Grávida!

1825 Words
[...] Júlia estava decidida a dar um ponto final naquilo tudo e provar para Marcos que ela e Arthur haviam sidos dopados. Ela não iria perdoá-lo por ele não ter acreditado nela e principalmente por ter lhe agredido. Marcos foi o primeiro namorado de Júlia, ela confiava nele a sua própria vida, ele também jurava que confiava nela, que o amor deles superaria qualquer crise. No entanto, no primeiro m*l entendido, ele não acreditou nela e agiu feito um louco e insano, fazendo aquilo que ela mais repudiava em um homem, o comportamento agressivo. No momento que Arthur lhe disse o resultado dos exames, ela sentiu uma paz enorme invadir o seu coração, ela finalmente poderia provar que tudo que aconteceu na noite do seu aniversário, foi pelo efeito da droga que ambos tinham ingerido. No entanto, ela também sabia que o relacionamento deles dois não tinha mais volta, ela não perdoaria o que Marcos fez, mas não finalizaria o romance deles como alguém que traiu o noivo. Júlia era o tipo de pessoa que perdoaria qualquer coisa, menos uma agressão e uma traição. A jovem encarou a porta de madeira maciça com a chave em suas mãos. Estava com medo da reação de Marcos, mas precisava entrar ali e mostrar para ele que não o traiu, que foi vítima de uma armadilha e que ele havia sido injusto com ela, fazendo-lhe m*l e a decepcionando da pior forma. A mesma colocou a chave na fechadura, em seguida, girando-a. Ela agradeceu por ele não ter trocado a fechadura. No entanto, preferia não ter a chave dali e não ter entrado naquele lugar. Ali era o lugar que iriam viver quando casassem, o apartamento já estava todo decorado e tinha fotos deles espalhadas por toda casa, as quais naquele momento estavam jogadas pelo chão, todos os porta retratos e fotos quebrados e rasgadas por Marcos. Ela não conseguiu segurar suas lágrimas e começou a chorar. Ela amava Marcos e estava sofrendo feito uma miserável com toda aquela situação. Ela sabia que ele estava em casa, suas chaves, celular e carteira estavam sobre o aparador que ficava ao lado da porta de entrada. Júlia caminhou até a cozinha e sentiu o seu coração apertar, toda a louça que havia escolhido, havia sido reduzida a cacos. Todos os seus sonhos foram destruídos. — O que você veio fazer aqui? — Marcos perguntou, chamando a atenção de Júlia, que caminhava pelo quarto. Aquele quarto, onde já tinham se amado várias e várias vezes tinha tantas memórias felizes e prazerosas, e era ali que faziam planos para uma vida. — O que você fez com tudo que era meu? — Perguntou chorosa. — Lixo! Tudo que pertencia a você ou foi reduzido a cacos ou estão tudo no lixo. Mas eu te fiz uma pergunta primeiro, o que veio fazer aqui? — Passou por ela usando apenas uma toalha em sua cintura e ele sabia o quanto ela amava vê-lo daquela forma. — Vim te entregar isso. — jogou o envelope sobre a cama. — Isso prova que eu não dormi com o Arthur porque queria te trair, nós fomos drogados. — Respondeu. — E você acha que vou acreditar nisso e voltar para você? Esquece. — Ele foi grosso e a tratou com frieza. — Não, eu não espero que acredite, você nunca vai acreditar em mim, e eu não vim te pedir e nem tenho esperanças de que fiquemos juntos de novo, pois mesmo que você me pedisse perdão de joelhos eu não voltaria para você. — Ele a fitou com raiva. — Eu te amo, amo você loucamente, mas não é o amor que eu sinto que me fará esquecer as grosserias e palavras sujas que você disse comigo, além de que eu não voltaria para você depois da bofetada que me deu, eu não perdoo uma agressão e você mais do que ninguém sabe muito bem qual é a minha opinião sobre isso. — Falou, fazendo-o encará-la. — Eu jamais pedirei para que volte comigo, você foi usada por outro homem enquanto estava comigo, isso é nojento, você é uma suja e não pagarei o papel de i****a. Fui traído por você, a mulher que eu mais amava e pelo homem que eu sempre considerei o meu melhor amigo. Vocês até podem ter sido drogados, mas isso não muda o fato que vocês transaram e tiveram um momento íntimo juntos. — Júlia negou. — Você não sabe o tamanho da injustiça que está cometendo. Espero que um dia você entenda tudo e quando se arrepender do que fez, será tarde demais. Eu só vim aqui para provar que eu não te traí, que estava sob efeito de drogas. Adeus, Marcos! — Tirou o anel de noivado de seu dedo e jogou junto ao envelope na cama. — Não volte mais aqui, eu irei trocar a fechadura da porta. — Disse. — Não precisa trocar, eu não vou levar as chaves que eram minhas, você pode dá-las para a próxima mulher que conquistar. — Assim como o anel, ela jogou as chaves na cama. Deu-lhe as costas e saiu do quarto e do apartamento, deixando para trás o homem que amava e toda uma vida naquele apartamento. Ali se encerrava um ciclo de sua vida e outro se iniciava, o qual daria o seu melhor e faria tudo diferente do que fez quando estava com Marcos. Os dias se passaram como todos os outros, e os três envolvidos naquela história estavam se esforçando para