— Você está obcecada com o passado. — Não — corrigi. — Estou entendendo o presente. Arthur respirou fundo. — Aquilo com a Bianca foi um erro. — Foi uma escolha — respondi. — Repetida em pensamento antes de ser executada. — Você não estava lá. — Estava em você — falei. — Porque decisões assim não nascem do nada. Ele se levantou da mesa, irritado. — Você quer transformar uma falha em caráter. — Falhas isoladas pedem desculpa — respondi. — Padrões pedem cautela. Arthur caminhou pela sala. — Você não sabe o que estava acontecendo comigo naquela época. — Eu sei exatamente — retruquei. — Você estava confortável demais para achar que não perderia nada. O silêncio caiu pesado. Naquela tarde, decidi testar algo simples. Nada provocativo. Nada explícito. — Bianca me ligou — disse, cas

