Capítulo — Voz de Nd Chegar em São Paulo sempre tem um peso diferente. Não importa quantas vezes eu pise nessa cidade — o ar parece mais denso, o ritmo mais acelerado, e a sensação de que alguém tá sempre observando nunca passa. As luzes dos prédios piscavam lá fora, e o carro seguia firme no meio do trânsito pesado. Th dirigia, concentrado, e eu olhava pela janela, pensando. A cabeça ainda tava em casa. Em Aline. No jeito que ela me olhou antes de eu sair, tentando esconder o medo. Mas missão é missão — e quando o chefe manda, não tem escolha. — Tá quieto demais — Th comentou, quebrando o silêncio. — Só pensando. — Nela, né? — ele provocou com um meio sorriso. — Você também não tá muito diferente — retruquei, sem tirar o olhar da janela. — A Fernanda te fez ficar mais mole. E

