O confronto com os apotamkins - Parte 2

3779 Words
E cá estamos nós, refletindo sobre a morte. Claro, no momento ela estava bem perto, então era um pouco mais que um simples devaneio. Os vampiros não me amarraram nem nada do tipo, mas isso era porque não precisavam. Havia alguns me vigiando, e cada um deles poderia arrancar minha cabeça com as mãos, não importa o quanto eu tentasse correr. Eu não sabia quantos eles eram, pois tinha simplesmente sido arrastada para aquele estúdio por dois deles e jogada em um canto, mas só pelo que pude ver, eram muitos deles. Se meu pai chegasse ali, tenho certeza que ele morreria. Comigo de refém, ele não reagiria, pois me ama demais para isso. Eu era um fardo, a faca que furaria o coração dele. - Se quer saber, não é nada pessoal – Um dos apotamkins deu alguns passos até mim. O olhei de cima a baixo, e como qualquer um deles, ele parecia completamente normal. Um jovem loiro, branco e bonito. - Por que vocês querem matá-lo? – Questionei. Ele riu com escárnio. - Por que você acha? Eu sou um caçador, o maior dos caçadores, ou pelo menos era até seu pai nos descobrir e começar a nos caçar. - Ele deu a vocês uma chance. Há um acordo... - Um acordo?! – Ele berrou e socou a parede atrás de mim fazendo seu punho entrar até o pulso na madeira. – Um leão não aceita fazer acordos com gazelas! Aquele desgraçado massacrou vários dos nossos e depois exigiu que ficássemos quietos quanto a isso. Eu me encolhi até ficar sentada no canto da parede. - Vocês matam pessoas, não finja que é inocente – Arrisquei dizer, mas nunca me senti tão acuada quanto naquela hora. - Você está certa, nós matamos pessoas. As coisas sempre foram e sempre serão assim. Ele é quem quer mudar isso. Imagine se uma dos touros de um fazendeiro começa a m***r os funcionários e exige que eles parem de comer as vacas. Ele oferece um acordo onde você pode comer os vegetais das plantações, mas não pode mais comer carne. - Não somos gado. - Se vacas falassem, também diriam que não querem ser devorados. Desviei os olhos, mas ele agarrou meu rosto e me fez olhar em seus olhos. - Uma vaca como você nunca entenderia isso – Disse ele. - Não se esqueça de que ela também era uma vaca... – Comentei. Ele levantou sobrancelha. - Quem? - A sua mãe. Ele cerrou os dentes e bateu com tanta força no meu rosto que achei que todos os meus dentes fossem cair, mas quando meu cérebro parou de chacoalhar na minha cabeça, senti que valeu a pena. Senti gosto de sangue na minha boca, e quando abri os olhos, percebi que quase apaguei por um segundo. O chão frio sob minha bochecha era gostoso, o frio que fazia naquele começo de noite era agradável, mas mesmo que eu falasse para mim mesma que estava tudo bem, eu sabia que não estava, e deixei uma ou duas lágrimas escorrerem. - Vou ensinar seu lugar, vaquinha – Disse ele, levantando a mão para me bater novamente. - Já chega, James. Vai acabar matando ela antes de ele chegar – Gritou outro apotamkin. Ele se interrompeu, mas agarrou minha blusa e me puxou para ele. Eu ainda estava atordoada, mas estava acordada o bastante para entender o que aconteceu. Ele me beijou, mas talvez seja melhor descrever como ele lambendo o sangue na minha boca. - Sua hora vai chegar – Caçoou, soltando minha blusa e me deixando cair. - Seu babaca... – Falei, mas soei tão baixo que não sei se ele me entendeu. - Sabia que seu pai matou a minha namorada? – Disse ele, e soou com tanta naturalidade que por um instante não pareceu que ele falou da morte de alguém com quem ele se importava. - Ele devia ter matado você também – Falei, e consegui levar a mão até o rosto para tocar onde doía. Ele soltou uma breve risada em um suspiro. - O nome dela era Victoria. Ela era humana quando a conheci, mas era tão linda que resolvi transformá-la. Infelizmente seu papaizinho deu cabo dela há alguns anos. Ele tirou algo importante para mim, e agora vou tirar algo importante para ele. O apotamkin, James, deu as costas e foi até os outros. Massageei meu rosto e tentei me recompor. Ele era forte, muito forte. Não havia como eu escapar, e