Capítulo 3

1846 Words
O primeiro ano de separação deles foi um pouco complicado, pois estava cada hora em uma casa, e isso mexeu um pouco comigo, acabei me afastando um pouco das minhas amigas e amigos, pois não queria deixar meu pai sozinho nos fins de semana, o que me deixava feliz além de ficar com meu pai é que Cris sempre aparecia na praia bem cedo para surfar e passava o dia, as vezes ele até ia em casa para lanchar no final do dia, mas eu sentia que era mesmo para saber como eu estava, assim sempre me fazendo sorrir e deixando que as mágoas e tristezas que eu estava sentindo fossem embora por um momento. Meu pai adorava quando Cris aparecia falava que me via mais feliz. Mas ainda assim não deixava nós dois muito tempo sozinhos, desde o dia da encenação na casa da minha madrinha , meu pai fica com o pé atrás , mesmo ele gostando muito do Cris, o instinto portetor e o ciúme fala.mais alto. As vezes da vontade de rir das caras de bravo ou de observador que ele faz para o Cris. O fim de semana que meu pai tinha que trabalhar no corpo de bombeiros eu acabava ficando em casa, na verdade, dormia na casa da Cristiane, adorávamos fazer a noite do pijama e de quebra conseguia ficar mais perto do Cris. Ele sempre estava ao meu lado e como se sentisse que sua presença me acalmava, e sim me acalmava muito era o meu momento de paz, ficar ao lado dele, conversa, sentir seu cheiro, seu carinho era a melhor coisa do mundo, uma sensação de paz. Enfim , Cristiane também não me deixava para baixo, nossa diversão era falar sobre a escola, bobeiras, das paqueras dela, minha amiga era terrível. E em uma destas noites seria o aniversário da nossa amiga Bia de 14 anos e Cristiane estava me enchendo o saco, pois dizia que eu precisava ficar logo com Murilo, um gatinho da escola, e com ele dar o meu primeiro beijo, pois eu era a única que não havia beijado ainda. Na verdade meu sonho era ser beijado por Cris mas como ainda não tinha confessado isto a ninguém e nem a minha amiga, ela ficava me empurrando o Murilo, pois ele já havia falado que tinha interesse em mim. No dia seguinte seria o dia da festa e eu estava insegura e Cristiane, na verdade, me deixava mais. Fui dormi nervosa por conta da nossa conversa: — Angelina, Murilo está caidinho por você amiga, da uns beijos logo nele — fiquei olhando para a cara dela nem sabia o que responder — Sério amiga depois que você experimentar, não vai mais querer parar de beijar. É muito bom, e quem sabe assim o Cris não acorda e vocês ficam junto. — Eu fiquei sem reação e Cristiane continua — Sério que você acha que eu já não percebi como ele e você se olham, o olhar de vocês mudaram depois daquela encenação para a festa Junina, que dizer o seu né porque eu tenho certeza que meu irmão sempre foi gamado em você. — Não acredito que ela sempre desconfiou e nunca falou nada, então pergunto — Cristiane sério que você acha que ele gosta de mim? — ela me olhou com cara de quem está radiante com a minha confissão, pois se jogou eu caí. — Sabia tinha certeza que você também gosta do Cris, cara sério vocês dois são muito lerdos, tô vendo que vou ter que entrar em ação.— Começamos a rir, ela é terrível e tenho certeza que já tem algo em mente, tô lascada. Enfim chegou o dia da festa da Bia, Cristiane estava muito empolgada, pois na festa estaria o primo da Bia o Danilo por quem Cristiane babava e sempre o deixava sem graça, pois minha amiga é muito cara de p*u e Danilo era o aposto, super tímido, era divertido vê-lo ficar sem reação na frente da minha amiga. Danilo tinha 15 anos um pouco mais novo que Cris e o Derek, ele era muito educado e observador. Ele chegou na cidade a pouco tempo, veio morar com o seu Pai, que é tio da Bia, após ele perder a mãe. Enfim fomos para a festa, nossa madrinha nós levou de carro, não era longe, mais ela ainda não nos deixava sair sozinhas a noite. Chegamos na academia de dança onde seria a festa e a Bia estava linda com uma calça jeans rasgada na coxa e um cropped, Bia era muito tímida, adorava dançar, aliás a mãe da Bia era a dona da academia de dança e nossa professora também uma pessoa super alto astral. Bom eu e Cristiane não ficávamos atrás estávamos lindas também. Cristiane estava usando um vestido um pouco a cima do joelho, colado no corpo, com decote princesa e sandálias não muito alta, 7 cm, uma maquiagem leve porém com um belo batom vermelho na boca. Eu estava com um vestido também, ele era colado na cintura e rodado em baixo era um pouco acima do joelho, era de alcinha e um pouco decotado, mas nada demais, até porque somos só adolescentes né. Minha maquiagem era bem suave e o batom também. E assim estamos nos três, lindas, belas e poderosas. Hoje, como diria Cristiane, era o dia que eu ia dar meu primeiro beijo. Estava muito nervosa com tudo que ela estava armando para que este beijo fosse no Cris. Meu coração estáva acelerado