Arizona Robbins P.O.V
Era quinta-feira agora. E eu estava presa em um engarrafamento infernal no meio da Avenida South Carolina me perguntando se aquela porcaria de dia iria melhorar em algum momento. Eu odiava ficar presa dentro do carro.
A Robbins Corp estava a apenas alguns quarteirões atrás de mim, e eu já estava pensando seriamente em pedir ao motorista para levar o carro enquanto eu continuava sozinha até em casa. Talvez, tomar um café em alguma das lanchonetes que passávamos e esperar o trânsito sair do pico para eu poder pedir um Uber até meu apartamento.
Olhando para baixo para o meu relógio, vi que já era quase 18 horas, e nós conseguimos passar por apenas 3 quadras em 20 minutos. Perfeito. Fechando os olhos eu descansei minha cabeça para trás no banco, e repassei mentalmente a reunião que eu tinha acabado de sair.
Não que algo tivesse dado errado, era completamente o oposto. Os clientes tinham ficado felizes com as nossas novas criações e todo um contrato milionário havia sido fechado entre nós, contudo, mesmo vários dólares mais rica, meu mau humor continuava tão forte aquela manhã que nada conseguiu transpassar minha expressão fechada.
Até mesmo George, que era o diretor de contratações e um dos acionistas do conselho, chegou a me questionar por pelo menos meia dúzia de vezes sobre o porquê de eu estar me comportando, nas suas palavras, como uma "adolescente emburrada". E ele me encheu tanto o saco que até a hora que os últimos contratos foram assinados, eu já estava praticamente querendo pular em cima dele. Tanto que tive de me segurar mais de um momento para não perder a compostura. Principalmente, quando ele insinuou que, talvez, eu estivesse tempo demais sem t*****r.
Idiota. Ele sequer sabia um centésimo do que eu estava passando agora para tentar chutar uma merda daquela sobre mim. Se eu pudesse, mesmo que ele fosse um dos meus poucos amigos, eu o demitiria por ser um babaca. Afinal, era fácil reduzir os problemas de toda mulher a falta de sexo, como se isso significasse algo.
Não tinha nada relacionado a falta de sexo. Tinha ver com falta de Callie Torres.
Bom, fazia dois dias. Apenas dois dias fodidos desde que minha assistente saiu do meu escritório, me deixando de calcinha molhada, e desde então eu era uma bagunça total. E com isso não se engane achando que é justamente do sexo que sinto falta, pois o fato de praticamente não tê-la visto naquele par de dias em decorrências de todo o trabalho que precisávamos pôr em ordem era justamente o que estava me deixando de péssimo humor.
Ser uma CEO era um grande saco quando eu precisava administrar reunião atrás de reunião e m*l podia parar quieta na minha própria sala. Também não ajudava eu sentir todas aquelas coisas estranhas pela minha assistente, que me faziam sentir como uma viciada em abstinência por não a ter por perto somente alguns momentos.
Arizona Robbins, onde você foi se meter?
O carro parou de novo e eu pensei que eu iria gritar de raiva. Eu não suporto desperdiçar um tempo precioso no trânsito fazendo nada. E foi ao olhar, já irritada pelo vidro fumê, para a boutique de lingerie La Perla, onde passávamos, que eu desci do carro sem avisar. E em pé na calçada esperando para atravessar, me ocorreu que eu não tinha a menor ideia do que estava fazendo. Qual era o ponto de ir para dentro? O que eu estava pensando em fazer? Eu estaria comprando algo ou apenas pensava em me torturar por ser a marca de lingerie que Calliope usava?
Mas, ao atingir as portas de vidro, eu me consolava com um pensamento, de que, na pior das hipóteses, pelo menos eu teria algumas lingeries novas para provocar a Srta. Torres na oportunidade certa. Deus, isso era tão doentio. A garota havia me laçado!