conseguir seguir suas vidas normalmente. Marcos seguia sua rotina no hospital normalmente, e como um neurocirurgião famoso em sua área, ele era sempre requisitado. Arthur começou uma nova fase no escritório de advocacia de sua família, respeitando todos os horários de serviço, tendo sucesso em todos os casos que lhe eram direcionados. Sua vida de balada tinha chegado ao fim, e há mais de um mês que ele tinha trocado as noites agitadas do Rio, por maratonas de filmes de animação com sua irmã Alice. Enquanto isso, Júlia também seguia com seus projetos na confeitaria e os negócios só melhoravam cada dia mais. A mesma que havia sido expulsa de casa, cortou as mordomias de sua madrasta e meia irmã, assim impedindo que as duas buscassem o dinheiro da confeitaria e todos os cafés da manhã e lanches grátis que faziam. Giovanna já tinha se aproximado de Marcos e já começavam a sair para jantar juntos ou até mesmo na casa dos pais dele, que a adoravam. A garota era ambiciosa e altruísta, estava prestes a conseguir aquilo que sempre desejou: Marcos. Que era um t**o e não enxergava quem ela era realmente. — Eu já falei para você tirar uma folga, você está trabalhando todos os dias da semana sem parar, o seu corpo não vai aguentar, Júlia. — Priscila reclamou, vendo a amiga se sentir m*l, aquela já era a quarta vez naquela semana, e ainda era terça-feira. — Eu não posso, a confeitaria está no melhor momento dela, temos bastante clientes e a cada dia, ela fica mais cheia. Estou pensando em contratar mais dois funcionários, só nós três não vamos dar conta. Por falar nisso, onde está o Diego? — Perguntou. — Ele foi na farmácia para mim. — Respondeu. — Se você pediu para comprar remédio para mim, saiba que jogou seu dinheiro fora, eu não vou tomar nada sem ser indicado por um médico. — Júlia retrucou. — É algo para você sim, mas não é medicamento. — nesse momento Diego entrou em sua casa, onde as duas mulheres estavam. — Aqui está, trouxe 4, de diferentes marcas e de 4 farmácias distintas. — Informou. — Você sabe que não precisava disso tudo, amor. Só um era suficiente. — Priscila respondeu. — Do que vocês estão falando? — Perguntou a jovem sem entender nada. — Testes de gravidez! — Priscila respondeu. — Pega, vai para o banheiro e faz todos os testes. — Júlia a encarou sem entender nada. — Eu não vou fazer nenhum teste de gravidez, Priscilla, eu não estou grávida. — Disse, cruzando os braços. — Você está com todos os sintomas de gravidez, Ju. Está enjoada, sonolenta, notei que está comendo mais que o de costume, você enjoou o desinfetante que usamos sempre, está sempre com vontade de urinar e semana passada reclamou de cólicas e menstruação atrasada, e aí você já menstruou? — Perguntou. — Não, mas isso não significa que estou grávida, atrasos acontecem, isso é normal. — Resmungou. — Você não vai morrer se fizer xixi nesses testes, não vai doer e você tira essa dúvida. — Disse. — Eu não estou com dúvida e não estou grávida, Priscila. Diego fala pra sua mulher que ela está louca. — Ele negou. — Eu também acho que está grávida, anda vai lá fazer logo esse teste, estou mais ansioso que a Priscila e como ela disse: não vai doer. — Júlia bufou irritada. — Tudo bem, eu vou fazer, mas vocês vão ver que estão muito enganados e que não estou grávida. — pegou a sacola com os testes e seguiu para o banheiro. — É claro que ela está grávida, nem precisava fazer esses testes. Mas estou preocupada com a minha amiga. Ela e o Marcos não estão juntos e não tem volta para os dois, agora com a chegada desse bebê, o que vai ser da Júlia? — Falou preocupada. — Bom, ela ainda tem nós dois, não vamos abandoná-la neste momento e vamos aguardar, talvez ela não esteja grávida. — Diego tentou tranquilizar sua esposa. Cinco minutos depois, Júlia saiu do banheiro com uma cara de pânico e com seus olhos cheios de lágrimas, o que confirmou as suspeitas de Priscila. — Todos positivos, estou grávida. — Priscila correu até a amiga e a abraçou forte. — Calma, não fique nervosa, nós estamos com você e vamos ajudá-la no que for preciso. — Disse. — Esse não é o problema, Pri! Olha o tempo da gestação. — Mostrou o teste à amiga. — Seis semanas, Priscila, você sabe o que isso significa? — A mulher ficou pensativa. — Meu Deus, esse é o mesmo tempo que você terminou com o Marcos por causa da noite que passou com o Arthur, então isso significa que… — Significa que o pai dessa criança pode ser o Marcos ou o Arthur. — Júlia finalizou, encarando a amiga com medo. De tudo que Júlia pensou que poderia acontecer com ela, aquela gravidez nunca se passou por sua cabeça, principalmente pelo fato dela sempre se cuidar. Apesar de sempre falarem em filhos, Marcos sempre deixou claro que não os queria tão cedo e mesmo que ele sonhasse em ser pai, a situação em que eles se encontravam era totalmente diferente, e mesmo que aquele filho fosse de seu ex-noivo, ela não voltaria para ele mesmo que ele implorasse a ela pelo seu perdão.
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