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Nosso Lance

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Blurb

Luana Pierri é uma menina mulher que deis de cedo soube o que queria, sempre lutou pelo o que acreditou e correu atrás dos seus sonhos.

Nunca se envolveu com ninguém sério, sexo era sexo e mais nada! Depois de conhecer o famoso VK algo muda dentro dela!

O que fala de algo que surge de um assalto ao banco?

O livro contém: Agressão física, linguagem imprópria, uso de álcool, droga e hot

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Capitulo 1
Luana Pierri — Aí mãe, ok! Já entendi! Amanhã irei ao banco para depositar o dinheiro, tu já falaste isso mil vezes. — Gargalhei quando sinto um tapinha leve na minha b***a. — Deixa de ser abusada menina! Eu sou tua mãe! Eu repito isso quantas vezes eu quiser e você é obrigada a escutar. — Olho pra ela montada no deboche e gargalhei fazendo ela rir também.   Enquanto eu lavo a louça conversamos sobre meus avós que moram no interior de São Paulo, minha mãe deposita todo mês uma quantia de dinheiro pra eles o que eu acho estranho já que meus avós têm uma condição financeira boa.   Mas ela nunca fala o porque, às vezes eu desconfio que ela esconde algo de mim, porém eu não pergunto afinal minha mãe já é bem grandinha e não deve satisfação a mim.   Minha mãe merece ser feliz! Depois da perda do meu pai uma parte dela morreu e hoje depois de 8 anos vejo que ela está bem melhor que antes, não 100% mais bem melhor!   — Ai filha, eu vou dormir! Fica com Deus e não esquece do dinheiro, te amo. — Ela não tem jeito viu!   — Amém, mãe! Te amo, boa noite — Mandei um beijinho e vi ela sumir pelo corredor da nossa casa.   Eu e minha mãe temos uma condição financeira ótima, mamãe tem um salão de beleza na Cidade de Deus e outro no Jacarepaguá.   Morávamos na cidade de Deus até meu pai ser assassinado em uma invasão policial, eles confundiram meu pai com um bandido ou foi o que eles disseram né.   Minha mãe não quis mais fica de jeito nenhum na Cidade de Deus e acabou que nós mudamos para Jacarepaguá.   Como minha vida sempre foi na Cidade de Deus eu nunca deixei de ir lá, pois tinha minha melhor amiga e a mãe dela que é minha segunda mãe.   E inclusive foi a mãe da Rebeca que ficou cuidando do salão na Cidade de Deus até eu completar meus 15 anos e começar a assumir aos poucos o salão.   Hoje com 21 anos estou na faculdade cursando contabilidade para administrar os salão melhor.   Tenho quatro cursos, maquiagem, unha, sobrancelha e cílios. No cabelo eu não me dei muito bem então minha melhor amiga assumiu essa parte.   Minha melhor amiga Rebeca hoje é a cabeleireira oficial do meu espaço é ela que contrata novas cabeleireiras e fica responsável em escolher os produtos usados no salão eu só procuro e compro sem contestar, afinal minha amiga é a melhor cabeleireira da CDD.   Apesar dela amar a profissão assim como eu, ela também está fazendo faculdade, a única diferença é que eu sou contabilidade e ela psicologia.   O salão aqui em Jacarepaguá quem controla é minha mãe e eu cuido da Cidade de Deus já que minha mãe jurou nunca mais subir a favela.   Respiro fundo saindo dos meus pensamentos observam tudo organizado desligo a luz da cozinha e sala e vou pro meu quarto.   A dorminhoca que habita em mim precisa de umas 12 horas de sono profundo.     No dia seguinte...     Acordo com o despertador gritando no meu ouvido, respiro fundo e digo pra mim mesma que hoje o dia vai ser ótimo e nada vai atrapalhar meu dia.   Apesar de que hoje era pra mim nem levantar da cama e se eu me levantasse era pra comer, mijar e tomar meu precioso banho.   Levanto da cama e vou direto pro banheiro, escovo meus dentes e tomo meu banho gostosinho com todo cuidado pra não molhar meu cabelo.   Após terminar o banho e me secar, visto minha roupa passei perfume e calcei um chinelo de dedo super lindinho que eu ganhei da minha mamis.   Pego uma bolsa pequena para pôr o dinheiro e alguns documentos, após tudo organizado arrumo minha cama e saio do quarto.   ******     — Que foi seu velho nojento? Tá me roçando por que? — Deis que eu entrei na Van esse velho tá me olhando e eu toda hora dando carão nele pra ver se ele se toca.   Mais eu surtei mesmo quando ele começou a roçar a coxa dele na minha ai eu soltei o verbo.   O velho me olha todo murcho e sai do meu lado, ponho meus fones de ouvido de volta no meu ouvido e fico olhando tudo até chegar no meu destino.   Se mulher é assim, tu não pode tá com um short curto ou uma blusinha decotada que esses filhos da p**a fica tudo olhando como se fosse arrancar um pedaço do seu corpo, eu tenho ódio disso.   Desço no meu ponto e sigo com meu fone de ouvido até o banco, chegando lá vou direto pro caixa pego o dinheiro da bolsa e começo a fazer todos os procedimentos .   — MÃOS PRA CIMA AGORA ! — Me viro rapidamente assustada e vejo homens armados com metralhadora todos com máscaras cobrindo o rosto.   Meu cu trancou na hora passa nem a senha do WiFi!   Acordo pra vida quando um cara me puxa na maior brutalidade pra dentro do banco depois das porta rotatória.   Me sento no chão e fico ali na minha, vendo alguns reféns chorar baixinho e os policiais que cuidam do banco de cara fechada, com toda certeza puto da vida pelo o que está acontecendo e não poder fazer nada.   