Eu pisei na loja elegante e fui imediatamente invadida por um sentimento de familiaridade. O chão era de madeira mel quente, os limites máximos repletos de longas luminárias cilíndricas, agrupadas por todo o grande salão. A fraca iluminação deixava todo o espaço com um suave brilho íntimo, iluminando as mesas e prateleiras de lingerie caras. Mas a familiaridade, para ser honesta, veio da própria lingerie e como eu as adorava em Callie.
Correndo os dedos ao longo de uma mesa perto da frente da loja, percebi que eu já tinha reunido a atenção das vendedoras. Uma alta loira, com uma maquiagem de capa de revista foi a que acabou me atendendo.
– Bem-vinda a La Perla. – Disse rindo de forma plena a vendedora. – Existe algo que eu possa ajudá-la a encontrar hoje? Talvez um presente para você mesma? – Acrescentou ela, com uma pitada de flerte em sua voz.
– Um ... Não, obrigado. – Respondi, de repente sentindo-me ridícula por estar aqui. – Eu não decidi ainda o que comprar, então vou apenas olhar por enquanto. –Olhei para longe rapidamente, mas não antes de observar a forma como seus olhos me avaliaram de cima até em baixo.
– Bem, se você mudar de ideia me avise. – Disse ela com uma piscadela, antes de virar e fazer o caminho de volta para o balcão de vendas. Eu assisti enquanto ela caminhava de volta a sua posição ficando imediatamente enojada de nem ao mesmo considerar pegar seu telefone.
Porra. O que estava acontecendo comigo? Como era possível que eu sequer conseguisse pegar o telefone de uma mulher bonita que flerta comigo? Bom, eu até sabia que a resposta podia ter muito mais a ver com o que a Srta. Torres estava fazendo com meus sentimentos, do que qualquer outra coisa, mas não era tão simples assim lidar com tudo aquilo.
Correndo minhas mãos através do meu cabelo, eu decidi que era hora de fazer um balanço da situação.
Eu precisava parar e encarar o fato de que eu estava completamente fora de controle. Uma olhada na minha posição atual era prova suficiente disso. Eu não só conseguia desejar somente ela, como até a falta do seu sorriso desafiador fazia meu peito afundar.
Ótimo, eu estava amarrada em uma garota que sequer sentia o mesmo por mim e, muito provavelmente, por total culpa minha, agora me detestava.
Bom, eu já estava prestes a virar e pensar na minha situação crítica em algum lugar que eu pudesse beber algo quando um objeto da vitrine chamou minha atenção. Andando mais rápido, prendendo um pouco o casaco no corpo, deixei meus dedos viajarem através da cinta-liga de renda preta sexy pendurada em um cabide. Me lembrei de quando estava sentada ao lado da minha perdição durante uma reunião em nosso primeiro mês trabalhando juntas. Ela cruzou as pernas e moveu apenas o caminho certo que sua saia subia, revelando a delicada tira branca ligando ela as meias. Talvez, desde dali eu soubesse que ela tinha me laçado.
– Viu tudo o que você gosta?
Virei assustada ao ouvir uma voz familiar de pé, atrás de mim. Merda. Srta. Torres estava aqui? Sim, era ela, mas estava de uma forma que eu nunca a tinha visto antes. De suéteres e jeans? Oh, aquilo era uma surpresa. Uma ótima surpresa.
Seu cabelo estava em um r**o de cavalo sexy, sem muita maquiagem e com uma armação mais redonda que eu nunca a tinha visto usar antes. Ela parecia tão fofa e jovial, que se eu não soubesse diria que falava com uma universitária de 20 anos.
– Que diabos você está fazendo aqui?
– Não é da sua conta. – Murmurei de volta.
– Achei que você já tivesse bastante das minhas calcinhas para ter que começar sua própria coleção depravada.
Ela olhou para mim, apontando para a cinta-liga que ainda estava em minhas mãos.
– Srta. Torres, eu...
Ela se aproximou falando mais baixo do que antes. Afinal, atenção era algo que não podíamos nos dar ao luxo de chamar.
– O que exatamente você fez com elas de qualquer maneira? Você tem algumas delas guardadas como lembranças de suas conquistas? Fique sabendo que eu não sou alguma espécie de troféu seu, ou a 30º assistente que você conseguiu levar pra cama. Apenas me supere.
