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Tentação Perigosa

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intro-logo
Blurb

Gabriella Oliveira sempre foi uma filha que todos os pais teriam orgulho, pôde não ter tido as melhores condições mas sempre foi bastante dedicada e empenhada naquilo que queria. Apesar da vida simples e dos problemas familiares ela tinha um belo futuro pela frente, futuro esse que ela não souve valorizar quando em um noite, ela mudou a rota da sua vida ao se envolver com quem ela se quer deveria conversar.

Dali em diante, todos os seus planos, promessas e juramentos feitos aos seus pais foram descumpridos quando ela decidiu viver um romance proibido, sem saber que isso poderia mudar a sua vida para sempre, uma atitude impensada e tudo poderia ser perdido.

Hoje, aos vinte e dois anos Gabriella sobrevive com o peso da suas escolhas, carregando consigo o fruto da sua paixão de verão nós braços e a consequência do desgosto que causou a sua família. Com o passar dos anos, às juras de amores que foram prometida à ela se tornaram meras palavras, o que era pra ser um sonho de tornou um pesadelo e todos os dias ela chora pedindo pra poder ter a sua vida de volta.

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Capítulo 1
Gabriella Narrando/ Quarta-Feira ~Nada dura para sempre, nem as dores, nem as alegrias. Tudo na vida é aprendizado. Tudo na vida se supera~ (...) —Miranda, filha come logo. — Peço a olhando comer enquanto lavava o resto de louça do Jantar. — Eu to comendo mãe. —Ela diz com os olhos presos na televisão. Seco as mãos no pano de prato e vou ate a sala desligando a televisão, Me abaixo na frente do Sofá para poder ficar na sua altura. —Já são quase 12:50, Miranda, A pirua jajá chega. — Pego o prato de comida da sua mão enchendo a Colher com a Sopa. — Abre a boca. — Ela abre e eu levo a sopa até sua Boca, Faço esse mesmo procedimento ate ela terminar. — Eu espero a pirua com ela Gabi. — Caleb murmura descendo às escada — Cuidado viu. —Ela pega a mochila de Miranda — Vem cá —Eu tiro a mesma do sofá. — Tchau. — Beijo sua testa e arrumo sua roupa, Ela sai com Caleb e eu subo pra tomar um banho. Eu estava um caco. Tomo meu banho, E saio vestida apenas com peças íntimas. Opto por vestir uma Calça de Malha Preta junto de uma Blusa de Mangas Longas, Dou aquela Secada no cabelo e dispenso qualquer tipo de Maquiagem, Iria passar o dia em Casa mesmo não há porque me arrumar. Volto a lavar minha louça, Até porque bagunça nessa casa é o que não falta, Por mais que eu arrumo,Sempre tá bagunçada. — Um banho de chuva, O abraço que não terminou faltou pouco eu lembro.. — Cantarolo a música que tocava no rádio, já que lavar louça sem música pra mim não dá certo. Meus pensamentos voa até Lorenzo, Se eu soubesse que ia ser esse Inferno quando nos conhecemos eu teria dado um basta, Não teria largado minha vida lá no Rio, As noitadas com as meninas, Os Pagodes na Lapa, Fundição do Progresso, Cacique..nada disso. A i****a foi eu, Claro, Se eu tivesse ouvido a minha mãe não estaria nessa. Meus pensamentos são Interrompidos com ele entrando na cozinha, E o cheiro de perfume bararo que irradia seu Corpo nem me deixava mais p**a, Todo aquele amor? Acabou como uma simples paixão. — Tá cheirosa.. — Diz, me agarrado por trás. — Me larga, Lorenzo. — Eu o empurro com o antebraço, Com a mão livre desligo a torneira e caminho pra longe dele para poder secar as mãos. — Qual foi Gabriella.. — Eu olho pra sua cara de cínico, Ele mascava um Chiclete tentando esconder o cheiro de ressaca que nele Impregnava. — Qual foi,Gabriella? — repito de maneira debochada — Você vira a noite fora e depois quer chegar com razão? Ele respira fundo passando a mão no