CAPÍTULO 138 Kelly narrando Eu tava no controle, e isso me deixava doida. Sentir ele todo dentro de mim, aquele preenchimento que ia até a alma, era a minha vitória. A gente tinha saído daquele baile com a adrenalina lá em cima, o ciúme ainda latejando nas minhas veias, e agora eu extravasava tudo em cada rebolada. O rosto dele estava enterrado no meu pescoço, a respiração quente e ofegante contra a minha pele. Cada gemido baixo que saía da garganta dele era um troféu. Eu sabia o poder que tinha sobre o Júlio, e a melhor parte era que ele se entregava de boa. — Gosta, né? — sussurrei no ouvido dele, a voz saindo mais rouca e provocante do que eu esperava. — Gosta de me sentir assim, toda sua. A resposta dele foi um gemido e as mãos apertando com mais força meu quadril, os dedos quase