Os braços cruzados sobre o peito a faziam ter uma expressão irritada, que só foi aliviada pelo toque lateral de seus dedos ao arrumar os óculos que escorregava um pouco por seu nariz fino. Droga, eu poderia olhar para ela por dias.
– Por que você tem quer tentar ser essa porcaria de sabe tudo o tempo todo? Se você parece um segundo para uma visão maior do que está acontecendo aqui, veria que tem tanta coisa que você não percebeu.
– Deve ser porque você acaba trazendo sempre o meu pior. – Ela respondeu com raiva. Ela estava inclinada para frente, nossos p****s quase se tocando. Olhando em volta percebi que estávamos chamando a atenção de outras pessoas na loja.
– Olhe. – Disse tentando me recompor. – Não precisamos tornar isso ainda mais desastroso do que já está.
– Tarde demais. – ela suspirou. – Só vem comigo.
Ela fervia e agarrou meu braço, me puxando para o fundo da loja. Meus olhos instantaneamente caíram para a b***a dela enquanto ela caminhava na minha frente, e eu tive de suprimir um gemido. Ela me puxou para um canto e passando por uma porta eu percebi que estávamos em um provador.
Callie, obviamente, já tinha estado aqui. A música foi sendo canalizada através de alto-falantes presos ao teto, e eu estava contente por não ter de me preocupar em manter a minha voz muito baixa quando eu chupasse seu corpo. Além do que, ouvir qualquer música que fosse beijando Callie Torres havia acabado de se tornar minha coisa favorita de se fazer a qualquer momento.
Olhando o grande espelho em frente à porta do provador, ela estava com os olhos fechados, cada músculo em seu corpo parecia estar tenso e nervoso.
– Você me seguiu até aqui? – Ela perguntou olhando para mim com raiva.
– O que? – Eu quase gritei. – Por que diabos eu faria isso?
– Então, você apenas estava passeando por uma loja de lingerie. A minha loja. Isso é só uma das coisas pervertidas que você faz no seu tempo livre, Mrs. Robbins? – Falou venenosamente com uma sobrancelha erguida.
– Deus, você é lunática. – Eu zombei dela. Mas quando eu disse as palavras, nossos corpos foram se aproximando e nossa respiração estava batida.
– Você sabe, é uma boa coisa você saber usar esses dedos, para compensar essa sua boca maldita. – Ela disparou de volta, os olhos correndo ao longo do meu corpo antes de encontrar o meu rosto.
– Ah é? – respondi me aproximando dela, apoiando-a contra a parede do vestiário. – Eu não ouvi você reclamando contra a minha boca outro dia no meu escritório, Srta. Torres. Falando nisso, eu acredito que agora é você quem me deve.
Seu peito era ofegante e eu vi os olhos dela irem para a minha boca quando ela mordeu o lábio inferior.
Lentamente, envolvendo minha camisa de seda em torno de seu punho, puxou-me para ela, e eu não conseguia segurar mais nada. Minha boca abriu quando sua língua macia entrou e encontrou a minha.
Gemendo em sua boca, passei uma mão no queixo e a outra nos seus cabelos, retirando o seu r**o de cavalo. Ondas suaves caíram em torno de minha mão e eu puxei elas com força, empurrando a cabeça para melhor acomodar minha boca. Ela gemia e eu puxei ela mais forte.
– Você gosta disso? – Minha voz tremeu em sua boca. – Você gosta quando eu te puxo assim?
– Deus, sim. – Ela gemeu sedutoramente em resposta. Naquele momento, ouvindo essas palavras, eu não me importava com mais nada, onde estávamos, quem éramos ou como nos sentíamos uma pela outra. Nunca na minha vida tinha me sentido a matéria-prima da química s****l com ninguém. Quando estávamos juntas, assim, nada mais importava, já que era como se eu fosse ultrapassada por uma luxúria animalesca e ela fosse a única coisa que poderia me domar.
Minhas mãos escorriam por seus lados e segurei a bainha do seu suéter, trazendo-o para cima e sobre sua cabeça, quebrando o nosso beijo por apenas um segundo. Meus dedos faziam círculos através de sua pele, eu mudei minhas mãos até a cintura de sua calça jeans, rapidamente abrindo e a jogando ao chão. Ela chutou suas sandálias para fora dos pés e afastando-me da sua boca, para eu me concentrar em marcar seu pescoço.
– p***a.
Olhando para cima eu pude ver seu corpo perfeito refletido de volta para mim no espelho de corpo inteiro. Ela estava vestindo uma calcinha completamente preta que cobria apenas a metade de sua b***a e um sutiã combinando, derramando seu cabelo sedoso em toda sua volta e o visual, juntamente com a sensação de seus lábios nos meus estavam fazendo meu sexo ficar mais encharcado.
Ela mordeu minha orelha aproximando as mãos indo para os botões da minha camisa. Nossas respirações foram se tornando rápidas quando nossos movimentos se tornaram mais frenéticos. Minhas próprias mãos desceram o zíper da minha saia, empurrando-os junto com a minha calcinha no chão. Puxando-a comigo, me mudei para o pequeno banco acolchoado que havia ali dentro.
A emoção explodiu em mim quando as minhas mãos se movimentavam para o fecho de seu sutiã. Seus s***s foram pressionados contra mim como se me chamassem, e eu beijei seu pescoço longo espalhando meu batom vermelho enquanto os meus dedos rapidamente desconectaram a peça e eu puxei as alças pelos seus ombros.
A puxei ligeiramente para trás para permitir que a roupa caísse, e pela primeira vez, tive a visão completa de seus s***s completamente à mostra para mim. Fodidamente perfeitos. Em minhas fantasias eu tinha feito de tudo com eles, tocado, beijado, sugado, mas nada se comparava com a realidade. Eu já era como um vulcão de tão quente quando passei a boca sobre eles.
Suas mãos correram automaticamente em meus cabelos, puxando-me mais perto, e eu levei um bico perfeito em minha boca, fazendo ela assobiar e rebolar mais forte. f**a-se, isso era muito bom. Acho que ela não era a única pessoa que gostava de coisas mais brutas.
Tantas emoções estavam correndo em minha mente. Neste momento, não havia nada neste mundo que eu queria mais do que f***r ela. Mas eu sabia que quando acabasse, eu odiaria a nós duas. Ela por me fazer uma fraca, por me atentar e me atormentar, por me trazer de joelhos, e a mim mesma por perder o controle novamente, por permitir que o meu desejo substituísse a minha racionalidade. Afinal, era intenso o que tínhamos, mas também era uma receita para o fracasso.
Deslizando minhas mãos para baixo nos seus lados, deixei meus dedos percorrerem a cintura até chegar a calcinha dela. Um arrepio passou por ela, e fechei os olhos com força quando eu puxei o material na minha mão. Dessa vez eu não a rasguei para fora, mas o movimento para tirar foi tão rápido quanto.
E agarrando seus quadris me aproximei e a levantei, trazendo-a para que ela ficasse de pernas abertas no meu colo. Senti minha mente girar quando a b****a molhada dela deliciosamente se esfregou contra minha.
O sentimento era tão intenso que eu tive que segurar seus quadris com força "p***a", eu gemia tentando ao máximo ser silenciosa como ela estava sendo, afinal ainda dava para ouvir o som de vozes em torno de nós quando as pessoas entravam e saiam dos provadores.
O pensamento de que podíamos ser pegas a qualquer momento só fez isso melhor ainda.
Suas costas arqueadas, com um gemido abafado, e sua cabeça caída para trás. Os s***s dela agora estavam expostos perto do meu rosto, e de forma quase inocente, ela mordeu o lábio, o que estava me deixando louca. Mais uma vez eu me encontrei olhando por cima do ombro, nos observando no espelho. Eu nunca tinha visto nada tão erótico em toda minha vida.
Ela puxou meu cabelo mais uma vez, puxando minha boca de volta para a dela, nossas línguas deslizavam uma contra as outras, combinando com o movimento de nossos quadris.
– p***a. Você é tão gostosa. – Sussurrei em sua boca. – Vire-se, você precisa ver uma coisa.
A girei sobre o meu colo, reprimindo um gemido quando ela passou a esfregar sua b***a contra o meu sexo, virei a cara dela para o espelho. Com ela de volta contra o meu peito, guiei minha mão por entre as pernas dela a sentindo estremecer quando sem cerimônias penetrei meus dedos nela.
– Oh Deus. – Suspirou pesadamente e sua cabeça caiu no meu ombro, e eu não tinha certeza se era da sensação dos meus dedos dentro dela ou da imagem refletida no espelho.
– Eu quero que nós olhe bem, para amanhã, quando você estiver dolorida, você lembrar nitidamente de quem fez isso com você.
– Cala boca e continua.
– Shiu, é melhor ficar calada e me beijar, ou eu acho difícil você conseguir calcinhas aqui se formos presas por atentado ao pudor.
Callie virou-se de volta para minha cintura e eu vi estrelas, literalmente, quando ela começou a rebolar e me beijar com força, ao mesmo tempo. Céus, aquela mulher era minha prisão pessoal, enquanto sua boca era a própria pena de morte. Ao menos eu morreria feliz.
Minhas mãos continuaram a percorrer cada centímetro do seu corpo e eu chovi beijos molhados e mordidas por sua clavícula. No espelho eu ver suas costas flexionarem e seus bíceps bem definidos me segurarem com a droga de uma pegada de outro mundo.
Nossos corpos estavam agora cobertos por um fino brilho de suor, deixando os cabelos de ambas um pouco grudados na testa. Ela nunca deixou meu olhar enquanto nossos quadris continuavam a girar uns contra os outros, e eu sabia que nós duas estávamos perto.
As vozes que nos rodeavam continuaram completamente inconscientes com o que estava acontecendo neste provador minúsculo. Eu sabia pela experiência passada que o nosso pequeno segredo não seria mantido por muito tempo quando ela gozasse, se eu não fizesse algo.
Assim quando seus movimentos se tornaram mais frenéticos e as mãos seguraram meu cabelo mais forte eu alcancei minha outra mão sobre a boca dela para abafar seu grito.
– Merda. – Eu sufoquei meus próprios gemidos contra seu peito. Seu corpo caiu contra mim e eu recostei contra a parede, seu corpo subindo e descendo com a força da minha respiração forte.
Eu sabia que precisava de me levantar e me vestir, mas eu não achava que minhas pernas trêmulas poderiam me levar. Qualquer esperança que eu tinha que o sexo pudesse tornar isso menos intenso, e que eu iria acabar com essa obsessão, foi rapidamente sendo esmagado.
O motivo foi lentamente começando a se infiltrar de volta à minha consciência, junto com a decepção de que eu tinha mais uma vez me deixado sucumbir a esta fraqueza.
Quando nos encaramos no espelho, eu jurava que algo se passou entre nós. Será que ela se sente da mesma maneira que eu? Isso pareceu ser um grande erro para ela. Mas o que fazer exatamente a respeito?
Assim que meus dedos estavam fora do seu corpo ela se levantou e eu me levantei rapidamente, tentando não a encarar novamente. A área do provador de repente parecia muito minúscula ao ponto de eu poder ouvir nitidamente cada respiração profunda que ela dava.
Endireitei a minha camisa a colocando por dentro da saia, e logo me abaixei para pegar a calcinha no chão, colocando-a na bolsa. Eu fui para agarrar a maçaneta da porta e parei. Virei, corri minhas mãos lentamente ao longo do tecido rendado, pendurado em um dos ganchos na parede.
Eu encontrei seus olhos e finalmente disse.
– Pegue a cinta-liga também. Vai ficar perfeita em você.
E sem olhar para trás, eu saí do vestiário tendo como única certeza que Callie Torres seria minha eterna perdição.