rosto em um gesto impaciente antes de se aproxima de mim — Eu tava resolvendo meus bagulho, Vem cá. — Ele tenta, mais uma vez, me puxar contra ele. — Sai fora. — Empurro ele — Tá escrito i****a aqui na minha cara Lorenzo? Você não tava “Resolvendo seus bagulhos” e mesmo se tivesse estaria com alguma p*****a por lá. — Para de ser Paranóica, Gabriella. — Paranóica? Não é ser paranóia não cara, eu tô cansada das tuas patifarias! Eu não fiz a Miranda sozinha pra cuidar dela só, quando você vai assumir o seu papel de pai? — explodi com ele, berrando o que estava preso aqui na garganta pra falar a dias. — Eu não faço o meu papel de pai, Gabriella? — Chia indignado — Quem coloca comida nessa casa? Quem dá de tudo pra essas crianças? — Assume uma postura rígida e perspicaz — Dinheiro até eu dou Lorenzo, faz três dias que você não aparece em casa, três dias. Sua filha pergunta de você e eu fico sem saber o que falar, eu vou falar o que afinal? “Ah, o seu pai preferiu as putas da rua do que a própria família?”— não consigo segurar minhas lágrimas, Já estava cansada dessa vida — Não dá mais, Eu quero ir embora. — Suplico — Me deixa ir eu não te aguento mais.— Peço derrotada. — Tu não vai embora, Por que insiste nisso? — Ele vocifera nervoso, Se aproximando de mim, Eu me afasto com medo, As ferida da última surra que ele me deu ainda não cicatrizaram. — SEU LUGAR É AQUI COMIGO, VOCÊ QUERENDO OU NÃO. — Eu tento correr pra a sala mas no meio do caminho sinto ele puxa meus cabelos com força me impedindo — Você vai ficar quietinha aqui nessa casa, Gabriella. — Ele diz próximo do meu ouvido, Engulo as lágrimas que queriam descer novamente — Me ouviu? — puxa meu cabelo com mais força. —Eu quero ver o dia que eu conseguir fugir daqui Lorenzo, aí sim você vai aprender a dar valor a Família que sempre te quis bem. —Ele me empurra contra a parede, Seus olhos ferviam de raiva, Ele me acerta um tapa forte no rosto me fazendo virar o rosto com tudo, Reprimo os lábio com o impacto. — Olha pra mim. — Ele segura meu maxilar com força, Os olhos pegando fogo. — Se tu inventar de fugir, Eu vou atrás e vai ser bem pior pra você. — Gabi? — Nós dois olhamos para a porta da cozinha, Assim que Caleb me ver ele corre até mim empurrando Lorenzo que se afasta olhando pra ele. —Que p***a é essa? — Ele me olha atordoado. — Vai pra sala, Caleb — Peço, não queria que ele presenciasse isso. — Não, Eu não vou te deixar com esse cara. — Ele diz preocupado, Arrisco olhar na direção do Lorenzo que naquele momento respirava com dificuldade enquanto tinha as mãos apoiada no balcão de madeira — O que aconteceu? Por que ele te bateu? — Indaga. —Vai pra a sala. — Peço com firmeza, Ele n**a com os olhos cheios de preocupação —Vai. — Mando novamente, limpando as lágrimas que desce pela sua Face. — Não, eu não vou ele vai te bater e se ele fizer isso eu.. — Consigo ver a Confusão no seus olhos acompanhado da Raiva. —Eu não vou bater nela. — Ouço ele vociferar —Vai pra a sala. — Ordena ao se virar. — Não! —Ele peita Lorenzo, meus olhos se arregalam — Desgraçado, se você encosta a mão nela de novo.. — Vai fazer o que seu merda? — Lorezndo dá um passo até ele, Eu entro no meio temendo pelo pior. — Por favor para. — Suplico olhando pra ele, que enquadrilha o meu rosto e a maneira como eu pressionava a mão em seu peito. Ele n**a com a cabeça antes de deixar a cozinha atordoado. — Vai ficar tudo bem, meu amor. — Eu o abraço forte, Vai ficar tudo bem. Eu vou conseguir sair desse Inferno, Eu vou. (...) 