Touro Narrando Quando coloquei Clarinha na cama, fiquei ali por alguns minutos, observando-a dormir. A respiração tranquila, os traços delicados... Era difícil acreditar que alguém poderia querer machucá-la. Ela era só uma criança, inocente, vulnerável. Saí do quarto e encontrei Marília ainda sentada no sofá, as mãos entrelaçadas, os ombros caídos. Ela parecia tão pequena, tão frágil, mas eu sabia que dentro dela havia uma força que poucas pessoas tinham. — Marília. — Chamei, me sentando ao lado dela. Ela levantou a cabeça, com os olhos ainda vermelhos. — A gente precisa resolver isso. — Disse, direto. — Não tem como deixar essa história do jeito que tá. Luiz precisa pagar pelo que fez, pelo que tentou fazer. Ela balançou a cabeça me olhando, e as lágrimas voltando a escorrer. Maríl