assim que meu pai chegasse, nós dois morreríamos. Chorei, pois era a única coisa que eu podia fazer. Fiquei um tempo quieta olhando os arredores. Longe demais da porta e de qualquer janela. O salão era enorme, e o espaço entre onde eu estava e a saída era muito distante. Não havia moveis ou qualquer coisa que eu pudesse usar para me esconder ou improvisar como arma, apenas espelhos nas paredes. Era o lugar perfeito para eles montarem a armadilha. E então ouvi o som da porta abrindo, e vi meu pai entrando. - Pai, não! – Gritei. – Eles vão m***r você! Ele estava com sua espingarda em punho, mas não apontava para ninguém. Um dos apotamkins se aproximou de mim, mantendo-me a um braço de distância para garantir que eu não tentasse fazer nada. - Querida, não se preocupe, vai acabar tudo bem – Disse ele, tentando em vão me consolar. - É, querida, vai haver um final feliz – James caçoou. – Só é uma pena que não será para vocês. Meu pai o encarou e apontou a arma para ele. - Deixe-a ir, e talvez eu decida não estourar sua cabeça – Ameaçou. - Atire, e a próxima cabeça a rolar será a da sua filha – Ele apontou para mim. O apotamkin do meu lado me agarrou por trás e segurou meu queixo como se fosse quebrar meu pescoço. Vi os ombros de meu pai ficarem rígidos e seus braços abaixarem. - Solte a arma, Charlie – Disse James. Meu pai colocou a espingarda no chão e a empurrou com o pé para longe. - A pistola também – James prosseguiu. - Tire jaqueta e esvazie os bolsos. Conheço bem seu modo de agir, não vou cometer o erro de subestimar você. O olhar dele escureceu, e depois de jogar a pistola no chão e se livrar de uma quantidade industrial de alho e equipamento anti-vampiro, ele jogou tirou a jaqueta do uniforme e levantou os braços. Um apotamkin caminhou até ele e o revistou. - Ele está limpo – Confirmou. James riu, depois gargalhou, e então caminhou até meu pai quase saltitando de alegria e escárnio. - Isso foi tão fácil que quase foi sem graça – Disse ele, e acertou o rosto do meu pai tão forte que o derrubou. – Eu disse quase. Ele não revidou, mas depois de se levantar com certa dificuldade, limpou o sangue do rosto e o encarou. - Você já tem a mim. Deixe ela ir – Exigiu meu pai. - Oh, não, não, não, não, quero que ela veja cada segundo disso. James acertou um soco na barriga dele, e meu pai se curvou de dor antes de cair no chão. - Pare com isso! – Gritei, mas foi em vão. James o chutou. - Isso é mais prazeroso do que eu jamais sonhei! – Gritou, rindo. – E olhe que eu imaginei isso por muitos anos, Charlie. Outro chute. - Vou fazer você sentir a dor que eu senti! Outro chute. - Vou fazer você desejar nunca ter nos descoberto! Outro chute. - Vou fazer você implorar por sua vida antes de arrancar pedaço por pedaço do seu corpo! Outro chute. - Humanos são apenas gado e nada mais! São apenas pedaços de carne cuja única função no mundo é a de serem devorados por nós! Outro chute. Vi o rosto do meu pai sangrando e ele tentando debilmente se proteger com os braços, e pelo tempo que aquilo durou, eu só consegui chorar. James parou, respirou fundo e soltou uma gargalhada. - Isso é revigorante, nossa maior ameaça impotente no chão – Disse James, abaixando-se para se aproximar, mas ainda mantendo um tom que eu pudesse ouvir. – Sabe o que é mais engraçado, caçador? Você está dando sua vida por nada. Não importa o quanto você implorar, vou arrancar o coração da sua amada filha para ver o sabor que ele tem. Ele fez um gesto com a mão e o apotamkin que me segurava me puxou e me arrastou para perto. Gritei, tentando me desvencilhar, mas foi inútil. James me tomou nos braços e riu do meu medo, depois me empurrou para o chão, para que eu ficasse do lado do meu pai. - É sua chance de dizer adeus para sua preciosa filha, caçador. Meu pai me olhou, riu, depois olhou para ele e abriu um sorriso. - O seu problema é seu excesso de confiança... – A voz de Charlie soou arrastada, mas bem entendível. - O que quer dizer com isso? – James fez uma carranca. - Quero dizer... que esse é o sinal... Ele levantou e abaixou rápido a mão, e um