A noite estava quieta demais. Nem os lobos cantavam. Nem o vento ousava atravessar as muralhas. Isla se levantou da cama em silêncio, o corpo coberto por um manto de seda prateada que parecia fundir-se à sua pele. A lua lá fora brilhava mais do que o normal — grande, pulsante, como se respirasse. Havia algo diferente no ar. Uma vibração suave, antiga, quase maternal. Lucian despertou com o movimento dela. Isla? Ela o olhou sobre o ombro, a luz da lua refletida nos olhos. Você sente isso também? Lucian assentiu, levantando-se. O chão sob os pés deles parecia vibrar, como se o castelo tivesse um coração e ele estivesse batendo em sincronia com o deles. A lua está viva, — Isla murmurou. Está nos chamando. Ela estendeu a mão, e Lucian a segurou sem hesitar. Juntos, saíram do quarto

