Marília Narrando Clarinha nasceu com apenas seis meses. Tão pequena, tão frágil... Os médicos me disseram que ela ficaria pelo menos um mês na UTI neonatal até ganhar peso suficiente. Foi um mês exaustivo, indo ao hospital diariamente, entregando meu leite, fazendo o método canguru. Todas as noites, quando voltava para casa, era como se eu estivesse em um vazio. Dentro de casa, o caos me consumia. Não sabia lidar com a fragilidade de Clarinha, com minha própria fraqueza, ou com Ludmila, minha filha mais velha, que deveria ser meu alicerce. Ela sempre foi minha menina, forte e destemida, alguém que eu criei com as mãos calejadas de quem só teve a si mesma para se apoiar. No entanto, ela foi quem mais me apunhalou pelas costas. Depois que eu descobri tudo apareceu muitas respostas para as