segundo depois, algo tão rápido aconteceu que não consegui ver direito. Uma sombra voou por cima de mim e arremessou James longe, depois golpeou o outro apotamkin. Meu pai aproveitou o momento, levantou desajeitadamente, deu alguns passos e se jogou no chão, pegando sua pistola e apontando para um apotamkin próximo. O tiro foi no peito, e o grito de dor dele ressoou por todo o salão ainda mais alto que o som do disparo. E então vieram outro três disparos, e outro apotamkin caiu. Olhei para a sombra que tinha nos salvado e reconheci aquele semblante. Deus, Edward nunca pareceu tão lindo na vida. - Bella, você está bem? – Ele perguntou, fitando os apotamkins que se agitavam ao nosso redor. - Edward... – Foi o que consegui dizer. Meu pai pegou sua espingarda e veio até nós, mas m*l conseguia andar. Fiquei entre ambos, que ficaram um de costas para o outro olhando os vários apotamkins que nos cercaram. - Isso não muda nada! – James gritou, levantando-se ensandecido. Meu pai me ofereceu um sorriso por baixo do sangue em seu bigode como se me dissesse que estava tudo bem, mas eu não senti segurança alguma e sequer me levantei. - Edward, vou derrubar o cara perto da porta – Charlie sussurrou. – Pegue Bella e fuja. - Não vou conseguir escapar de tantos assim – Confessou Edward. - Então não saia de perto dela, aconteça o que acontecer. Meu pai disparou algumas vezes para frente e abriu caminho entre dois apotamkins que desviaram dos tiros, e então conseguiu deslizar pelo chão e pegar alguns de seus equipamentos. Assim que se levantou, girou uma corrente prateada que recolheu e usou de chicote para acertar o rosto de um apotamkin que avançou contra ele. A face do vampiro começou a queimar, e seu grito foi tão estridente que certamente era inumado. Charlie apontou para outro apotamkin, que deu um passo para trás de medo, e quando puxou o gatilho, acertou em cheio bem entre os olhos. As balas provavelmente eram anti-vampiro, pois assim que o atingiram, em vez de jogar sangue, seu ferimento começou a queimar e ele morreu antes de tocar o chão. Meu pai pegou um punhado de alho e jogou na minha direção. Estendi o braço e recolhi alguns dentes de alho para usar, se eu precisasse. Ao mesmo tempo, dois apotamkins avançaram contra Edward, que segurou um, mas foi derrubado pelo outro. Eles se engalfinharam, deixando-me de lado por eu não ser uma ameaça, mas ainda assim me arrastei para longe. Edward recebeu um golpe forte no rosto, e tenho certeza que jogaria sangue, se ele tivesse algum. Uma lâmina passou ao meu largo e acertou o ombro de um dos atacantes de Edward, que caiu gritando no chão. O outro começou a enforcá-lo, e senti como se seu pescoço fosse quebrar, mas ele estendeu a mão, agarrou a faca do corpo do apotamkin morto e a cravou no flanco de seu agressor. Quando parei para olhar, a empunhadura da faca tinha um formato de cruz, e então entendi por que a mão de Edward queimou até ficar em carne viva quando ele a pegou. Com seus dois agressores mortos, ele se colocou de pé à minha frente, como se para me proteger. Olhei para o lado e vi que meu pai tinha em mãos sua espingarda e estava acertando a coronha da arma no rosto de um apotamkin. Outro o atacou por trás e o derrubou com um golpe. Saltou sobre ele, mas meu pai usou a arma para empurrá-lo, e as mãos do vampiro queimaram. Outro apotamkin agarrou seu tornozelo e o puxou, fazendo com que ele deslizasse pela sala e acabasse soltando sua arma, mas, não se deixando abalar, ele rolou para desviar de uma pisada que ia levar no peito e puxou uma faquinha do sapato e a cravou na coxa dele, porém, antes que a porcaria do vampiro cair, ele o chutou. Do outro lado, Edward recebeu um soco forte e caiu deslizando no chão. Quando se levantou, aparou um golpe de um de seus agressores, chutou tão forte seu joelho que sua perna dobrou para trás e laçou seu pescoço com o braço. Descobri naquele momento que os vampiros tinham uma fraqueza não muito bem explorada pelas obras de ficção, pois quando Edward torceu, puxou e arrancou a cabeça daquele homem, o corpo caiu no chão