20:03 Eu não consigo ver a mulher de antes, Me olhando do espelho eu só vejo uma Sombra de mim completamente apagada, por dentro e por fora. Por fora, eu carrego as marca que Lorenzo fez em mim, e que ficaria para sempre guardadas tanto em minha memória como em forma de cicatriz. Eu me pergunto como eu conseguir amar um homem desse na minha vida. Mas claro que no começo tudo era flores, Sempre é. Eu fecho o roupão assim que ouço a porta do quarto bater com força, ele entra no banheiro onde eu estava e eu continuou encostada na pia de cabeça baixa. Ele veio se desculpar, Eu teria que fingir que aceito suas desculpas e rezar pra ele não querer me levar pra a cama. Eu perdi o prazer em t*****r com ele a muito tempo. — Eu.. —Ele começa sem palavras. Falso. — Eu te desculpo. — Murmuro da boca pra fora. — Não tu não me desculpa eu não sou i****a, Gabriella. — Ele começa a se irritar. — Eu vou te desculpar de qualquer jeito, Lorenzo. — Respondo levantando o olhar pra ele, Antigamente eu não podia olhar pra o seu rosto ou pra o seu sorriso que eu me desmanchava toda. Atualmente ele é so um cara qualquer, Por quem um dia eu amei, E aprendi a odiar. —Tu sabe que eu não queria que fosse assim. —Ele se aproxima de mim, Eu me encolho pressionando o roupão contra o meu corpo. — Eu não queria que o Caleb entrasse na cozinha e presenciasse essa cena. —Você não pode mudar o que aconteceu. — Constato — Não me responde, Gabriella... — Ele vocifera — Eu tava drogado.. —Eu o corto. — É a mesma conversa Lorenzo, Eu te desculpo. — Tento passar por ele pra ir até o quarto, Ele segura meu braço no mesmo lugar onde ele havia machucado semana passada, Aquilo por baixo do roupão tinha Infeccionado, Eu faço uma cara de dor e ele vai amenizando o toque —Não me machuca, a miranda está dormindo. — Peço, limpando uma lágrima que escorre do meu rosto, Olho pra o seu rosto em uma súplica silenciosa, não aguento olhar mais de dez segundo sem sentir vontade de vomitar, desvio o olhar rapidamente — A única coisa que eu te peço Lorenzo, É que não me bata na frente do Caleb e da Miranda ou você vai destruir o único laço que restou com eles se fizer isso, Com o Caleb não tem mais jeito pelo visto. — Eu não vou mais te bater se você parar com essa paranoia de querer sair de casa. — Eu nunca vou parar, Como ele nunca vai parar de me bater. — Ok. — Minto puxando meu braço lentamente. Entro no Closet, Sim ele mandou fazer um closet a um tempo atrás como forma de desculpa por ter me dado um belo de um coça, Eu tive que fingir que gostei, Como se um closet fosse fazer eu esquecer das surras que eu levei dele. Coloco uma calça de malha pra esconder os roxos das minhas pernas, Junto de uma camiseta de mangas curtas. Ele nunca viu meu corpo desse jeito, sempre que transamos ou era no escuro embaixo do edredom ou comigo de blusa, Ele nunca viu as cicatrizes que havia deixado em mim. Eu ando até a cama com ele deitado na mesma olhando pra o teto, Engulo um seco assim que ele desvia o olhar na minha direção. Me deito na cama devagar, Meu corpo todo doía. Logo após apagar a luz, Me viro de costas pra ele me deitando o mais longe possível, Mas ele faz questão de passar o braço ao redor da minha cintura. Eu espero ele dormir pra poder chorar em paz. Rezo o tanto que é possível naquela noite, Todo diz eu rezo pedindo pra sair desse inferno. Deixo a primeira lágrima cair acompanhada de outras, Eu so queria poder criar minhas crianças longe dele. Eu fungo, e o sinto se mexer e depois de alguns instante ouço ele se levanta. Por favor Deus, Que não dê a louca dele e ele comece a me bater, Eu não vou poder me defender no estado que me encontro. Ele se levanta começa a se vestir e saí do quarto, Eu não faço questão de pergunta o que ele tem ou onde ele vai, se não voltar eu até agradeço. Se eu aguento tudo isso até agora, é por causa das crianças, caso contrário eu não pensaria duas vezes em me jogar dessa Janela. (...) Quinta-Feira 11:03 —Gabi