CAPÍTULO 93 ESCORPIÃO NARRANDO Saí do bar com ela nos braços, o som do pagode ficando pra trás, se misturando ao barulho distante do morro. A Bibi tava mole, rindo e resmungando ao mesmo tempo, o cheiro de cerveja misturado com o perfume dela me deixando tonto. Cada passo parecia pesado, não pelo corpo dela — mas pelo peso do que a gente carregava junto. — Me solta, Escorpião… eu consigo andar sozinha… — ela murmurou, arrastando as palavras. — Consegue nada — falei baixo, ajeitando ela nos meus braços. — Tu m*l tá enxergando reto, mulher. Ela riu fraco, encostando o rosto no meu peito. — Tu sempre mandando em mim… até quando eu não quero. — Eu não tô mandando, Bibi — respondi, subindo o beco devagar. — Tô cuidando. Kelly e Júlio vieram logo atrás, ela trazendo a bolsa da Bibi, ele

