142- ESCORPIÃO

1064 Words

CAPÍTULO 142 ESCORPIÃO NARRANDO O sol já começava a rasgar o céu quando a fumaça ainda cobria tudo. O cheiro de pólvora, sangue e terra queimada tomava o ar — era o rastro da guerra. A gente andava devagar pelo beco, o fuzil ainda no peito, o ouvido ligado em qualquer estalo. — Junta tudo, porrä! — gritei, a voz rouca de tanto dar ordem. — Ninguém fica pra trás! Os vapores tavam varrendo o chão, recolhendo as armas dos caras do William, catando pente, carregador, fuzil, o que fosse útil. Os corpos deles tavam espalhados pela viela, alguns jogados no barranco, outros caídos na escada, com o sangue escorrendo. — Patrão, aqui tem mais dois! — o Juninho gritou, apontando pra trás de um muro. Fui até lá. Dois dos que ainda respiravam, fracos. Olhei pro Júlio, que tava com o olhar firme, s

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