cheguei. —Caleb berra da sala — Vou esperar a Pirua com a Miranda. — Anuncia. — Cuidado. — Grito de volta do quarto. — A tia tá subindo. — Anúncia, se referindo à Marília. Continuo trocando o lençol de cama, Essa cama é um cu pra trocar o lençol ainda mais comigo toda quebrada só piora as coisas. — Então quer dizer que o que o João me disse era verdade. — Ela entra no quarto, olho pra ela sem entender. — O que ele te disse? —Pergunto trocando as fronhas. — Lorenzo ainda tá te batendo, Gabi. — respiro fundo pra a sua descoberta. — Não é de hoje não é amiga? — Pergunto sorrindo sem vontade. — Até quando isso, Gabi? — Ela me impede de trocar as outra fronha, Ela segura meus braços. —Olha pra você. — Ela olha meu corpo de cima a baixo. —Tá cheia de machucado pelo corpo embaixo dessas roupas. — Eu não aguento mais. — Eu me sento na cama exausta — Eu não aguento mais, Marília. Eu não aguento mais brigas todos os dois, eu nao aguento mais ele chegando drogado em casa, Até quando pra ele descontar a raiva nas criança? —Por que você não fugiu ainda? Eu te ajudo. — Ela senta do meu lado. — Eu tenho medo, Medo dele descobrir e fazer algo pior comigo ou com as crianças. —E não é melhor tentar do que viver apanhando todo dia? —Eu não sei.. como eu iria fazer isso? — J.P permitiu que eu ajudasse você amiga, Maldita hora que eu te apresentei à ele, Olha presta atenção amanhã a Miranda e o Caleb vão direto pra o uma casa no asfalto ouviu? — Que casa, Marília? — Indago sem entender o que ela queria fazer. — A minha, da minha família que está fechada. — É as escola das crianças? — Depois você pensa nisso deixa a poeira abaixar, Amanhã você vai acordar e ao invés de colocar os matéria das crianças na mochila você coloca roupas, o tanto que der, o resto eu dou meu jeito depois. —Se alguém vigia ver.. —Ela me corta. — A Favela vai ficar praticamente vazio amanhã, Já que eles vão fazer uma troca de drogas fora do asfalto palavras do João, Então as duas horas eu passo aqui e pego você e vamos fingir que vamos no shopping ouviu? Eu vou te tirar dese inferno, amiga. — Ela toca meu rosto, Eu a abraço com força. — Obrigada. — Eu choro nos seus braços — Obrigada mesmo. — Não precisa me agradecer, Eu que peço desculpa por ter te apresentado esse cretino. (...) Sexta-Feira Ele não tinha aparecido em casa hoje a noite, O que eu agradeço. Mas assim que eu estava arrumando a cama ele entra no quarto, Nem fala comigo e vai direto para o banheiro, passa minutos la dentro troca de roupa e antes de sair ele resolve abrir a boca. — Quando eu chegar a gente vai conversar. — Ele diz sem me olhar nos olhos. — E você vai chegar que horas? — Ouço perguntar. — De noite. — Ele sai sem falar nada a mais. Eu não vou tá aqui pra conversamos. Eu término de arrumar o quarto, E checo se ele já foi embora mesmo. — Lorenzo já foi Caleb? —Pergunto ao entrar na sala. —Acabou de sair. —Responde olhando para a Televisão. —Olha eu preciso da sua ajuda. —Me sento do seu lado — O que? — Ele me olha em busca de respostas. — Vamos sair daqui viu? Mais longe possível do Lorenzo, Mas pra isso acontecer eu preciso que você suba coloca tudo que der na sua mochila de escola. — E o meu Notebook? — Coloca também, Dá um jeito. — Olho pra porta, pra não correr nenhum risco de nenhum entrar e ouvir nossa conversa — Vai sobe que meio dia você vai sair com a Miranda e a Marília vai levar vocês pra um lugar seguro. —Gabi e você? — Eu vou logo depois. — Passo as mãos no seus fios de cabelo, Ele não gosta e tira minha mão na mesma hora, sorri com aquilo ele estava tão rebelde — Vamos ficar bem ouviu? — Ele abre um Sorriso assentindo — Sobe. —Mando, Ele assente seguindo ate às escadas. Eu vou pra o quarto de Miranda, a encontrando ainda