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Tudo por Você

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intro-logo
Blurb

Liah tinha uma vida perfeita, ou pelo menos era o que sua mãe e todas as pessoas ao seu redor repetiam.

Há um plano para ela, para sua vida que foi traçado desde o seu nascimento e tudo estava indo bem até o dia no qual o "príncipe" encantado finalmente a nota.

Ela só não imaginou que ele acabaria destruindo tudo que encontrou, tudo aquilo que foi meticulosamente planejado e preparado para ela, à abandonando com enormes desilusões, arrependimentos e... um bebê.

Recomeçar do zero não é o que ela se imaginava fazendo, mas ela não tem opção a não ser lutar pela minúscula coisinha que cresce dentro dela.

Ela só não imaginou que em meio do seu recomeço encontraria o que nunca nem mesmo sonhou possuir.

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Prólogo
— Você é tão gostosa. — Guilherme falou enquanto me beijava e me apertava. Eu sinto como se ele estivesse tocando todas as partes do meu corpo ao mesmo tempo e eu só quero que isso pare. — Gui... — falei tonta. — Fiquei quieta, amor. — ele me responde. Guilherme sabe que eu sempre amoleço quando ele me chama assim e as vezes eu me pergunto se ele usa essa informação ao seu favor. A ideia de dar a alguém algum poder sobre mim me incomoda, mas o pensamento de decepcionar Guilherme, de alguma forma, é ainda pior para mim. Por isso eu fico momentaneamente quieta, mesmo com o desconforto e odiando cada minuto. Eu não estou bem, não me sinto bem e, enquanto tento pensar em qualquer outro lugar que não seja onde eu estou agora me pergunto se algum dia ficarei bem. Eu não queria estar aqui, quando saí de casa nem mesmo imaginei que ia terminar em um motel de baixa qualidade. Pensei que era mais uma noite de cinema e pipoca, onde o Gui continuaria me mostrando o lado romântico que ele possui e que ganhou meu coração. Mas ele me trouxe aqui e eu não consegui dizer não enquanto ele me puxava mostrando, com uma super empolgação, a surpresa que tinha preparado para mim. — Guilherme — falei tomando fôlego e o empurrando. — Eu não sei se estou pronta ainda. — falei quando tirou sua atenção da minha barriga e se voltou para os meus olhos, ouvindo as palavras que saíam da minha boca. — Caramba, Liah... sinceramente o que é que você quer? — ele fala, levantando-se de cima de mim e afastando-se um pouco — Eu estou esperando faz um mês. A d***a de um mês inteiro. E você sempre desiste de última hora. Olha isso aqui — ele apontou pro quarto — eu investi nisso aqui, foi caro e eu não posso simplesmente jogar dinheiro fora.  — Se for pelo dinheiro eu posso te ressarci. — tento. Guilherme respira fundo. — Não é só pelo dinheiro, gatinha. E o tempo que eu investir? Isso não tem volta. — ele volta a suavizar a voz e eu começo a me sentir muito culpada por não estar pronta ainda. — Eu não tenho certeza se... — volto a dizer, mesmo com meu coração apertado por estar o decepcionando. — Você me ama, não é? Neguei com a cabeça — Então o que? Você não confia em mim? Acha que não sou merecedor ou digno de você, a garota brilhante que... — Gui, claro que não. — o interrompo — Você é incrível e eu nunca sentiria que sou superior a você. Na verdade acho que é o contrário. Ainda não acredito que ele me enxergou na festa estupida da minha mãe, um mês atrás, depois de anos dividindo os mesmos círculos. Acho ainda mais inacreditável ele ter me chamado, eu, dentro todas as pessoas, para um encontro. — Então confia em mim, vai dá tudo certo. Eu seria incapaz de fazer algo para te machucar, vai ser bom, amor. Eu prometo — ele fala, voltando para cima de mim e começando novamente a me beijar, parando hora ou outra para tirar o resto da minha roupa. Minha mente viaja novamente para longe daquele quarto, daquele motel barato que ele fez parecer que era caro como se eu fosse burra para não perceber a diferença. Eu não quero estar ali, mas Gui podia estar com qualquer uma que ele quisesse, mas mesmo assim ele escolheu estar comigo. Não posso ser mesquinha ou egoísta, tenho que retribuir sua atenção ou posso acabar perdendo-o. Mas, uma parte de mim me odeia por estar fazendo isso conosco, nos colocando a mercer dele. Guilherme continua, sem nunca parar ou demonstrando perceber meu desconforto e desinteresse, beijando todo o meu corpo, falando coisas que aparentemente tinha o objetivo de serem sexys, mas que eu não tinha ideia do que eram porque apenas o meu corpo estava presente naquele quarto. Meu espírito estava muito longe, tentando se agarrar a uma imagem de um Guilherme doce que comprava flores para mim e me levava ao cinema. Eu quis implorar para ele parar mas sabia que não podia impedi-lo agora ou o perderia para sempre, faria com que ele duvidasse dos sentimentos que eu tenho por ele. Então eu deixei que ele continuasse, que usasse meu corpo para seu prazer e diversão. — Wow, foi bom. — ele falou se jogando do meu lado. Então era isso? Já tinha acabado? Por um lado eu estava aliviada por não ter que continuar nesse tormento, mas não podia ignorar uma pontinha de decepção que me tomava, por minha primeira vez ser tão decepcionante e por eu não ter sentido nada. Então era assim que era perder a virgindade? Uma bagunça molhada que ao final te deixava se sentindo um lixo, vazia e com nojo de si mesma? Queria chorar mas não poderia fazer isso agora, não frente dele. Não ele que era o amor da minha vida. Não ele que enfim tinha me dado uma chance depois de anos que eu passei o admirando nas sombras. — Veste a roupa, Liah — ele falou já se vestindo — Não vou pagar nem mais um minuto disso aqui. Me vesti calada enquanto ele só me apressava e mexia em algo no celular. O caminho de volta foi calado, diferente de toda a energia da ida. Eu me sentia estranha em meu próprio corpo. É tudo o que eu recebi depois daquela tarde foi isso: silêncio.  Para ele era como se eu não existisse, como se aquela noite nunca tivesse acontecido. Para mim era como se uma parte do meu corpo me fosse arrancada sem chances de recuperação. Ele acabou com minha vida.  Literalmente. A antiga Liah Albuquerque não existia mais.

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