Capítulo – O Silêncio e a Chegada O quarto parecia maior depois que Aline foi embora. Talvez fosse a ausência da risada dela que sempre preenchia os espaços, ou talvez fosse o silêncio que agora tomava conta de tudo, sufocante. Fernanda ficou parada alguns minutos, olhando a porta se fechar atrás da amiga, sentindo uma pontada no peito. Aline sempre fora seu ponto de apoio, a irmã que a vida lhe deu. E ali, naquela casa enorme, estranha, onde nada fazia sentido, a ausência dela doía ainda mais. Ela se sentou devagar na beira da cama, ignorando a fisgada de dor que percorreu sua lateral. As mãos tremiam quando seguraram o lençol, tentando encontrar algum conforto no tecido. As palavras da amiga ecoavam em sua mente: “sempre que der eu venho te ver”. Aquela promessa era como um fio de espe