adormecida. Aproveito e pego sua Mochila de escola, por ser aquelas de rodinhas é bem mais prático pois cabe tudo que será necessário. Coloco um tanto de roupa e alguns dos seus brinquedos que sei que ela não vive sem. Deixo a mochila do lado da cama e me aproximo pra acordar ela. Ela resmunga quando a chamo pra tomar banho, Mas não dura muito, a visto e a perfumo antes de descer com ela. — Posso pedir qualquer coisa? — Ela abre um sorriso, eu sei que com ela seria complicado já que é muito apegado ao Lorenzo. —Qualquer coisa. — Respondo com um sorriso, Eu estava transmitindo alegria hoje. Claro, hoje eu iria conseguir me livrar do Lorenzo. Tomo um susto ao notar o Imprestável atravessar a porta da cozinha, Estava parado ali me olhando a um tempo, Meu sorriso se desmancha na mesma hora. — Papai!! —Miranda corre até ele abraçado suas pernas, ele sorrir a pegando no colo. —E ae, minha princesa. — Quanto tempo que eu não te vejo. — murmura com um sorriso radiante. —Papai anda trabalhando muito. O que ele tá fazendo aqui? Ele não ia sair.. A preocupação toma conta de mim — E hoje você vai ficar em casa?— Ela pergunta, fico atenta a resposta. — Não, O pai veio pegar uma coisa mas já vai sair. —Ele a coloca o chão. — Af. —Ela resmunga tristonha. — De noite eu vou tá aqui pra brincar contigo — Ele beija sua bochecha, a mesma da risada. Ele se aproxima de mim, Eu me afasto indo pegar Cereal para Miranda. Ele segura na minha cintura, Aquela pegada de anos atrás, que hoje não me afeta em nada. — Que é? —Pergunto me virando e o encarando com desgosto —Não posso vir me despedir da minha mulher? — Ele sorrir, se aproxima juntando seus lábios nos meus. Enquanto ele me beija eu manto a minha boca intacta e os meus olhos abertos, Eu sentia nojo de beijar sua boca. Ele aperta minha b***a querendo causar alguma reação, Mas ele só me trouxe dor e desconforto, mais nada. — Me beija c*****o. — Ele rosna em um sussurro, Antes que ele me bata ali na frente da Miranda eu pressiono meus lábios nos seus e o beijo sem vontade alguma. Ele separa seus lábios dos meus e me olha me mandando um sorriso, Eu manto meus lábios numa linha reta. — Me espera acordada hoje a noite. — Ele diz se afastando. Vou sim querido, Eu já tô lá. Ele sai da cozinha e eu sirvo Miranda com Cereal e leite. (...) 14:02 Marília entra no quarto, Eu tinha acabado de Vestir uma calça jeans preta junto de uma regata branca que acompanha um tênis baixo. — Tudo certo? —Pergunto amarrando meus cabelos num coque alto. — Ouve pequenas .udanças, Você vai pra o Rio junto com as crianças. — Meu sorriso morre, Como assim? —O que? —Eu praticamente berro sem entender absolutamente nada — Como que.. — ela me corta. — Fica calma eu conseguir as passagem, Você vai ficar na Rocinha, João conversou com o Dono de lá que é Parceiro das antigas dele, Nome dele é Nem e tá devendo uma bem grande pra o João. — Explica sem me olhar nos olhos. —Marília.. —Me sento na cama atordoada. — Isso é loucura, sair de uma Favela pra ir pra outra? Até quando pra o Lorenzo comunicar ele e me achar? Não..não. — Não, loucura é deixar você aqui em São Paulo onde ele pode te localizar a qualquer momento, João tá me apoiando nisso e pode ficar tranquila que Nem e Lorenzo não se bica por causa de uns lances de Facção, então vamos que as crianças estão esperando com a minha filha lá na minha casa no asfalto. Eu não tinha muito tempo pra pensar, Pego minha bolsa. — Como você conseguiu passagem? — Pergunto colocando meus Documentos e as RG das crianças, dentro da Bolsa que Marília havia trazido para mim. — Pela internet, vamos? — Coloco meu celular na cintura, assinto a seguindo. — Vamos falar que vamos no Shopping viu? — Ela diz assim que descemos as escadas, Arrumando a bolsa