e parou de se mover. James avançou contra ele e o acertou no rosto com o cotovelo. Outros dois apotamkins avançaram, e por mais que Edward tentasse revidar, ele não tinha armas para se defender. Eu me arrastei para longe, até ficar de costas contra um espelho, e abracei minha cabeça como se fosse uma menininha assustada. O mundo era um lugar h******l e a vida era uma m***a. Onde fui me meter? O que eu estava fazendo? Por que eu estava ali? Por que tinha que ver os dois que tentavam me proteger apanhando daquela forma? Ouvi o som dos golpes, ouvi gritos, murmúrios, gemidos e o som de pancadas, ossos estalando, carne rasgando, e tudo foi demais para mim. Quando finalmente consegui levantar a cabeça, vi Edward sendo enforcado por James, que o jogou para longe contra uma parede. James virou para me olhar e chegou até mim em um passo. Sua mão agarrou meu pescoço e ele veio tão rápido que me empurrou contra o espelho atrás de mim e o quebrou. Senti minha cabeça batendo contra o vidro e senti sangue escorrendo pelas minhas costas. James me virou, agarrou-me por trás e laçou o braço em volta de mim, puxando minha cabeça de lado para expor meu pescoço. - Já chega! – Gritou James. Meu pai atirou no peito de um dos últimos apotamkins no lugar e virou a arma para ele, mas vi que desviou um pouco a mira por medo de me acertar caso puxasse o gatilho. Edward estava no chão, ferido, e mesmo que não sangrasse, a carne de seus ferimentos era tão vermelha quanto sangue. - Solte-a e saia por aquela porta. Eu te darei 5 minutos de vantagem antes de ir atrás de você – Meu pai rosnou. - Você não está em posição de exigir nada, caçador – Retrucou James. - Ou você a solta agora ou eu vou enfiar alho no seu cu até sair pela sua boca, seu vampiro de m***a. James olhou para mim, mordeu o lábio inferior de frustração, depois olhou para Edward e para os dois vampiros que o seguravam, os dois últimos do lugar. - Matem esse traidor – Ordenou. Um dele agarrou Edward pelo pescoço e colocou a mão em seu queixo, como se fosse arrancar a cabeça dele. Meu pai sacou a pistola e atirou contra eles. - Mato vocês se fizerem isso – Berrou furioso. Os dois saltaram para trás assustados e deixaram Edward. Meu pai correu até ele apontando a arma para que os dois mantivessem distância, mas não atirou diretamente neles por medo de James se sentir ameaçado e me m***r no impulso. James, por outro lado, manteve-se calmo e apenas me apertou mais contra si. Ameaçar não iria me salvar. - Tem duas opções, caçador – Disse ele. – Coloque a arma na cabeça e puxe o gatilho ou tente a sorte e veja sua filha morrer. Edward estava machucado e fraco, não teria como ajudar, e eu sabia que James não facilitaria as coisas para meu pai, principalmente quando vi a dúvida nos olhos dele. Charlie olhou para Edward, depois para mim, e então para sua arma. Vi sua mão tremer, vi a arma apontar para sua cabeça e vi o dedo coçando o gatilho. - Pai... Não... – Falei, e senti a umidade banhando meu rosto. Nunca pensei muito em com iria morrer, mas morrer no lugar de alguém que eu amo me parece uma boa maneira de partir. Olhei para mim mesma, olhei para meu pai e olhei para o espelho quebrado atrás de mim. Agarrei um dos cacos que ainda estava preso à parede e o cravei em mim mesma, bem entre o ombro e o pescoço. Não doeu, e m*l senti. Acho que é assim que acontece quando você sabe que vai morrer. Dor é um alarme do corpo para avisar que há algo errado, mas quando se sabe que é o fim, não há por que haver um alarme. Tudo o que senti foi o sangue escorrendo pelo meu pescoço, descendo pelo peito até minha perna. Seria uma boa morte, não é? Se eu morresse, meu pai não teria mais por que hesitar, e com essa motivação, James certamente iria desejar nunca ter tido a ideia de me s********r. Quando James conseguiu entender o que estava acontecendo, ele me soltou, e meu corpo amoleceu e foi ao chão. Não importa o quanto eu estivesse decidida a isso, e mesmo que eu não me arrependesse, senti medo. Eu não queria morrer, não queria que fosse assim. A luz da lua entrou pelas janelas do