O amanhecer tingia o horizonte com tons de cinza e prata, mas nada na paisagem anunciava paz. As montanhas ao norte de Eryndor não eram mais apenas pedras antigas e frias; agora, elas pulsavam com uma energia escura que se infiltrava pelo vento e pelo chão, tocando tudo que ousasse se aproximar. Lucian estava em pé na muralha norte, os olhos dourados atentos a cada movimento. Soldados corriam de um lado a outro, tentando reforçar as barreiras mágicas que isolavam o castelo. Mas ele sentiu algo mais. Um cheiro metálico, azedo, misturado à poeira da terra — a energia corrompida se aproximava mais rápido do que poderiam conter. Isla! — chamou, a voz firme, mas carregada de preocupação. Fique atrás das linhas de defesa! Mas Isla já estava à frente, os cabelos prateados refletindo a luz da