de mão nos braços. Sairmos de casa e como pensamos dois dos seguranças que fazia a vigia aqui embaixo nos barram. — Qual foi onde você vai? — Marcel me para —Volta pra casa o Patrão não deu ordens pra você sair. —Eu vou no Shopping e não preciso informar a ele sobre isso. — Ele não me falou nada disso. — Ele diz estranhando. — Olha.. eu pretendo fazer uma Surpresinha pra o meu Marido hoje a noite, e pra isso eu preciso de roupas e você não vai querer atrapalhar os nossos Planos pra noite não é? — Eu pergunto, ele olha pra o parceiro que dá de ombros. —Ótimo. — Murmuro passando por eles. Descemos a Favela na maior tranquilidade como se estivessemos realmente indo mesmo dar uma volta no Shopping, Mas ninguém sabia o quão apreensiva eu me encontrava. Passamos na casa de Marília e ela me chama pra entrar dentro de um carro que eu não me recordo a marca, Mas que nos quatro íamos confortavelmente. —De quem é? — Pergunto entrando no automóvel e prendendo o cinto firmemente. —João. — Responde descendo o Morro e comprimentando com a mão os conhecidos. —Pega as passagens nessa bolsa no banco de trás. — Ele diz assim que entramos na Avenida principal. Me inclino pegando uma bolsa bege no banco de trás, contendo nossas passagens. — Tem três passagens aí dentro confere o nome tudo direito. — Pede, assim eu faço. (...) 16:00 — Sem chororó. — Peço assim que o nosso vôo é anunciado, as pessoas começam a fazer uma fila ate o portão de embarque entregando suas passagens enquanto eu me preparo para agradecer Marília — Eu não vou chorar mesmo. — Ela diz com os olhos marejados, Seguro a risada pois eu não estava diferente. — Olha, antes que eu comece a chorar presta a atenção,Você vai chegar lá e vai pegar um Táxi até a Rocinha, Chegando lá você pede pra falar diretamente com o Nem ou Darley só com ele— Assinto — Ele vai te disponibilizar uma casa pra você ficar e você vai começar sua vida por lá, Pode contar com ele pra qualquer coisa tá me ouvido? — Assinto novamente —Eu conheço ele, Sei que ele não faria algum mau a você. Tem um envelope com dinheiro na bolsa que eu te dei, tem 10 mil pra você começar lá se for pouco tu me liga que eu mando mais, Agora vem cá me abraçar. — Ela me puxa pra um abraço forte enquanto eu processo suas primeiras palavras. —Muito obrigada mesmo Mari, Sério não sei o que seria de mim sozinha no Rio se não fosse por você. — Embarco em uma turbilhão de lágrimas. — Aí bobinha, eu só to garantindo minha vaga no céu. — Dei risada, Assisto ela abraça Miranda tão forte que ela precisa gritar para que a Tia a Solte. —Você cuida da sua Irmã viu?— Ela diz pra Caleb antes de abraça-lo, Vão logo pra a fila.— Pede me dando minha Bolsa, e nos acompanha até a pequena fila. —Agradece o João por mim. —Peço pra ela — Diz que ele me ajudou bastante e que eu agradeço ele por ter me ajudado durante esses anos todos. — Murmuro — E você também. —Ela me abraça de novo e agora e eu aperto contra meu corpo com força, Sabe Deus quando eu a veria novamente. —Sua cuzona, eu passei delineador. — Ela diz fazendo eu ri em meio ao choro, Eu vou sentir tanta saudades dela. — Prometo te ligar por vídeo, Ah falando em vídeo quase que eu esqueci.