CAPÍTULO 141 ESCORPIÃO NARRANDO Desci o morro voado, o coração batendo no mesmo ritmo dos tiros que já ecoavam lá de cima. O vento batendo na cara, o motor da moto gritando e o cheiro de pólvora já se espalhando no ar. Júlio vinha logo atrás, na moto dele, a cara fechada, o olhar atento pra qualquer movimento. Quando cheguei na boca, o clima já era outro. Os vapores tavam tudo acelerado, correndo de um lado pro outro, pegando fuzil, pente, granada. A fumaça subia devagar, o som dos fogos ainda avisando que o bagulho ia engrossar. — Pega as armas e vamo organizar essa porrä direito! — gritei, descendo da moto. Júlio já chegou chutando uma caixa, abrindo o compartimento e jogando arma pra todo lado. — Bora, rapaziada! Se arma logo, caralhø! — ele berrava. Os moleques vinham no desespe

