos na minha boca. Voltei a mim quando parou rápido, olhou para a porta, não havia ninguém ali, tirou a arma da cintura, afastou-se, indo embora, voltei para dentro, o seu beijo fez-me tremer as pernas. — Vá para dentro! — Não era um grito, disse num tom baixo. Terminei a limpeza do lugar, quando estava prestes a descer, Gabrielle e ele apareceram conversando. Não sei para onde o seu amigo foi, mas ele veio na minha direção, senti que de certa forma queria terminar o que havia começado, minha cabeça zumbia por aquele momento, ele sendo um mafioso, eu não sendo uma mulher que jamais lhe daria prazer, jamais me entregaria a ele. Pensei rapidamente a medida que seus passos o aproximaram de mim, cabendo a mim fugi desci rapidamente para o quarto, a minha cabeça estava confusa, eu não ia ceder a meu carcereiro, a minha primeira vez. Isso jamais! Cheguei ao quarto ofegante! Não tinha com quem falar sobre o que eu sentia, era apenas uma adolescente romantizando um sequestro. Era a primeira vez que eu tanto precisava da minha mãe e não a tinha. Fiquei a andar de um lado para o outro tentando eu mesma entender-me. Prometi-me que jamais cederia a aquele mafioso novamente. Após um tempo retornei ao bar, voltei a fazer as minhas tarefas quando Alice chegou a rir, alegre. — Viu passarinho verde? — Negou a meu lado. — Não, não o vi, mais vi algo melhor, todos estão a falar de você no bar, do seu jeito. Tem recebido boas gorjetas. — Afirmei a seu lado. — Um pouco, mas nada é comparado ao que eu lhes devo. — Lamentou a meu lado. — As meninas fazem muito dinheiro com o trabalho s****l, deveria tentar, no inicio não vai gostar, eles são rudes e exigentes, mas depois, irá pedir por mais. Sua palavras me faziam sentir vontade de vomitar, neguei rapidamente, ela apenas me encarou erguendo a sobrancelha, não sei qual ligação dela com eles ainda, mas descobrirei, certamente algum deles mandou me aconselhar, por que ela não faz o mesmo já que pensa assim? Lhe olhei, voltei a fazer meu serviços, limpei todas as garrafas. Quando ambos chegaram a conversar mais uma vez. Ele olhou-me de uma maneira grosseira sabendo que eu havia fugido a pouco tempo, com certeza não gostou, não estava ali para tornar a diversão de um mafioso, e sim, pagar uma dívida, mas ao pensar no que faria após sair daquele lugar, olhei perdida para os copos, a minha frente, não tenho uma tia, um parente, ninguém para me abrigar. Para onde irei quando tudo isso acabar? Quem vai me dá um emprego com casa e comida incluso? Quem? É difícil conseguir empregos na cidade, mesmo sendo uma jovem garota italiana, imagine sendo uma jovem garota que esteve num bar com mafiosos, todos temem, mas quem se envolve é m*l visto na sociedade, de certa forma é uma maneira de deixar as pessoas a margem da sociedade, suspirei ao ver que sou sozinha, quis chorar de ódio, de raiva, mas decidir não me importa com isso também, a minha vida já estava ferrada demais para viver me prendendo a estes detalhes. Lavei os copos, pendurei cada um no seu lugar, até eles têm lugar, tudo tem um lugar no mundo, quanto a mim? Pensei enquanto lavava e pendurava cada item na pia, eles conversavam sobre drogas e bebidas, táticas para trazer um homem para que negociasse com eles, Gabriele dizia-lhe para esperar, enquanto ele exigia que fosse rápido, precisa de dinheiro, parece ser o mais ambicioso da turma, infelizmente todos eles o obedecem, me prometi que jamais o obedecerei de tal maneira. Terminei de lavar as loucas joguei detergente no balcão, ao molhar a manga do seu terno, me olhou com olhar de quem queria me matar, apenas lamentei. — Desculpe não vi. — Suspirou forte, Gabriele me olhou com uma expressão de que me entendia bem. — Eu vou acabar matando esta garota, eu já avisei dê um jeito nela! — Rosnou, fazendo Alice e Gabrielle me olharem.— Aí desculpa eu não fiz de propósito, mas tem várias mesas neste lugar, não sentou em uma porque não quis, como iremos receber bem os clientes com o balcão sujo. Levantou para vim em minha direção, quando Gabriele lhe segurou. — Matteo, Matteo não vale a pena, deixe-lhe fazer o seu trabalho, ela é exigente com limpeza, isso é bom, se fosse ao contrário que seria r**m. — Sorri largo ao escutar a sua defesa, arqueei a sobrancelha observando o homem a seu lado irado. — Se fosse preguiçosa, mostraria o que acontece com este tipo, é o que ela deveria já estar a fazer Gabrielle, sabe que sempre que não cumpre as minhas ordens quebra a cara, não vai ser diferente com esta garota. — Você sabe que eu não dou conta do bar e da contabilidade sozinha Matteo, as meninas quando vem acabam estragando algo, pelos dias que Anita esta aqui, nada foi quebrado, e que não quebre garota, estou conseguindo colocar o caixa em dia, as vezes vem clientes até mesmo durante o dia e ela serve bem, estamos ganhando com o seu trabalho no bar. — Alice complementou, estranhei que me defendesse, ele saiu do balcão me deixando limpar sem contestar.
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