Tudo acontece muito rápido eu fico na minha e não falo nada, meu olhar é atraído por um cara que entra todo largado com uma máscara de palhaço no rosto, odeio palhaço!   Em sua costa tem uma metralhadora e pelo jeito que os outros abaixam a cabeça quando ele passa ele deve ser o chefe.   Ele entra e senta em uma cadeira perto dos reféns eu não consigo desviar meus olhos um segundo sequer dele.   Acho que ele sentiu que tem alguém o observando porque ele levantou a cabeça e seus olhos se chocaram contra o meu e na hora eu desviei, vai que ele acha que eu estou desafiando ele.   O mesmo cara que me puxou aqui pra dentro se aproximou dele e falou algo rápido pra ele, eu aproveitei para ver ao redor e em todos os lugares têm homens armados.   Quando eu volto a olhar prós dois caras eles estão olhando na minha direção ou eu prefiro imaginar que eles estão observando todos os reféns.   Então o ridículo que me puxou aqui pra dentro se afasta do homem sentado e anda até onde eu e os outros reféns estamos.   - Seguinte vou falar uma vez só tlg? Ninguém quer machucar ninguém aqui! Mas se algum de vocês vim de graça vai levar sarrafo, sigam as ordens sigam as ordens e geral sai daqui vivão. — Respiro fundo tentando conter meu nervoso.— Cinco de vocês vão ficar aqui e o resto vai comigo pra outro lugar, vocês entenderam ?   — Sim. — Responderam algumas pessoas enquanto outras só choravam.   Então ele foi chamado cada um e adivinha só ?   A bonitinha aqui foi uma das que ficou e pra piorar meu desespero ficou só mulher .   O medo bateu na hora comecei a orar, interceder e invocar todo tipo de espírito e santo pra me proteger.   Uns caras se aproximaram e cada um pegou uma mina e levou pra dentro do banco com duas malas eu já fiquei nervosa na hora o que eles vão fazer com as meninas ?   Na hora o homem que eu encarei levantou pegou as mesmas bolsas que os outros pegou e começou a andar na minha direção, cruzei os braços nervosa e desviei meus olhos dele .   Abaixei o olhar e quando levantei de novo ele já estava na minha frente.   — Levanta e me segue. — Foi tudo o que ele falou .   Levantei na hora e segui ele passamos pela porta e andamos mais um pouco até chegar em um lugar que parecia ser cofres, como eu sei disso ?   Eu vi Lá Casa de papel né.   Ele abriu uma porta gigante de ferro e na hora eu fiquei boba quando vi só nota de cem.   — Faz favor de prestar atenção no bagulho que vou te dizer. — Ainda que a voz dele esteja abafada pela máscara da pra ver que ele tem a voz grossa. — Tu vai colocar 100 malotes nessa bolsa aí.   Então ele jogou a bolsa de viagem pra mim na hora eu peguei a bolsa e já comecei a encher de malote contendo pra não dar errado e depois ele vim me cobrar.   Quando eu terminei, olhei pra trás vendo ele já fechar a segunda bolsa.   — Se liga! Pega um desses malote e pega pra tu ninguém vai saber mesmo. — Olhei pra ele entendendo na hora o que ele quis dizer.   — Valeu mas eu dispenso! — Ele me olhou por alguns minutos e deu de ombros já pegando as duas bolsas cheia de dinheiro.   — Tu que sabe gata. — Foi tudo que ele falou.   Saímos do cofre e voltamos pro lugar onde estávamos, ficamos sentadas no chão durante uns quatro minutos.   Os poucos eles foram indo embora e antes do chefe sair ele olhou pra mim e ficamos nos encarando por alguns segundos eu desviei o olhar e quando olhei de novo ele já tinha sumido.   Um dos caras que ainda estava do lado de dentro nos levou pro banheiro e trancou a porta.    Peguei meu celular pra tentar ligar pra polícia mas tá descarregado, droga !   O jeito foi esperar, mas quanto mais eu espero mais eu me sinto sufocada, tem uma mulher chorando pra c*****o e outra que não para de andar de um lado pro outro e já tá me dando nervoso.   Escuto um barulho na porta se abrindo e um policial entra apontando uma arma pra gente.   Quando ele viu que nós somos reféns abaixou a arma e começou a perguntar se estávamos bem.   Suspirei aliviada e quando fui levantar do chão me sentir tonta  *****   Acordo e olho o quarto todo branco indicando que eu estou no hospital, olho pro lado vendo minha mãe sentada ao meu lado segurando a minha mão.   — Mãe?— Pergunto sabendo que não estamos no meu quarto.   Ela levanta a cabeça rapidamente e abre um sorriso gigante.   — Ainda bem que você acordou minha princesa eu já estava preocupada. -- Lembro do assalto, eu dentro do cofre colocando dinheiro em uma bolsa preta, lembro da tontura que senti ao fica trancada dentro do banheiro.   — Eu desmaiei, né?   — Sim. — Se minha mãe já era neurótica em relação a eu sair, imagina agora. -- Como você está minha filha? Fizeram alguma coisa com você?— Quando eu ia tentar responder a minha mãe, uma mulher e um homem fardado entram no meu quarto.   —  Desculpa interromper, mas eu tenho perguntas para a senhorita Luana Pierri. — A policial falou.    Depois disso eles me encheram de perguntas e eu procurei responder tudo.   Depois fiz alguns exames só para confirmar se eu tinha desmaiado de nervoso e graças a Deus foi isso mesmo.   O médico me recomendou passar em algum psicólogo se eu começar a ter pânico em ir ao banco, ficar em lugar fechado ou desmaiar.

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