— Aumenta o tom de voz, Mexe na sua bolsa retirando duas caixinha de iPhone, Um 6s e outro 5s, Me estende o 6 e o outro pra Caleb — Me dá o celular de vocês. —Ela pede. — Pra...? —Perguntamos. —Da logo. — Caleb entrega o dele e eu faço o mesmo— Vou quebrar os dois assim que chegar em casa. Enfim, com esses que te dei chegando lá você compra um Chip e me chama no FaceTime viu? — E o Face eu apago? — Pergunto andando na fila. — Apaga, tem a localização lembra? Depois você faz outro mas não coloca localização em nada, a gente vai manter vocês bem escondidos. — Entrego minha passagem e as das crianças para a mulher. — Beijo, beijo amo vocês. — Ela manda beijo, eu abro um sorriso limpando meu rosto molhado por conta das lágrimas. — Obrigada, Eu também te amo. — Me despeço com o peito apertado. — Siga em frente e vire a direita, Boa viagem. — A mulher deseja assim que checa nossa Passagem Seguro firme na Mão de Miranda, Olho pra Caleb que carregava um semblante sério e calado enquanto Miranda olhava curiosamente para o cubo transparente no qual passávamos. —O que você tá pensando? — Pergunto o olhando. — Em te proteger — ele me olha abrindo um sorriso de lado. — Mãe, onde a gente tá indo? — Miranda pergunta curiosa olhando pra as paredes do enorme cubo que nos levaria até a porta do avião. — Recomeçar, filha. —Eu digo com um enorme sorriso. — Recomeçar. — Seja bem vindo, Boa viagem. — A comissária de bordo diz com um sorriso amplo — que lindinha — Ela elogia Miranda assim que recebe um sorriso Sútil. — Obrigada.— Agradece aumentando o Sorriso, a timidez nem se passa na cabeça dessa menina, seguimos pra as poltronas 18, A,B e C. — Coloca o cinto na Miranda. — Peço à Caleb enquanto colocava nossas bolsas de roupas na bagagem acima, Tento fechar a mesma mas tenho um pequeno problema. Me assusto quando noto um Braço musculoso se estender na minha frente e arrumar a bagagem, Puxa a Portinha pra baixo conseguindo fazer o que eu tentava a minutos antes. — Obrigada. — Abro um Sorriso em forma de agradecimento. — De nada. — Ele sorrir de volta sentando na poltrona ao meu outro lado, eu ficaria sentada do lado do corredor e pelo visto ele também. —Mãe, eu tô com fome. — Miranda resmunga. Eu pego um pacote de Bolacha recheada daquela bolsa magica que a Mari havia me dado, Dou um pra ela que divide com Caleb que já estava ligando o novo celular. Arrumo a bolsa em meu colo e pego o papel procurando quanto tempo duraria a viagem até o Rio de Janeiro, Cerca de 1 hora e 10 minutos, Pelos meus Cálculos chegaremos lá as 17:10. (...) — Miranda, por favor para de chorar. — Peço com ela aos berros ao meu lado, Já estamos voando a um tempo e ela estava com uma dor de ouvido horrível, eu sabia pelo seu choro alto, e eu não tinha remédio algum aqui, eu nunca sai de São Paulo e não sabia que poderia acontecer isso. —Tenta dar isso pra ela. — Olho para o meu lado esquerdo, O mesmo homem que me ajudou a fechar a porta das bagagens estava me estendendo um vidrinho de dipirona em gotas, eu aceito de imediato logo agradecendo, pego uma Garrafa de água que eu havia comprado quando a comissária passou vendendo, encho o copo que veio com refrigerante e pingo algumas gotas do medicamento —Ei. — A chamo dando a garrafa pra Caleb segurar — Toma bebé que vai passar. — A tento convencer disso, entrego o copo de plástico à ela que toma em um gole fazendo careta logo em seguida. Miranda deita a cabeça no meu ombro, Eu a abraço fazendo um cafuné em seus Cabelos aliviada por ela ter se acalmado um pouco para o remédio fazer efeito. — Obrigada. —Entrego o Remédio ao Moço. — De nada, Viajar perto da assa do avião é r**m mesmo— Ele me estende uma Tabela de chiclete — Manda ela mastigar que assim o ouvido para de doer um pouco. — Eu aceito o chiclete. —Miranda, toma cuidado pra não engolir que cola nas tripas e você morre. — Eu digo uma mentira pra ela não engolir, Ela começa a mastigar parando o choro aos poucos. —Obrigada mais uma vez. — Agradeço alisando suas costas. — De nada mais uma vez. — Ele manda um sorriso na minha direção. Trato de desviar o olhar na mesma hora, Eu tinha acabado de sair de um Inferno não iria me enganar por qualquer rostinho bonito. De homem na minha vida eu queria distância. (...)

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