bc

MEU DOCE PECADO

book_age18+
68
FOLLOW
1K
READ
forbidden
HE
playboy
drama
sweet
bxg
childhood crush
seductive
like
intro-logo
Blurb

General nunca foi o tipo de homem que cria laços.Frio, respeitado e perigoso, ele construiu seu nome no morro impondo regras e quebrando todas quando se tratava de mulheres.Até Gabriela.Mesmo sabendo que ela não era sua filha, ele escolheu ficar.Criar. Proteger.Mas tudo mudou na noite em que foi preso.Gabriela tinha apenas cinco anos quando viu o homem que era tudo para ela ser levado sem qualquer explicação.Quinze anos depois, General está de volta.Mais duro. Mais distante. Mais perigoso.E Gabriela já não é mais uma criança.A convivência que deveria ser natural se torna insuportavelmente tensa.Olhares que duram mais do que deveriam.Silêncios que dizem mais do que palavras.Uma proximidade que nunca deixou de existir mas agora tem outro peso.Errado.Eles sabem disso.General tenta impor limites.Gabriela tenta ignorar o que sente.Mas quanto mais resistem mais tudo piora.Porque não é só desejo.É algo mais profundo. Mais intenso. Mais difícil de controlar.E quando o passado volta trazendo verdades que nunca foram ditas e ameaças que colocam tudo em risco, fugir deixa de ser uma opção.Agora, eles precisam lidar com as consequências.Do que sentem.Do que escondem.E do que nunca deveria ter começado.Porque, no fim, ela sempre foi o erro que ele não podia cometer e ainda assim se tornou o seu mais doce pecado.

