O amanhecer chegou como um sussurro cansado sobre Eryndor. O castelo ainda parecia respirar o resquício da noite anterior — o ar estava impregnado de magia, de uma luz que não era deste mundo. Isla despertou lentamente, os olhos se abrindo para um teto que parecia mais vivo, as pedras pulsando com reflexos prateados. Ela sentia tudo diferente: o som, o toque, até a própria respiração. O poder dentro dela não dormia — era como uma chama constante, silenciosa, mas impossível de ignorar. Lucian estava sentado ao lado da cama, ainda vestindo as roupas da noite passada, o olhar fixo na janela. Quando percebeu o movimento dela, levantou-se imediatamente. Você dormiu pouco — ele murmurou, a voz rouca de cansaço e preocupação. Não consegui — Isla respondeu, sentando-se devagar. Desde que ela