só de pensar. Estamos em uma roda dançando quando olhamos para a entrada e chega os três gatos juntos, Cris, Derek e Danilo, lógico que meu olhar vai de encontro com o do Cris, não sei dizer o que sinto neste momento, minhas pernas tremem, meu coração acelera, minhas mãos ficam gelada. Quando recupero o fôlego, eles já estão ao nosso lado, aí tô lascada até dor de barriga sinto por conta do nervosismo e só piora quando escuta Cristiane falando na roda que hoje a noite prometia, quando digo que ela e s*******o e doida... — Uau! Vocês estão muito gatas, meninas. - Derek o galanteador, começa. — Vocês também não estão nada m*l. -Cristiane provoca. - Aliás está noite promete né amiga. - ela pisca para mim. — Pronto sei que devo estar parecendo um pimentão de tão vermelha que ficam minhas bochechas ,sinto o olhar de Cris para mim. — Promete o que maluca, vê se acalma este facho, falei para a mamãe deixar você em casa, pois só apronta. — Cris comenta - Não estou a fim de bater em ninguém hoje por causa das suas confusões — Ele é muito ciumento, e não deixa Cristiane chegar perto dos meninos, mas ela sempre enrola ele, ela é uma peste só rindo com eles, porém ela não consegui ficar de boca calada.. — E quem disse que desta vez sou eu que vou dar uns beijos? Quer dizer, se a pessoa que eu quero me quiser, não pensarei duas vezes... — Diz e olha para Danilo que fica pálido, pois sabe dos ciúmes do Cris e continua. — Na verdade hoje é a vez da Angelina beijar! E beijar muito né amiga! Falando nisso, Murilo não tira os olhos de você... — pronto agora vou ter que ir para o banheiro, pois a dor de barriga só aumenta. Eu vou m***r a Cristiane. Sinto um olhar do Cris fervendo de raiva. Nem espero ele dizer nada e saio em direção ao banheiro. Preciso jogar uma água no rosto, pois estou nervosa e tensa. Será que Cristiane está certa? Pelo olhar que Cris me deu, eu acho que ficou com raiva. Será que ele sentiu ciúmes? Estou saindo do banheiro perdida em meus pensamentos quando sinto uma mão me puxar e me levar para o fundo do salão, onde tem um pequeno jardim, amo este jardim é onde tem aula de meditação e yoga. Fico sem reação quando percebo que Cris está com as mãos frias e ao mesmo tempo o seu aperto está tenso e o seu olhar está em chamas. Paramos perto de uma árvore e ele parece tentar se acalmar e controlar o que está sentindo. Ficamos alguns segundos nos encarando. Sinto que ele quer falar alguma coisa, seus lábios abrem e fecham, mas não sai nenhum som. Então ele quebra o silêncio: — É sério o que a Cristiane acabou de falar, você que ficar com aquele b****a do Murilo? — Cris quebra o silêncio. Fico parada olhando para ele, louca para gritar que não, que é a boca dele que eu quero, que é com ele que sonho todas as noites. Mas não me sinto confiante para me declarar, pois não sei se ele gosta mesmo de mim ou se é só p******o de amigo o que ele sente. Mas preciso saber e enfrento a fera . — E porque não ficar com Murilo? — ele me olha com raiva e ao mesmo tempo parece desejo, carinho... não sei definir. Continua me observando e não fala nada, como se estivesse em uma briga interna com ele mesmo, então continuo : — Ele é lindo, está afim de mim, preciso deixar o medo de lado e dar meu primeiro beijo, mesmo que não seja... —engulo seco, aí lascou acho que falei demais. Fico nervosa ao lado dele e acabo falando o que não devo. m***a. Ele me olha me incentivando a continuar, mas prefiro ficar calada. Nós estamos muito perto um do outro, rosto e corpo quase colados, nossas respirações aceleradas, assim como nossos corações, pois parece que podemos sentir o batimentos dos nossos corações. Ele só me encara, parece que a briga continua dentro dele, lutando por algo. E quando eu tento dar um passo para trás ele me puxa pela cintura, encosta sua testa na minha, segura a minha nuca e diz com aquela voz doce: — Eu não posso e não quero mais lutar pelo o que sinto e o que desejo. E, neste momento, eu desejo demais beijar a sua boca.— ele me olha como se quisesse uma provação da minha parte, então ao invés de falar ou dar algum sinal de sim, encosto os meus lábios no dele e dou um selinho, sim nem eu estou acreditando no que estou fazendo, só sei que não quero mais fugir também, então ele me puxa e intensifica o beijo cheio de carinho e muito amor. Ficamos ali na nossa bolha por algum tempo sem dizer nada, só aproveitando aquele momento e nos beijando cada vez mais, com mais amor e intensidade. Assim foi o meu primeiro beijo, melhor do que eu sonhei, e com a pessoa que eu amo e sei que sempre irei amar. E assim foi minha infância e o início da minha adolescência muito alegre, divertida, proveitosa, e a descoberta do primeiro e único amor. Eu não poderia imaginar que logo tudo viraria de cabeça para baixo e a vida que eu conhecia nunca mais seria a mesma.
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