estúdio, e quando vi nitidamente a quantidade de sangue, comecei a chorar. Meu pai gritou e descarregou a arma no peito de James, que caiu no chão. Ele correu até nós, soltando a pistola e apontando a espingarda para ele. Ouvi um tiro, depois outro, depois outro, depois outro, e então um click. Meu pai largou a arma e se ajoelhou ao meu lado, trêmulo. - Bella... – Disse ele, sem saber o que fazer. Abri a boca, mas não consegui dizer nada. Eu ainda conseguia respirar, apesar de ser difícil, então acho que não aceitei fundo o bastante. Que patético, eu era incompetente demais até para morrer. - Não... – Ouvir a voz de Edward, ainda no chão. Ele veio por mim. Ele veio me salvar. Era tudo o que eu precisava saber. Que se dane se foi culpa dele que Katherine morreu, ele era uma boa pessoa, e era isso que importava. Ele me amava, estava arriscando a vida por mim, e vê-lo ali nos meus momentos finais fez tudo valer a pena. Meu pai estava vivo e bem, e Edward se recuperaria. Fiz o certo, então pude oferecer um último sorriso para eles, mas antes de fechar os olhos, vi a sombra dos dois apotamkins que tinham sobrado irem até meu pai. Ambos o agarraram pelo ombro e o arremessaram para trás. O jogaram com tanta força que pude ouvir alto o som de sua cabeça batendo contra o chão. - Desgraçado – Disse um dos apotamkins, indo até ele, e enquanto isso o outro foi até Edward. Eu me desesperei. Não, não era para ser assim. Não poderia ser assim. Meus últimos momentos não poderiam ser vendo as duas pessoas que mais amo no mundo morrendo. Deus, por favor, não... Não... Tentei me mover, mas senti minha mente esvaziando e minha consciência indo embora. * * * A porta do estúdio voou em pedaços, e uma figura escura passou por ela como um animal. Os braços eram longos, com garras afiadas em cada dedo, um corpo grande, robusto, mas ainda assim esguio o bastante para parecer veloz. Era peludo, marrom, grande, com uma forma meio humanoide, mas com uma cabeça de lobo. Não era preciso ser um gênio para perceber o que era. Olhei para a janela. Lua cheia. Não achei que os lobisomens fossem realmente ajudar o Charlie, mas agradeci silenciosamente por isso. O lobisomem avançou ferozmente contra o apotamkin que estava perto de Charlie, e bastou um golpe com as garras para rasgar o pescoço dele. Um instante depois ele, correu até o outro que estava perto de mim e tentou golpeá-lo. O apotamkin segurou seu braço e o socou no rosto. O lobisomem sentiu, mas não foi muito afetado, e investiu com ele com tanta força que o derrubou, e ficou sobre ele tentando cortá-lo com as garras. O apotamkin resistiu, agarrando seus pulsos, mas no fim o lobisomem mordeu a jugular do vampiro, depois rasgou seu rosto com suas garras até matá-lo. Charlie se levantou tonto e desnorteado e o encarou. - Quem é você? – Questionou, e vi em suas mãos a corrente prateada que ele usou antes. Arma abençoada para nós, arma de prata para eles. O lobisomem começou a se contorcer, seu corpo diminuiu de tamanho e começou a voltar a sua forma humana. Parecia um processo doloroso, pois ele grunhia e gemia. Nunca tinha visto um deles voltando a ser humano, e quando aquele voltou, eu o reconheci na hora. - Jacob... – Falei, tentando eu mesmo me levantar. Charlie soltou a corrente e olhou para Bella. Quando Jacob notou o estado dele, ficou tão desesperado quanto nós. - Bella! – Gritou ele. – Precisamos leva-la para o hospital Jacob fez menção de pegá-la nos braços, mas Charlie o impediu. - Não há tempo para isso... Ele se virou para mim, e na hora eu soube o que ele estava pensando. - Sr. Swan, não posso... - Edward, é a única chance dela. Olhei para ela e vi a imagem de Katherine. Anos atrás, eu poderia tê-la salvo, poderia ter transformado ela, mas não o fiz, e por isso ela morreu. Eu não poderia deixar acontecer de novo... Fui até ela e me ajoelhei, peguei seu braço e olhei seu pulso, trazendo-o até próximo do meu rosto. Charlie colocou a mão no meu ombro em sinal de apoio. Então, depois de respirar fundo, eu a mordi.
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