chap-preview
Free preview
Capítulo 1
Capítulo 1 GENERAL NARRANDO ⌛ 15 anos antes... Se tem uma coisa que eu sempre soube fazer nessa porrä de vida, foi separar sentimento de fodä. Misturar as duas coisas é coisa de homem fraco, emocionado, daqueles que perde o foco por causa de bucetä, faz merdä por mulher, entrega o que construiu por causa de choro, ciúme, promessa e carência. Eu nunca fui esse tipo de homem. Nunca. No morro, meu nome sempre pesou mais que muito tiro. Eu não precisava falar alto pra ser ouvido. Não precisava repetir ordem. Não precisava provar nada pra ninguém. Bastava eu chegar. Bastava eu olhar. Bastava eu dizer um “resolve” e tava resolvido. Sempre foi assim. Eu construí respeito no medo, na estratégia e no sangue, e quem tentava confundir minha frieza com fraqueza acabava entendendo da pior forma possível que eu não era homem de aviso. Meu vulgo não nasceu do nada. General. Porque eu não sou homem de ataque burrö. Eu sou homem de guerra pensada. Homem que observa antes de esmagar. Homem que sabe a hora de recuar, a hora de invadir e a hora de fazer um filho da putä implorar de joelho no chão antes de apagar ele do mapa. Foi assim que eu cresci. Foi assim que eu subi. Com 17 anos eu já tinha milhões e feito coisas que qualquer pessoa normal duvida. Já tinha comido bucetä pra caralhö e dominado o crime e o comando. Foi assim que eu virei dono de uma parte desse infernö todo. E foi exatamente por isso que eu nunca entendi o que a Rose queria comigo. Mulher bonita sempre teve rodando à minha volta. Umas porque queriam status. Outras porque gostavam do perigo. Tinha também as que se apaixonavam pela ideia do homem errado. O poder atrai. O medo atrai. O dinheiro atrai. E eu nunca tive dificuldade em usar isso a meu favor. Rose era diferente. Não porque fosse santa. Muito pelo contrário. Ela sabia jogar. Sabia fazer cena, sabia chorar na hora certa, sabia me provocar, sabia virar a cabeça de qualquer otáriö. Tinha um corpo que chamava atenção até de defunto e uma mania irritante de achar que insistência virava amor. E insistiu. Insistiu pra caralhö. Mesmo quando eu mandava ela sumir. Mesmo quando eu saía com outras na cara dura. Mesmo quando eu deixava claro, sem floreio, sem mentira, sem promessinha barata, que eu não queria ela na minha vida mais do que ela já tava. Mas Rose era daquelas mulheres que confundem obsessão com destino. E isso sempre acaba dando merdä. A gente brigava mais do que se pegava. Quando tava perto, era fogo, grito, provocação, loucura. Quando tava longe, era paz . Ela dizia que me amava. Eu mandava ela parar de falar besteirä. Ela chorava, me xingava, jurava que ia embora. Eu dizia que podia ir . E no dia seguinte ela tava aqui de novo, com aquele olhar de quem queria me vencer no cansaço . Não venceu. Só me cansou mesmo. Teve uma época que eu cheguei a cortar ela de vez . Bloqueei, mandei avisar pelo complexo que não queria mais ver a cara dela no morro ou eu ia meter bala, e fiquei três semanas sem notícia. Três semanas de paz. Na quarta, ela apareceu no bar onde eu tava com dois caras resolvendo negócio. Entrou sem ser chamada, se sentou do meu lado como se fosse dona do lugar, pediu uma bebida e ficou me olhando com aquele sorriso torto que ela sabia muito bem que funcionava. Eu terminei a reunião, despedi os caras, e fui embora com ela. Nunca entendi por quê. Não era amor. Eu sei distinguir o que é amor do que é hábito, do que é vício, do que é simplesmente a bürrice de um homem que devia saber melhor. Rose era as três últimas coisas ao mesmo tempo. Uma irritação familiar. Um erro que eu cometia com consciência plena e zero arrependimento na hora, só o cansaço depois, sempre o mesmo cansaço, como ressaca de uma cachaça rüim que você bebe sabendo que vai se arrepender de manhã. E eu sempre me arrependia. Teve uma noite que eu cheguei no limite. Lembro até hoje porque tava um calor do caralhö, eu tinha passado o dia inteiro resolvendo problema no morro, um vapor tinha vacilado com carga, dois soldados tinham saído no braço por causa de mulher e eu ainda precisei ir até uma reunião com uns homens do asfalto que se achavam grandes demais pra falar comigo olhando no olho. Voltei sem paciência. Sem vontade de ouvir ninguém. Sem vontade de nada. E ela tava me esperando na minha casa. Sentada no sofá como se morasse aqui. Como se tivesse direito. Como se fosse alguma coisa além de um erro recorrente que eu ainda não tinha apagado de vez. — A gente precisa conversar — ela disse, levantando no segundo em que me viu entrar. Joguei a arma em cima da mesa, tirei a camisa ensopada e fui direto pro bar sem nem olhar direito pra cara dela. — Eu não preciso conversar porrä nenhuma. — Você vai me ouvir. Soltei uma risada seca. — Tu tá confundindo muito as coisas, Rose. Ela se aproximou, brava, o peito subindo e descendo rápido. — Eu cansei de ser tratada assim. — Então vaza. — Eu tô falando sério! Virei pra encarar ela. Devagar. Frio. Sem paciência. — E eu também. Segue tua vida. Arruma outro otáriö. Faz um filho. Casa. Sei lá. Mas me deixa em paz. O silêncio que veio depois foi estranho. Pesado. Ela me olhou com um negócio diferente no rosto. Não era raiva. Não era drama. Era outra coisa. Aí veio a bomba. — Eu já fiz. Franzi a testa. — Fez o quê? Ela engoliu seco. — Tô grávida. Nessa hora, tudo em mim travou. Não porque eu tivesse ficado feliz. Longe disso. A primeira coisa que eu senti foi irritação. Depois desconfiança. Depois um cansaço doentio. Passei a mão na nuca e ri sem humor. — Tu tá metendo essa agora? — Eu não tô mentindo! — Rose, olha pra mim com atenção — falei, chegando mais perto. — Se isso for joguinho pra me prender, tu vai se arrepender amargamente. Ela começou a chorar. E eu odiei isso. Odiei porque mulher chorando me irrita. Odiei porque eu não sabia se era verdade. Odiei porque, se fosse, isso ia me amarrar numa situação que eu nunca quis viver. Mas era verdade. Meses depois, Gabriela nasceu. E essa porrä mudou tudo de um jeito que eu nunca vou admitir em voz alta pra ninguém.

editor-pick
Dreame-Editor's pick

bc

Primeira da Classe

read
14.1K
bc

A Vingança da Esposa Desprezada

read
4.8K
bc

De natal um vizinho

read
14.0K
bc

Amor Proibido

read
5.5K
bc

O Lobo Quebrado

read
129.3K
bc

Sanguinem

read
4.3K
bc

Meu jogador

read
3.3K

Scan code to download app

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook