O Grande momento

815 Words
Nina — Princesa… eu não posso. Isso simplesmente não é possível, p***a. A voz dele sai rouca, carregada de algo que ele tenta esconder… mas eu enxergo. — Yan, para de se esconder atrás de uma promessa que nem faz mais sentido. Dou um passo à frente. Ele recua meio centímetro — quase imperceptível — mas eu sinto. — Eu prometi pra sua mãe que cuidaria de você — ele insiste. — Que ajudaria seus irmãos a te proteger. Inclino a cabeça, deixando um sorriso lento escapar. — Eu posso ser sua… e você continua me protegendo do mesmo jeito. Os olhos dele escurecem. — Sua mãe não aprovaria isso… E princesa você tem que entender que eu estou namorando com a Marcela. Aquela palavra me irrita. — Você é um covarde de merda. — Minha voz sai baixa, cortante. — Eu sei que você só está com ela pra se afastar de mim. Ele passa a mão no cabelo, frustrado. — Sabe qual é o seu problema, princesa? Você não sabe de nada! - Como vou saber né, vocês me escondem tudo! Antes que ele possa me responder, a porta se abre e Antony entra, rindo, com uma ruiva grudada nele. — Vocês dois não vão descer? A festa tá bombando! Reviro os olhos e saio dali sem olhar pra trás, o sangue fervendo nas veias. Horas depois, a casa já está mais vazia. Lorenzo foi embora. Antony aparece, despreocupado como sempre. — Irmã, vou sair com o docinho aqui! — Ele pisca para a garota. — Pedi pro Yan ficar aqui contigo. Congelo. — A namorada de vai ficar também. Meu estômago revira. — Namorada? Onde ela tá? — Acabou de chegar. Olho para frente. E lá está ela. Linda, perfeita… e insuportável. Ela se joga nos braços dele. E ele… corresponde. O selinho é rápido. Mas suficiente. Algo em mim se quebra. Eles vêm na minha direção. — Oi, amada, tudo bem? — ela diz, com um sorriso doce demais pra ser verdadeiro. — Ótima — respondo, no mesmo veneno. Antony se despede e some. E ela não perde tempo. — Yan, você não ia dormir na minha casa hoje, amor?. — Marcela… os planos mudaram. Vamos ficar aqui, não vou deixar Nina sozinha! Ela suspira, irritada. — Ah, por favor. Ela não é mais criança. O olhar dela passa por mim como se eu fosse um obstáculo. Respiro fundo. — Ela tem razão Yan, não sou criança, pode ir com sua namorada! Olho desafiando. — Aliás… nem sei se fico em casa hoje. Os olhos dele queimam. — Você não vai sair. Aproximo-me devagar. Fico na ponta dos pés e beijo a bochecha dele, lentamente. — Quer apostar? Sinto o corpo dele tensionar sob meu toque. E Marcela me fuzila com olhar. E eu sorrio e sigo para meu quarto, cansada. Quase meia-noite, tomo um banho, e escuto a voz do Yan, dou uma olhada pela janela e vejo... Eles estão discutindo. Gestos rápidos. Vozes baixas. Tensão. Minutos depois, ela vai embora. E ele fica. Sozinho. Cinco minutos depois, uma batida leve na minha porta. — Nina… vou ficar no quarto de hóspedes. Se precisar… me chama princesa. Princesa. Sempre essa palavra. Sorrio sozinha. — Tá bom! Respondo com uma ideia em mente. Sem pressa. Seco o cabelo, deixo cair solto pelas costas. Perfume. Renda vermelha. E sinta liga Com coragem caminho até o quarto de hóspedes com o coração disparado… mas com um objeto. A porta está destrancada. Entro. Acendo a luz. Ele acorda na hora. E então… me vê. O olhar dele muda. Instantaneamente. Pesado. Quente. Faminto. — Merda, princesa… Dou alguns passos, devagar, sentindo o olhar dele percorrer cada centímetro meu. Paro bem na frente dele. Ele levanta rápido demais. Fica tão perto que sinto o calor do corpo dele contra o meu. O silêncio entre nós é elétrico. O olhar dele desce pelo meu corpo… sobe… para na minha boca. E então ele me puxa. O beijo vem intenso, urgente, cheio de tudo que ficou guardado por anos. Estou mole e gemendo em sua boca. Minhas mãos sobem pelo peito dele, sentindo cada músculo tenso sob a pele quente. Ele corta o beijo, encosta a testa na minha, respirando pesado. — Princesa… — a voz falha..... Ele me dá vários avisos e pergunta várias vezes se é isso que quero? Se confio nele para isso. Na verdade estou tão envolvida nas sensações, no corpo dele se esfregando no meu que nem memorizo essa conversa Apenas uma parte, a que ele me diz que só acontecerá essa noite. E pede para eu prometer que entendo. Eu digo que entendo, mas a minha esperança é que ele que entenda que não temos como fugir do fogo que sentimos,do sentimento e da conexão. Eu já decidi vou entregar meu corpo a ele, na esperança que ele me entregue seu coração.
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