CAPÍTULO 135 BIBI NARRANDO A gente saiu do baile de mãos dadas, o som ainda ecoando lá de dentro, o ar da madrugada batendo quente no rosto. O Escorpião abriu a porta do carro e me olhou daquele jeito dele — firme, decidido, com o olhar que falava tudo sem precisar de palavra nenhuma. Entrei, e antes mesmo dele dar partida, ele já me puxou pela nuca e me beijou. Um beijo pesado, cheio de vontade acumulada, daqueles que não dá pra disfarçar. — Tu não tem noção do que me faz sentir, Bibi… — ele murmurou, com a voz rouca, o olhar grudado no meu. — Tenho sim — falei, sorrindo de canto. — E adoro saber. Ele riu baixo, passou a mão pela minha perna e ligou o carro. O som do motor misturado com o silêncio da rua deixava o clima ainda mais tenso. Eu olhava pra ele dirigindo, uma mão no vol

