CAPÍTULO 137 JÚLIO NARRANDO Eu ainda tava rindo por dentro da cena que a Kelly fez. A mulher que encostou em mim sumiu do mapa, e a Kelly ficou ali, toda brava, linda, e com aquele olhar que parecia capaz de botar fogo no baile inteiro. Mas, no fundo, eu curtia ver ela daquele jeito. Ciumenta, intensa, cheia de atitude. Era o tipo de mulher que não passava despercebida — nem se quisesse. Depois do beijo, ela se acalmou um pouco, e eu aproveitei pra puxar ela de volta pra pista. O DJ soltou outro batidão, a galera vibrou, e eu só pensava no quanto era bom ter ela ali, grudada em mim. — Tá rindo de quê, Júlio? — ela perguntou, desconfiada, me olhando de lado. — De tu, mulher. — falei, passando o braço pela cintura dela. — Brava, ciumenta e ainda quer ter razão. — E eu tenho! — retru

