Isadora Meu corpo não me obedecia mais. Não do jeito de antes. Acordei com o estômago embrulhado e uma sensação estranha de cansaço, como se tivesse atravessado a noite em mar aberto sem descanso. O quarto ainda estava mergulhado na penumbra quando levei a mão ao abdômen, sentindo um calor suave sob a pele. Não doía. Não ardia. Mas estava, diferente. Fechei os olhos, tentando ignorar o pensamento que insistia em surgir. Ainda era cedo demais. Não fazia sentido. Tudo o que estávamos vivendo era intenso, confuso, perigoso demais para que meu corpo resolvesse mudar agora. Mas ele tinha mudado. Levantei devagar, sentindo uma leve tontura. Apoiei-me na parede por um instante, respirando fundo até o mundo voltar ao lugar. O cheiro do café vindo da cozinha normalmente reconfo
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