Luiz Narrando Ouvir Ludmila falar a meu respeito fez com que eu apressasse os passos. Estranho o caminhão parado na portao. Bati a mão na porta e entrei em casa. Ver ela com aquelas malas no meio da sala me fez dar uma gargalhada. Nunca pensei que chegaria o dia em que ela realmente conseguiria. Durante todo esse tempo, Marília parecia quebrada demais, presa demais às amarras que eu mesmo ajudei a construir. Mas ali estava ela, na minha frente, com aquele olhar de quem havia vencido. – Cadê todos os móveis da casa? – A gargalhada que eu segurei para não dar na cara da Ludmila, eu não consegui segurar agora, eu comecei a rir da cara dele. Marília — Consegui, Luiz. Meu emprego. Meu lugar. E a Clarinha vai comigo. – Ela fala toda orgulhosa. – Você não tinha esse direito. – Dei uma garga

