Capítulo 12

1037 Words
A noite já tinha caído quando o celular de Priscila vibrou sobre a mesa. Ela olhou o nome na tela e sentiu o coração acelerar. — Oi… — a voz dele veio baixa, quase como se estivesse sorrindo do outro lado. — Não consegui tirar você da cabeça. Priscila fechou os olhos por um instante, sentindo um calor subir pelo peito. — Eu também… — respondeu, sincera. — Hoje foi difícil me concentrar em qualquer coisa. Houve um pequeno silêncio, daqueles que dizem muito mais do que palavras. — Posso te ver? — ele perguntou, direto, mas com um tom cuidadoso. Ela hesitou só por um segundo. No fundo, já sabia a resposta. — Pode. Minutos depois, Priscila já estava se arrumando às pressas, escolhendo uma roupa simples, mas que a fazia se sentir bonita. Quando saiu, encontrou Rafael encostado no carro, olhando para ela como se fosse a única pessoa no mundo. — Você tá linda… — ele disse, sem esconder a admiração. Ela sorriu, meio sem graça, mas feliz. Eles começaram a andar sem pressa, conversando sobre o dia, rindo de coisas simples, mas a tensão entre os dois era evidente. A cada olhar, a cada toque leve das mãos, o clima ficava mais intenso. Quando Rafael segurou a mão dela de verdade, entrelaçando os dedos, Priscila sentiu um arrepio percorrer o corpo inteiro. — Eu esperei muito por isso — ele confessou. Ela olhou para ele, com os olhos brilhando. — Eu também. O beijo veio naturalmente, sem pressa, mas cheio de sentimento. Não era só desejo — era vontade, saudade acumulada, curiosidade e algo mais profundo que nenhum dos dois ainda sabia explicar. Rafael aproximou Priscila devagar, como se quisesse ter certeza de que aquele momento era real. Ela não recuou. Pelo contrário, se entregou ao abraço, sentindo o coração bater no mesmo ritmo que o dele. A noite seguiu envolta em carinho, descobertas e uma conexão que crescia a cada segundo. Entre risos baixos, olhares intensos e toques cheios de significado, os dois se permitiram viver aquele momento pela primeira vez juntos — com emoção, entrega e um sentimento que prometia ir muito além daquele encontro. Mais tarde, deitados lado a lado, ainda em silêncio, Priscila virou o rosto para ele. — Acho que isso mudou tudo… — disse baixinho. Rafael sorriu, passando a mão pelo cabelo dela. — Mudou… mas pra melhor. Ela concordou, se aconchegando nele, sentindo uma paz que há muito tempo não sentia. E naquela noite, entre promessas não ditas e sentimentos que começavam a florescer, os dois perceberam que aquilo era só o começo. O beijo foi ganhando intensidade aos poucos, como se nenhum dos dois quisesse apressar aquilo que tinham esperado tanto tempo para viver. Priscila sentia as mãos de Rafael percorrerem suas costas com cuidado, mas também com uma firmeza que a fazia arrepiar. Cada toque parecia calculado, como se ele estivesse descobrindo cada detalhe dela com atenção. — Você não tem ideia do quanto eu quis isso… — ele murmurou perto do ouvido dela, fazendo sua respiração falhar por um segundo. Ela respondeu apenas se aproximando mais, envolvendo o pescoço dele com os braços. O mundo ao redor parecia desaparecer. Não havia mais rua, nem noite, nem preocupação — só os dois. Rafael a puxou para mais perto, e o corpo dela reagiu imediatamente ao dele, como se já se conhecessem há muito mais tempo. O coração de Priscila disparava, e ela não tentou esconder. — Tô nervosa… — confessou, com um sorriso tímido. Ele encostou a testa na dela. — Eu também… mas não quero parar. E ela também não queria. Os beijos passaram a explorar mais, mais profundos, mais demorados e mais ousados. Priscila sentia um calor crescente, uma mistura de desejo t***o e emoção que a deixava sem saber exatamente onde colocar as mãos, o que dizer — e ao mesmo tempo, não precisava dizer nada. Rafael deslizava as mãos com mais confiança agora e acariciava os s***s dela, sempre atento à reação dela. E cada vez que ela se aproximava mais, cada vez que respondia, ele entendia que podia continuar. Havia uma troca silenciosa acontecendo ali — de confiança, de vontade, de entrega. O tempo parecia não existir. Entre um beijo e outro, pequenos gemidos surgiam, como se os dois ainda estivessem tentando acreditar que aquilo finalmente estava acontecendo. — Você é ainda mais incrível de perto… — ele disse, olhando nos olhos dela. Priscila riu baixo, mas o olhar entregava tudo o que estava sentindo. — Você me deixa sem controle estou louco para sentir o sabor de cada parte do seu corpo… Rafael estava perdendo a cabeça e isso fazia com que ela ficasse louca de desejo também ,tudo estava a cada minuto mais intenso. Ele a envolveu novamente, e dessa vez não havia mais hesitação. Só sentimento, desejo e uma conexão que crescia a cada segundo. A noite seguiu assim — marcada por descobertas, por toques que diziam mais que palavras e por uma entrega que não era só física, mas emocional. Cada gesto carregava cuidado, cada aproximação tinha significado. E quando finalmente se deixaram apenas ficar, lado a lado, ainda próximos, ainda sentindo a presença um do outro, o silêncio que veio depois não era vazio. Era completo. Priscila apoiou a cabeça no peito dele, ouvindo o coração de Rafael ainda acelerado. — Eu não quero que isso seja só um momento… — ela disse, quase num sussurro. Ele passou a mão pelo braço dela, devagar. — Não vai ser,dês do momento que eu te conheci,algo em mim mudou,e não quero parar de sentir isso. E, naquele instante, ela acreditou. —Vou ter que ir pra casa,amanhã tenho que ir mais cedo para o trabalho,tem um novato que começa na nossa equipe,aí já viu,tenho que ficar atento. Priscila fez uma cara de decepção,levantou e puxou o lençol na tentativa de cobrir seu corpo nu e meia tonta com tudo que tinha acabado de sentir. —Mais já estou com saudades do seus beijos,do seu corpo. Rafaela puxou Priscila pela cintura e a beijou intensamente. — Tudo bem pode ir,também pretendo acorda mais cedo amanhã para trabalhar. — A gente pode jantar juntos? — Claro que sim.
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